“Paranoia”, diz China sobre veto dos EUA a Institutos Confúcio
A Embaixada da China no Brasil chamou de “paranoia” a decisão dos Estados Unidos de incluir organizações ligadas aos Institutos Confúcio em uma lista de instituições que representam ameaças à segurança nacional. A representação diplomática afirmou que os norte-americanos tratam até aulas básicas de mandarim como um risco à sua segurança. “Tratar aulas que ensinam a dizer ‘你好 (olá)’ e ‘谢谢 (obrigado)’ como ‘ameaça à segurança’ não é prevenir riscos, mas erguer barreiras contra si mesmo.
2026). A representação chinesa também aproveitou a publicação para incentivar brasileiros a conhecerem o país. EUA VÊ RISCOS A decisão norte-americana foi anunciada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
Segundo o órgão, 80 organizações ligadas aos Institutos Confúcio foram identificadas em 30 universidades do país. Segundo os EUA, as entidades retomaram suas atividades com outros nomes e estruturas, mas mantendo o mesmo objetivo de atuar como instrumentos de propaganda do governo chinês. O país norte-americano afirmou que as organizações representam riscos à segurança nacional por tentarem obter propriedade intelectual norte-americana e influenciar estudantes universitários.
Segundo ele, o Congresso já havia proibido os Institutos Confúcio anos antes, mas as atividades teriam sido retomadas por meio de novas organizações. EXPANSÃO NO BRASIL Os Institutos Confúcio são uma rede internacional de instituições sem fins lucrativos vinculadas ao governo da China, voltada ao ensino da língua e à divulgação da cultura chinesa. Criada em 2004, a rede oferece cursos de mandarim, atividades culturais, exames de proficiência e programas de intercâmbio acadêmico.
As unidades funcionam por meio de parcerias entre instituições de ensino superior chinesas e universidades de outros países. No Brasil, a 1ª unidade foi inaugurada em novembro de 2008, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), em parceria com a Universidade de Hubei. A partir de então, a rede se expandiu e passou a contar com unidades em instituições como Unicamp, USP, UnB, UFMG, UFRGS e UFRJ.
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