SJX NEWS

    revistaoeste.com

    Revista Oeste

    SJXNEWS
    Pedro Henrique Alves: ‘Chega!’
    Revista Oeste·24 de out., 11:00

    Pedro Henrique Alves: ‘Chega!’

    Existem algumas coisas que são tidas como verdades absolutas na política, mas que não são absolutas de forma alguma. Tais axiomas, ainda que vistosos e emocionantes quando vocalizados, não contam a verdade completa de um drama social e econômico de alguém. Por exemplo, é verdade que o Estado deve viabilizar o sustento econômico dos miseráveis?

    Sim, é verdade. O Estado não deve ser indiferente às parcelas extremamente pobres da sociedade, parcelas essas que, por vezes, vivem à beira da inexistência. Porém, também é verdade que tal situação, na grande maioria das vezes, é causada pela política fiscal desse mesmo Estado, que, no frigir dos ovos, se vende como cuidador heroico do pobre, mas que, por debaixo dos panos, estabelece um regime de poder baseado em corrupções e dominância de narrativa.

    + Entenda o que é Política em Oeste Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Revista Oeste (@revistaoeste) Sabe o que tais Estados assistencialistas não te contam? Que mais bonito e virtuoso do que sustentar o pobre por meio da assistência estatal é gerar prosperidade econômica para que tais pobres ascendam a condições melhores sem que dependam perpetuamente das esmolas do governo. Se é meritório sustentar o miserável ‒ e é mesmo ‒, é mais dignificante ainda saber que o suor de nossa fronte é o suficiente para prover segurança econômica e psicológica à nossa família.

    Parece que uma boa parte das nossas últimas gerações se esqueceu disto: autonomia também é dignidade, algo tão natural e humano quanto aprender a limpar a própria bunda. É disso que venho falar hoje: autonomia. O Brasil é governado há quase 18 anos pelo PT.

    Quando Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu a primeira vez, em 2003, eu tinha onze anos. E de lá para cá, ele nos ofereceu um governo cada vez mais baseado na dependência e, para isso, nos pediu confiança irrestrita em seu time, cheques em branco para sua política fiscal. Ele entregou bons resultados econômicos em seu primeiro governo, é inegável, mas também é inegável que foi por meio do ajuste fiscal de Fernando Henrique Cardoso ‒ ajuste esse que o próprio PT destruiu nos anos seguintes, diga-se.

    800 empresas em recuperação judicial, aumento de 66% em três anos, segundo o Valor Econômico; Lula estabeleceu uma casta de funcionalismo público que serve de salvaguarda militante; montou um STF politizado e, agora, claramente envolvido em trocas escusas com um banqueiro imoral e corrupto. Não vou sequer citar Mensalão e Petrolão, pois, se você não passou em coma nos últimos quinze anos, então sabe bem o que tal governo fazia por debaixo das saias de Dirceu, Odebrecht, JBS etc. A questão fundamental neste domingo é apenas uma para mim: o brasileiro quer receber novamente o bastão da autonomia, da liberdade de escolha e da autodeterminação de seu futuro?

    Ou quer se manter sob o jugo discursivo, ilusório e sujo do petismo? E, veja, não vou adular o candidato do PL aqui apesar de não esconder meu voto nele, a covardia e a omissão nunca foram opções para mim; eu não coloco a mão no fogo por político algum, e isso seria um princípio mesmo ainda que o candidato fosse o meu filho. O poder é o câncer da alma humana, e, historicamente, essa doença afeta direitistas e esquerdistas.

    Pode ser que daqui a quatro anos eu esteja aqui repetindo este texto, mas agora para criticar Flávio Bolsonaro (PL). v=h7SqRYXFW5Q No entanto, escolher Lula no próximo domingo é um ato de manutenção reacionária da estrutura de poder falida que está posta e, pior, um ato de autofagia econômica e espiritual: o PT transformou uma das nações mais fadadas ao sucesso, produtora e exportadora de quase todos os tipos de commodities, com um povo naturalmente bom, acolhedor e generoso, em um deserto de vergonhas corruptas, dominado pelo crime organizado, ora devedor, ora avalista de ditadores. Escolher Lula é chancelar o que já deu errado, chancelar o que escraviza a mente do miserável e o sustenta num ciclo de pobreza conveniente; votar em Lula é assumir uma espécie de síndrome de Estocolmo coletiva, é abraçar e afagar o abusador.

    Em Júlio César , uma das peças de William Shakespeare de que mais gosto, encontramos no ato I, cena 2, as seguintes passagens que, hoje, parecem ter sido escritas para nós. Não sei o que você ou qualquer outro Pensa da vida; quanto a mim, prefiro Não estar vivo a ver-me em condição De subserviência a coisa igual a mim. ) O Homem por vezes manda em seu destino: A culpa, Brutus, não está nas estrelas Mas em nós mesmos, se nos submetermos.

    Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Revista Oeste (@revistaoeste) Sei bem que quem pronuncia esses versos é Cássio, o conspirador que seduz Brutus com a ambição travestida de liberdade. Cito-o de propósito, e não apesar disso. Uma ideia não herda o caráter de quem a enuncia, e é justamente a desconfiança diante de todo libertador, do próprio Cássio ao mais carismático dos políticos populistas de hoje, que dá sentido ao alerta.

    Flávio não é o libertador; ele é um político. E só. Assim como Lula não foi e não é um libertador.

    A diferença ‒ e ela existe ‒ é que Lula teve a possibilidade de ser um bom líder para o Brasil, mas preferiu as vielas do poder, do conluio, da rapina política. A máxima de que o destino está em nós, e não nas estrelas, é verdadeira quando exige que o povo não terceirize sua autonomia a ninguém, nem mesmo a quem promete devolvê-la com picanhas e noventa e um reais de aumento. Sim, a culpa irá pairar tão somente sobre “nós mesmos, se nos submetermos”.

    É hora de vencer Lula, de retomar a autonomia, de afastar de vez a servidão psicológica e política de uma casta que sangrou a prosperidade de nossa nação, que encoleirou o povo e, sob uísques de meio milhão e gastos secretos do cartão corporativo, dizia amar o pobre por pulverizar esmolas de sua cadeira suntuosa. Nós, brasileiros, podemos ser os donos de nossos destinos; basta afastar os tiranos que nos emudecem com suas ideologias, nos embriagam com suas promessas vazias, que nos seduzem com seus petiscos eleitoreiros. Chega!

    ’ apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Revista Oeste →