Os Números por trás da Tese do Mercado Livre sobre a Corrida Logística no Brasil
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. A gestão do Mercado Livre aposta na continuidade — e na eventual aceleração — da corrida logística que tem tomado conta do e-commerce nos últimos anos. No entanto, não é necessariamente uma corrida pela entrega mais rápida , embora isso também esteja no escopo.
A tese é de que os compradores devem demandar tempos diferentes para diferentes tipos de produto. “O nosso entendimento é de que o modelo vai ser híbrido, em que você vai ter uma parcela do seu comprador querendo e buscando entregas imediatas, o que a gente chama de ‘entrega agora'”, diz Luiz Augusto Vergueiro, Diretor Sênior de Operações Logísticas do Mercado Livre no Brasil, em entrevista à Forbes. “O mix de entrega mais lenta, mais rápida e muito rápida é o que a gente entende que vai ser o futuro, e por isso a gente vem investindo nessas modalidades”, completa o executivo.
O “entrega agora” referido por Vergueiro diz respeito à nova modalidade do Mercado Livre, que mira entregas em até 60 minutos para algumas categorias de produtos. A modalidade começa a ser testada neste fim de setembro em algumas regiões de São Paulo, e passa por expansão gradual ao longo das próximas semanas. Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre na América Latina e líder das operações da empresa no Brasil, avalia que o setor, e portanto a empresa, ainda têm espaço para crescer mais na região por conta do estágio de evolução da indústria.
“A penetração do e-commerce no Brasil está na casa de 17% a 18%. Ela mais do que triplicou desde o início da pandemia, mas ainda é baixa diante dos Estados Unidos, com quase 30%, e da China , que já passou os 30%, embora haja fontes que apontem até 40%”, disse o executivo, em coletiva de imprensa. Os dados citados são do banco americano Morgan Stanley, que mostrava menos de 6% de penetração de e-commerce no Brasil em meados de 2016 e 17,1% ao fim do ano de 2025.
Neste ano, a empresa injeta R$ 57 bilhões nas operações no Brasil, cifra R$ 20 bilhões maior do que o investimento anunciado no ano anterior. 30 centros de fulfillment do Mercado Livre até o fim do ano A gestão da empresa também divulgou que deve fechar o ano com 30 fulfillment centers até o fim de 2026, um acréscimo de nove unidades ante às 21 atuais. Considerando os centros de distribuição de todos os tipos, a empresa projeta crescimento de 20 unidades neste ano, para fechar 2026 com um total de 72 centros.
“São os dois movimentos. De um lado, queremos aumentar a capilaridade e chegar com CDs grandes, mais robustos, em localidades onde a gente tem operações menores, que foi o caso do Rio Grande do Sul. Mas também queremos dar mais robustez para as localidades onde a gente tem grande densidade, tanto de compradores e, principalmente, de vendedores”, comenta Vergueiro.
Atualmente o Mercado Livre é, com folga, o maior locador de galpões logísticos do país, com mais de 3,3 milhões de metros quadrados locados na presente data. Conforme reportado pela Forbes , isso faz com que a empresa tenha uma malha logística quase três vezes maior que a Shopee, que figura como o segundo maior locador de galpões do Brasil. O post Os Números por trás da Tese do Mercado Livre sobre a Corrida Logística no Brasil apareceu primeiro em Forbes Brasil .
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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