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    Money Times·29 de set., 17:24

    Petrobras (PETR4): A variável em que os investidores devem ficar de olho nestas eleições

    A menos de uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais, a preocupação dos investidores com o futuro da Petrobras ( PETR3 ; PETR4) volta à mesa e traz certa volatilidade para as ações. Mas, diferente de ciclos eleitorais anteriores, a estatal está “mais forte” na avaliação do BTG Pactual. Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha consideram que, apesar da volatilidade inerente ao período, os fundamentos da companhia provavelmente não mudarão de forma relevante desta vez.

    “Apesar do potencial movimento do preço relacionado às eleições, os fatores fundamentais da Petrobras como cape x, opex , produção, preços dos combustíveis e alocação de capital devem permanecer amplamente estáveis, em nossa visão”, independentemente do resultado. Diante disso, o Fluxo de Caixa ao Acionista ( FCF , na sigla em inglês) e os dividendos também devem ser preservados, segundo a dupla. “Isso é particularmente importante diante do ponto de partida mais forte atualmente, tanto operacional quanto financeiramente, com a produção rodando acima do guidance , menor custo de extração, utilização sólida das refinarias e um balanço patrimonial saudável”, avaliam.

    O banco tem recomendação de compra para a Petrobras com preço-alvo de R$ 65 no fim de 2027, o que implica em um potencial de valorização de 33,4% sobre o preço de fechamento anterior. PETR4 também é a preferida ( top pick ) no setor de Petróleo & Gás no Brasil. LEIA TAMBÉM: Petrobras (PETR4): Como chega a estatal às eleições?

    A variável das eleições Apenas o valuation , e não os fundamentos, é a principal variável para os investidores nesse ciclo eleitoral. “A alocação de capital continua sendo uma das principais variáveis a monitorar, enquanto grandes ajustes nos preços dos combustíveis fazem parte de nossas premissas de cenário-base”, destacam os analistas. Nas contas do BTG Pactual, uma valorização entre 20% a 25% nos papéis da estatal comprimiria os rendimentos ( yields) e reduziria a diferença de valuation em relação às grandes empresas globais de petróleo.

    Isso, na visão do banco, tornaria o debate sobre valuation relativo mais relevante. Já uma queda de 10% a 15% no preço das ações da companhia no curto prazo criaria um ‘ponto de entrada’ atraente para a maioria dos investidores, dadas as premissas de fluxo de caixa essencialmente inalteradas. Eles consideram, porém, que essas mudanças são “improváveis” e levam tempo para serem implementadas.

    PETR4 a US$ 83 No cenário de valorização das ações entre 20% a 25%, o preço-alvo de PETR4 é de R$ 83 , o que implica um potencial de valorização de 70% sobre os níveis atuais. “O potencial de valorização viria de uma combinação de execução mais forte e maior visibilidade”, consideram os analistas. O cenário considera melhor desempenho da produção e ramp-ups de FPSOs, apoiados pelo atual pipeline de projetos, maior previsibilidade sobre preços dos combustíveis e alocação de capital, maior controle sobre SG&A (Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas) e maior disciplina nos gastos incrementais fora do portfólio de pré-sal de alto retorno.

    A reciclagem do portfólio também poderia gerar valor, especialmente se os recursos forem utilizados para reduzir a dívida e aumentar os retornos aos acionistas. “Uma melhor visibilidade nessas áreas poderia, por sua vez, sustentar um custo de capital próprio menor”, diz o relatório. Além disso, nesse cenário, a Petrobras continua financiando projetos de pré-sal de alto retorno já comprometidos, ao mesmo tempo em que se torna mais seletiva com o capital incremental empregado fora do portfólio principal.

    A projeção considera um corte gradual de SG&A de US$ 250 milhões por ano até US$ 1 bilhão, uma política de preços dos combustíveis 100% alinhada aos preços internacionais; US$ 8 bilhões em desinvestimentos ao longo dos anos e redução de dois pontos percentuais no custo de capital próprio. PETR4 a R$ 42 O cenário de baixa, considerado “impróvavel” pelo banco, projeta PETR4 a R$ 42, o que implica em um potencial de desvalorização de 14% ante os níveis atuais, e reflete uma redução gradual nos retornos em relação a uma ruptura abrupta na estratégia da companhia. “O potencial de queda poderia vir de uma realização mais fraca dos preços dos combustíveis ou de atrasos mais longos nos ajustes de preços, SG&A/ opex mais elevados, alocação de capital incremental em projetos com retornos menores ou inflação de custos acima do que já está incorporado em nossas estimativas”, afirmam os analistas.

    Atrasos no ramp-up de FPSOs específicos também poderiam afetar a produção e a geração de caixa, enquanto uma menor visibilidade sobre preços ou alocação de capital provavelmente se traduziria em um custo de capital próprio mais elevado. Ainda assim, a Petrobras parte, na visão do BTG Pactual, de uma base operacional muito mais forte do que em ciclos anteriores. “Menor custo de extração, maior produção e maior utilização das refinarias oferecem suporte significativo à geração de caixa e devem dar sustentação aos fundamentos”, destacam.

    Em relação ao cenário-base, a projeção incorpora um aumento gradual de SG&A de US$ 250 milhões por ano até US$ 1 bilhão; política de preços dos combustíveis 90% alinhada aos preços internacionais; US$ 1,5 bilhão em capex por ano durante todo o ciclo de 2027-31 e um aumento de 2 pontos percentuais no custo de capital próprio. Mesmo nesse cenário, o BTG estima dividend yield de 8,9% em 2027, 9,2% em 2028, 10,8% em 2029, 12,3% em 2030 e 11,7% em 2031. ]]>

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