Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de operação no Rio
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne , que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio , além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. O pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola , sobrinho do bicheiro Adilsinho, são alvos dos mandados de busca. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As buscas são realizadas em salas comerciais do pastor Márcio Poncio, indicadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo. Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados.
Conforme apurado pela CNN Brasil , Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação. Segundo a PF, as medidas têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova relacionados à investigação . Leia Mais Escrivão da PF teria alertado suspeitos antes de operação no RJ Manuscritos indicam repasses de postos de combustíveis para Canella; veja Entenda papel de delegado em esquema de lavagem de dinheiro no RJ A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados.
O espaço segue aberto. Esquema de lavagem e rede patrimonial Deflagrada nesta manhã, a nova fase da operação é resultado da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase da ação , que teve como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. As informações levantadas durante a investigação –– sobretudo dos dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados –– indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros .
De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrã o, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa. Além disso, os investigadores ainda constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida. A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.
Pastor Márcio Poncio já havia sido preso O pastor Márcio Poncio foi um dos presos pela 5ª fase da Operação Unha e Carne , deflagrada pela PF em julho, no Rio de Janeiro. A ação deu sequência a investigação de um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho). Segundo os investigadores, os elementos colhidos ao longo das diligências apontaram uma ligação entre políticos e a facção criminosa carioca.
Além de Poncio, também foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar , que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral , filho do ex-governador Sérgio Cabral. Poucos dias após a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza. A decisão converteu a prisão preventiva decretada no fim de junho em prisão domiciliar, acompanhada de um conjunto de medidas cautelares.
A defesa do pastor pleitou a prisão domiciliar com base em laudos médicos que atestam que o pastor enfrenta, desde 2013, uma retocolite ulcerativa grave — doença inflamatória, crônica e sem cura. Ao acatar o pedido,Alexandre de Moraes fundamentou a decisão na “situação de saúde considerada excepcional” , ressaltando que a concessão ocorre “sem afastar a necessidade de preservação da investigação criminal”. Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio Operação Unha e Carne A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.
A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho). A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF .
Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo apurou a CNN Brasil , entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral. A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro.
O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro. As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema. Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas ]]>
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