Petróleo Fecha em Queda de 1% e Dólar Acompanha Enquanto Ibovespa Registra Alta Leve
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Os preços do petróleo fecharam com queda de cerca de 1% nesta quinta-feira (17), mas permaneceram acima de US$100 o barril, à medida que os investidores avaliavam os impactos dos ataques na Arábia Saudita e dos houthis do Iêmen — apoiados pelo Irã — em contraposição a relatos de que barris adicionais de petróleo saudita poderiam chegar aos mercados globais e amenizar as preocupações com a oferta. A Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, trocaram novos ataques através da fronteira nesta quinta-feira, com a propagação da guerra no Oriente Médio para o Iêmen e a Arábia Saudita ameaçando agravar a escassez global de energia causada desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em fevereiro.
Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$1,01, ou 0,95%, a US$104,82 por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caíram 52 centavos, ou 0,5%, para US$101,91 por barril. Ambos os índices de referência haviam caído cerca de 3% na quarta-feira. O Brent havia caído mais de US$3 no início do pregão, atingindo seu menor nível desde 10 de setembro, enquanto o WTI também caiu mais de US$3, atingindo seu menor nível desde 11 de setembro, após relatos de que a Arábia Saudita estava oferecendo mais cargas de petróleo às refinarias asiáticas por meio de transferências de navio para navio ao largo do porto de Sohar, em Omã.
Isso compensará parte da interrupção causada pelos ataques ao oleoduto Leste-Oeste que leva ao Mar Vermelho. A Arábia Saudita também buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste em poucos dias, após a interrupção da operação na semana passada devido a ataques com drones, informou a Bloomberg. Os preços do petróleo haviam subido para níveis próximos às máximas de quatro meses nesta semana, depois que fontes do setor de transporte marítimo informaram que os embarques de petróleo no centro de exportação de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, haviam sido suspensos e que Riade havia cancelado algumas entregas de cargas para clientes europeus.
O oleoduto Leste-Oeste abastece Yanbu. Operadores do mercado afirmaram que um fechamento prolongado do oleoduto poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo. A Arábia Saudita não informou quando as operações poderão ser retomadas, mas Wright disse à CNBC na terça-feira que o petróleo deve voltar a fluir pelo oleoduto em poucos dias.
Ibovespa sobe com Vale, mas receio fiscal mantém índice abaixo dos 186 mil pontos O Ibovespa fechou em alta assegurada principalmente pelo avanço de 2% da blue chip Vale, após reação negativa no pregão ao anúncio de reajuste do Bolsa Família e seus potenciais efeitos nas contas públicas e no cenário eleitoral. Nova pesquisa eleitoral também ocupou as atenções, reforçando o cenário de disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, assim como a decisão de política monetária do Banco Central, que reduziu a Selic a 13,75% na véspera e deixou em aberto os próximos movimentos. 740,72 pontos na máxima do dia (+0,72%).
242,37 pontos, queda de 1,2%. O volume financeiro no pregão somou R$26,81 bilhões, em sessão ainda marcada por desempenho robusto de Wall Street e queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A menos de 20 dias das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca novo mandato, anunciou aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, estimando um custo fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027.
De acordo com profissionais do mercado financeiro, embora a iniciativa tenha efeitos positivos sobre renda e inclusão social, o momento de sua divulgação e a ampliação dos gastos voltaram a alimentar questionamentos sobre a trajetória fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos. Além disso, eles também citaram que a medida é um componente que pode aumentar as chances de reeleição de Lula, em um momento no qual pesquisas de intenção de voto têm mostrado um cenário bastante acirrado nas simulações de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) para o Planalto. Ele acrescentou que pesou o fato de a medida vir a cerca de duas semanas do primeiro turno e não estar contemplada na proposta orçamentária de 2027, ainda que o governo afirme que há espaço fiscal para absorvê-la nos dois exercícios, com remanejamento de sobras de outras despesas.
“Enquanto o mercado não tiver mais clareza sobre o rumo do fiscal, fica difícil a curva de juros fechar de forma consistente”, afirmou. O movimento nos DIs costuma influenciar a bolsa, com a queda (fechamento) das taxas atuando como componente benigno. Uma parcela no mercado acredita que uma mudança de governo em Brasília resultaria em uma política fiscal mais equilibrada, com medidas para frear o crescimento da dívida pública em relação ao PIB, o que explica a reação positiva na bolsa a notícias que corroborem expectativas de troca no Palácio do Planalto — e vice-versa.
