Pacote de bondades de Lula soma R$ 411,2 bi a 7 dias das eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) injetou ao menos R$ 411,2 bilhões em ações sociais em 2026, ano em que tentará a reeleição. O petista buscou alavancar suas chances de alcançar um inédito 4º mandato nas últimas semanas, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, que custará R$ 5,8 bilhões. A maioria das ações miram a população mais pobre.
0 no mesmo ato em que proibiu bets. Deve ser a última leva de anúncios antes do pleito. O governo comprará as dívidas das instituições financeiras via leilões, com descontos de 90%.
O custo estimado é de R$ 15 bilhões. Durante o ano, Lula também voltou as atenções para a segurança pública, uma área em que a esquerda costuma patinar. É o caso do programa Brasil contra o Crime Organizado, com impacto estimado de R$ 11 bilhões.
Ele também decidiu colocar em prática um plano com medidas integradas envolvendo os entes da Federação (governo federal, Estados e municípios), em um anúncio feito em 18 de setembro , no Rio de Janeiro. A ação usa recursos desse programa. O petista também fez acenos à classe média e ao setor empresarial.
Neste levantamento, “bondades” são medidas anunciadas ou ampliadas pelo governo federal em 2026 que representam aumento de benefícios, redução de tributos, concessão de crédito ou destinação de recursos para programas sociais. O termo é usado para agrupar as ações pelo impacto financeiro anunciado. Estão entre essas ações o Minha Casa, Minha Vida, cuja ampliação tem impacto de R$ 24,8 bilhões.
Já o Reforma Casa Brasil, voltado a melhorias habitacionais, soma R$ 40 bilhões. Para os empresários, Lula buscou turbinar o Nova Indústria Brasil, com R$ 140 bilhões, bem como o Plano Brasil Soberano, criado para apoiar exportadores brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA (R$ 15 bilhões). 350.
A mudança passou a valer em fevereiro. Era o carro-chefe de Lula para alavancar a popularidade e o governo intensificou a propaganda. Aproximadamente 16 milhões de brasileiros foram contemplados com a medida.
Não surtiu o efeito esperado e o petista buscou lançar mão de outras medidas. 2026) mostrou que o presidente Lula está numericamente atrás do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em eventual embate de 2º turno entre eles. O senador tem 46% das intenções dos votos totais, ante 45% do petista.
Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, estão tecnicamente empatados. Os dados mostram que a distância entre os 2 candidatos voltou a diminuir. Em 7 dias, a taxa de intenção de voto no petista oscilou 1 ponto percentual para cima, enquanto a de Flávio permaneceu estável.
Na simulação de 1º turno, Lula tem 41% das intenções dos votos totais, contra 39% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles também estão tecnicamente empatados neste cenário. OUTRO LADO Procurada pelo Poder360 , a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) contestou a metodologia e a classificação das medidas como “pacote da bondade” .
Este jornal digital perguntou se o governo concorda com o cálculo de R$ 411,2 bilhões e com a metodologia usada. Também questionou se as medidas podem ter impacto eleitoral. O jornal perguntou ainda como o governo responde à avaliação de que parte das ações representa aumento de benefícios e gastos públicos em ano eleitoral.
0, o Poder360 perguntou qual será a fonte dos R$ 15 bilhões previstos para o programa. Também questionou o impacto da medida nas contas públicas em 2027. Por fim, perguntou se a Secom gostaria de corrigir algum dado ou fazer ressalvas ao levantamento.
A secretaria enviou uma manifestação. Leia a íntegra: “O Governo Federal considera descabida e metodologicamente insustentável a tentativa de apresentar como “pacote da bondade” um conjunto de políticas públicas de naturezas, objetivos e fontes de financiamento completamente distintos, muitas em andamento há anos. “Isso transforma em supostas despesas eleitorais um conjunto de ações destinadas a manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas e conter pressões sobre preços causadas por fatores externos.
“É importante destacar que, das 16 políticas listadas pelo veículo, 8 foram lançadas antes do ano eleitoral. Por exemplo, não se pode tratar o Pé-de-Meia, criado em 2024 para combater a evasão escolar, como gasto eleitoral. O Nova Indústria Brasil, criado em 2023 e lançado no ano seguinte, trata de um importante processo de retomada do setor industrial brasileiro.
“Já o Programa Brasil Contra o Crime Organizado é uma política de segurança pública contra facções, milícias, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Dos cerca de R$ 11 bilhões associados ao programa, R$ 10 bilhões são linha de crédito para investimentos em segurança, não recursos já desembolsados. “Também é indefensável classificar como despesa eleitoral medidas para proteger a economia dos efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, em um processo que contou com a atuação de setores da oposição brasileira naquele país, e das pressões sobre combustíveis e energia provocadas pela guerra no Oriente Médio e pelas tensões no Estreito de Ormuz.
Financiamento a exportadores e medidas sobre combustíveis e GLP buscam preservar empresas, empregos, cadeias produtivas e conter pressões inflacionárias decorrentes desse cenário externo. “A lógica desse cálculo levaria à conclusão de que, em ano eleitoral, o governo deveria reduzir investimentos no combate ao crime organizado, na proteção de empresas, empregos e consumidores diante de choques externos para evitar que esses recursos fossem classificados como “gastos para reeleição”. Proteger a população, a economia e o país é obrigação permanente do Estado, não liberalidade eleitoral.
“É legítimo que a imprensa fiscalize o uso de recursos públicos. O que não é aceitável é tratar a execução regular de políticas públicas como evidência de gasto eleitoral. Governos não deixam de governar em ano de eleição.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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