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    InvestNews·17 de set., 13:06

    Petrobras amplia operação na África, com contratos de exploração de oito novos blocos

    A Petrobras assinou contratos de partilha de produção para explorar oito blocos marítimos na Costa do Marfim, dando mais um passo na estratégia de expansão do seu portfólio no continente africano. A presidente da estatal, Magda Chambriard, já havia antecipado o negócio durante evento no Rio de Janeiro, destacando que as áreas em águas ultraprofundas são fundamentais para repor as reservas da companhia. A operação na África foi citada como estratégica, junto com outras áreas, como a Margem Equatorial, antes do pico de produção previsto para meados da próxima década.

    “Não há futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, chegou a afirmar a CEO da Petrobras. Leia também Negócios Brasil encara a data de vencimento do pré-sal. E ainda precisa encontrar um substituto De acordo com fato relevante divulgado nesta quinta-feira, a estatal brasileira terá 90% de participação operacional nos blocos, enquanto a estatal local PETROCI Holding ficará com os 10% restantes.

    Segundo a empresa, o acordo garante presença em áreas de alto potencial ao longo da margem equatorial africana. A maior produtora de petróleo da América Latina tem intensificado a busca por oportunidades fora do pré-sal brasileiro, mirando ativos internacionais onde possa aplicar sua experiência de décadas em perfuração e produção em águas profundas. Para manter os níveis atuais de produção após o topo de extração do pré-sal, esperado para cerca de 2035, a Petrobras precisará incorporar cerca de 9 bilhões de barris de óleo equivalente às suas reservas até 2050, segundo cálculos apresentados por Chambriard.

    Leia também Negócios Petrobras avalia exportar gás natural para a Ásia O movimento na Costa do Marfim se soma a outras frentes de expansão no continente. Em agosto, o Ministério da Energia de Gana aprovou o pedido da Petrobras para negociar contratos de exploração em quatro blocos. Além disso, a companhia já havia se associado à TotalEnergies para adquirir 42,5% de participação em um bloco offshore na Namíbia — investimento que Chambriard considerou insuficiente para as ambições da empresa —, ingressou no projeto Deep Western Orange Basin, na África do Sul, e adquiriu fatias minoritárias em três blocos operados pela Shell em São Tomé e Príncipe.

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