Mais cedo, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que Flávio ampliou sua vantagem sobre Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial, embora os candidatos permaneçam em empate técnico, o que ajudou a amenizar o efeito do reajuste do Bolsa Família após uma primeira reação mais negativa. A quinta-feira ainda reserva novo levantamento Datafolha sobre a disputa. “Acreditamos que a eleição está acirrada demais para permitir previsões confiáveis e, por isso, continuamos favorecendo empresas de alta qualidade e elevada liquidez, que, em nossa avaliação, tendem a apresentar bom desempenho sob qualquer um dos cenários, seja uma vitória do atual governo ou da oposição”, afirmaram em relatório a clientes.
“Temos evitado recomendações de ações cuja tese de investimento dependa excessivamente de uma melhora fiscal. ” Investidores da bolsa paulista também analisaram nesta sessão a decisão do Banco Central na véspera de cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 13,75% ao ano. A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao afirmar, ao fim da última reunião de política monetária antes das eleições presidenciais, que o atual cenário de incerteza demanda serenidade e cautela na condução da política monetária.
De acordo com Villela, o corte de 0,25 ponto já vinha sendo desenhado há algumas semanas e era praticamente consenso, “então sobrou pouco para o mercado reprecificar”. Ele destacou que a magnitude do corte não muda a conta de ninguém nem deixa a bolsa mais atrativa, uma vez que o investidor continua muito bem remunerado na renda fixa a 13,75%. “Na minha visão, o que faz o investidor migrar para risco não é o corte em si, é a convicção de que existe um ciclo mais longo pela frente.
” De acordo com a B3, a bolsa voltou a registrar entrada líquida de estrangeiros no último dia 15, após duas sessões com saída, passando a acumular em setembro saldo positivo de R$7,25 bilhões até a última terça-feira. Até o dia 14, eram R$7 bilhões. No exterior, o S&P 500 avançou 1,14%, em mais uma sessão de recuo dos preços do petróleo no mercado internacional.
Destaques • VALE ON fechou em alta de 2,07%, em linha com o movimento de mineradoras no exterior. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian fechou o pregão diurno com alta de 0,28%, a 710,5 iuanes (US$105,92) por tonelada. Na contramão, CSN MINERAÇÃO ON perdeu 5,59%.
• PETROBRAS PN cedeu 0,08% e PETROBRAS ON avançou 0,32%, em dia de queda dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em baixa de 0,95%, a US$104,82. A estatal também informou que assinou contratos de partilha de produção para a exploração de oito blocos marítimos na Costa do Marfim “com elevado potencial”. • ITAÚ UNIBANCO PN fechou com variação negativa de 0,09%, em sessão volátil, com desempenho misto entre os bancos.
SANTANDER BRASIL UNIT foi o destaque positivo do setor no Ibovespa, com alta de 2,52%, enquanto BTG PACTUAL UNIT avançou 0,51% e BANCO DO BRASIL ON subiu 0,31%. BRADESCO PN perdeu 0,33%, tendo ainda de pano de fundo o encerramento da primeira etapa de seu aumento de capital com subscrição de 402,4 milhões de novas ações (de 604,85 milhões ações), somando R$6,5 bilhões. • CURY ON recuou 5,15%, em pregão negativo para construtoras, mesmo com os DIs apresentando alívio após uma reação em alta ao anúncio do reajuste do Bolsa Família.
O índice imobiliário na B3 caiu 2,38%. • IMC ON, que não faz parte do Ibovespa, valorizou-se 4,49%, em meio a notícias de que a operadora de redes de restaurantes e um fundo da Vinci Compass estão em negociações preliminares para uma possível fusão de suas operações no setor. Dólar fecha em leve baixa apesar de reação negativa ao reajuste do Bolsa Família O dólar fechou a quinta-feira em leve baixa no Brasil, após ter subido mais cedo com o mercado reagindo negativamente ao anúncio de reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal para este ano e o próximo estimado pelo governo em um total de R$27,8 bilhões.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,25%, a R$5,1392. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,37%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,29% na B3, aos R$5,1515.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou pela manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes. Segundo a equipe econômica, o aumento assegura reposição da inflação no valor do benefício, que ainda não tinha sido reajustado no governo Lula. O custo estimado da medida é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027.
A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força e atingindo a máxima de R$5,1785 (+0,52%) às 10h41. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. O anúncio do governo é mais um fator com potencial para impactar a disputa pela Presidência, em um momento em que Lula tem se enfraquecido nas pesquisas em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No início do dia, a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%.
Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado “trade eleitoral”, que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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