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    Órgãos avaliam implantar sistema antidrones no aeroporto de Guarulhos
    CNN Brasil·25 de set., 18:11

    Órgãos avaliam implantar sistema antidrones no aeroporto de Guarulhos

    O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e a PF (Polícia Federal) avaliam implantar um sistema antidrones no Aeroporto Internacional de São Paulo , em Guarulhos. A medida prevê a instalação de equipamentos capazes de identificar e neutralizar drones que invadam o espaço aéreo do aeroporto. Atualmente, nenhum aeroporto do Brasil conta com um sistema avançado que impeça a utilização dos aparelhos em áreas aeroportuárias.

    De acordo com o Decea, pelo menos 52 ocorrências com drones que impactaram a aviação regular foram registradas neste ano . Dessas, 14 foram no aeroporto de Guarulhos. Leia Mais Operação mira extorsão de passageiros no Aeroporto de Guarulhos Cerca de 150 voos foram afetados por pane em SP, diz diretor da Anac Falha em satélite da Embratel afetou operações em aeroportos de SP Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), um episódio ocorrido em 20 de agosto provocou a suspensão das operações em Guarulhos por 40 minutos e resultou em 20 voos atrasados e oito cancelados.

    Ao todo, 4,9 mil passageiros foram afetados em meio ao sobrevoo de drones no espaço aéreo . Relembre: Voos são suspensos no aeroporto de Guarulhos após presença de drones O que está previsto A expectativa é que o sistema consiga detectar drones que estejam sobrevoando áreas de risco , identificar o piloto e, em seguida, neutralizar o equipamento por meio de sistemas conhecidos como jammers e cyber take over . Segundo Tadeu Neves, gerente de operações da GRU Airport, o termo de referência já foi compartilhado com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

    ” Leia também: Anac endurece regras para uso de drones após ocorrências em aeroportos Dificuldades da implementação O superintendente de infraestrutura aeroportuária da Anac, Giovano Palma, explicou que, além das regras da Anac e do Decea, a neutralização de drones envolve bloqueadores de radiofrequência , o que também exige a atuação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A agência é responsável por definir quais situações os bloqueadores de sinais de radiofrequência podem ser acionados, além de definir os órgãos autorizados e as condições para o uso desses equipamentos. De acordo com Palma, o país conta, atualmente, com somente um fluxo de acionamento para situações de avistamento de drones em áreas aeroportuárias.

    No entanto, ele afirma que o mecanismo ainda é insuficiente para lidar com o problema. ]]>

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