Oswaldo Eustáquio pede acareação com Mauro Cid
A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio Filho pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma acareação com o tenente-coronel Mauro Cid. Em manifestação protocolada na quarta-feira 28, o advogado Ricardo Freire Vasconcellos afirma que a iniciativa para levar influenciadores ao Palácio da Alvorada, em 12 de dezembro de 2022, partiu do próprio ex-ajudante de ordens, e não do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo a versão apresentada pela defesa, Cid telefonou para um influenciador que estava com Eustáquio, contou que o cacique José Acácio Serere Xavante havia sido preso e relatou o clima de tensão em Brasília.
Na conversa, teria sugerido que os dois fossem ao Alvorada para se proteger. Leia também: " STF nega pedido de Filipe Martins para deixar regime fechado " Eustáquio permaneceu no palácio, mas, conforme o advogado, não se encontrou com Bolsonaro. A defesa também contesta a versão de que Cid teria providenciado transporte para levar o jornalista a um local de hospedagem.
Segundo a manifestação, Eustáquio morava em Brasília com a família. Defesa questiona colaboração de Mauro Cid O advogado de Eustáquio afirma que a colaboração premiada de Cid precisa de elementos probatórios. 850/2013 , que impede o uso exclusivo das declarações do colaborador para fundamentar determinadas decisões, entre elas o recebimento de denúncia.
v=L_mIf_WSQPU A defesa do jornalista pede que o STF examine integralmente os trechos pertinentes do depoimento de Cid e realize a acareação entre os dois. Também solicita registros de ligações e mensagens, dados de entrada e saída do Alvorada, imagens do local e depoimentos do influenciador que recebeu a ligação e do assessor que acompanhou Eustáquio. O advogado pede que o jornalista participe da audiência por videoconferência.
STF recebeu denúncia contra Eustáquio Em 24 de outubro, a 1ª Turma do STF recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eustáquio por associação criminosa . O relator, Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da acusação. Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento.
A PGR afirma que o jornalista integrou uma associação criminosa entre o início do processo eleitoral de 2022 e os atos de 8 de janeiro de 2023. A acusação cita publicações nas redes sociais, manifestações críticas à posse de Luiz Inácio Lula da Silva e mobilizações diante de instalações militares. Segundo a versão apresentada pela defesa, Cid telefonou para um influenciador que estava com Eustáquio | Foto: Lula Marques/Agência Brasil A defesa nega a existência de uma associação estável e permanente.
Também afirma que Eustáquio não estava em Brasília em 8 de janeiro e que possui um vídeo no qual desestimula a ida de manifestantes à Praça dos Três Poderes. Na manifestação ao STF, o advogado do jornalista ainda questiona a falta de defesa técnica desde 25 de abril de 2025, quando o defensor anterior renunciou. Por esse motivo, pede a anulação dos atos processuais praticados desde então.
A defesa também solicita a revogação da prisão temporária e das medidas cautelares impostas a Mariana Volf Pedro Eustáquio, sob o argumento de que ela não foi investigada nem denunciada. + Entenda mais de Política em Oeste O post Oswaldo Eustáquio pede acareação com Mauro Cid apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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