Ouro sobe com demanda de bancos centrais e realização de lucros
O contrato do ouro encerrou em alta nesta terça-feira (29) sustentado pela demanda dos bancos centrais e realização de lucros, após a queda de quase 4% na segunda-feira (28). Os ganhos foram limitados pela preocupação dos investidores com a perspectiva de juros mais elevados. 179,7 por onça-troy .
A prata para dezembro recuou 0,92%, a US$ 61,15 por onça-troy . O metal continuou pressionado pelo temor de novas altas de juros, após registrar na segunda-feira a maior queda porcentual desde junho. A movimentação refletiu a leitura de que o encarecimento dos combustíveis pode aumentar a pressão sobre o Fed (Federal Reserve) para elevar sua taxa de juros na próxima reunião, em outubro.
Leia Mais Nvidia lança ferramenta para impedir descontrole de IA Anthropic alerta que IA pode representar risco existencial para humanidade Governo estima R$ 67,5 bilhões em receitas extras por alta do petróleo Para analistas do Erste Group, embora as compras de ouro por bancos centrais devam permanecer elevadas, dificilmente serão suficientes para provocar uma alta expressiva dos preços. “Neste ambiente de elevada incerteza, há mais potencial para aumentos de juros nos EUA”, afirmam. O dólar também adicionou pressão ao metal ao avançar na sessão e testar máximas de vários meses, sustentado pela volatilidade do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries.
Em paralelo, o New York Times publicou reportagem segundo a qual o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria voltando sua atenção ao ouro da Venezuela após impor controles sobre as exportações de petróleo do país, em um movimento que, segundo o jornal, aproxima Washington de uma indústria marcada pela criminalidade, a mesma que o governo diz combater ao prender Nicolás Maduro. ]]>
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