Partido de Netanyahu não aceita alternância no cargo de primeiro-ministro
O responsável pela articulação do Likud, partido de Benjamin Netanyahu, descartou um acordo de alternância no cargo de primeiro-ministro em um eventual governo de Israel. Essa alternância já ocorreu em outros momentos na história de Israel. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste “Somos contra a alternância, depois de os resultados das eleições demonstrarem um alto nível de confiança em nós”, afirmou o deputado Ofir Katz, segundo a Rádio do Exército de Israel.
” Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por הכנסת | knesset (@theknesset) O Likud é o partido que comanda o atual bloco governista. Apesar de ter sido a sigla que conquistou o maior número de cadeiras, a aliança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu obteve apenas 53 dos 120 assentos do Knesset nas eleições da semana passada. Precisará articular para obter o apoio de pelo menos oito eleitos, para chegar às 61 cadeiras e formar a maioria no Knesset, Parlamento .
Netanyahu continuará no cargo enquanto não houver uma definição. O artigo 30 da Lei Básica do Governo de Israel , prevê a continuidade do governo até a posse de seu sucessor. Ele tem total autonomia para lidar com situações de emergência, mas governa, neste período, com limites jurídicos aplicáveis a um governo de transição.
Oposição a Netanyahu O presidente Isaac Herzog irá definir quem tentará primeiro formar o governo. O Yashar, partido do opositor Gadi Eisenkot, conquistou 21 cadeiras. O bloco de Eisenkot, porém, soma 48 cadeiras.
Herzog ouvirá, nesta quarta-feira, 4, os representantes dos partidos, para definir quem tem melhores condições de formar uma maioria parlamentar. No dia 10, ocorrerá a posse dos 120 deputados do novo Knesset. Leia mais: "Opositor de Netanyahu estabelece critérios para formar coalizão" O escolhido por Herzog terá inicialmente 28 dias para negociar uma coalizão.
O prazo poderá ser prorrogado por até 14 dias. Se a tentativa fracassar, outro parlamentar poderá receber a missão. Israel poderá realizar novas eleições caso nenhuma dê certo.
As 19 cadeiras conquistadas por partidos árabes são um recorde na história israelense. O número ultrapassou os 15 obtidos nas eleições de 2020. Mas mesmo alguns partidos judaicos que se opõem a Netanyahu não aceitam uma coalizão com representantes árabes.
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