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    PF mira esquema de tráfico internacional que movimentou R$ 500 milhões
    Revista Oeste·04 de nov., 19:49

    PF mira esquema de tráfico internacional que movimentou R$ 500 milhões

    A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira, 4, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e envolvimento de agentes de segurança pública. Segundo a Receita Federal , o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões em dois anos e utilizava rotas de transporte de entorpecentes para países da Europa. Batizada de Operação Ifrit, a ação ocorre em sete Estados e prevê o cumprimento de 26 mandados de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária, além de 76 mandados de busca e apreensão.

    A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis de Mato Grosso do Sul e três medidas de monitoramento eletrônico. De acordo com as investigações, a organização era comandada por um núcleo familiar formado por três irmãos, seus filhos e outros parentes. O grupo teria ligações com facções criminosas e contaria com a colaboração de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal.

    Os agentes públicos são suspeitos de fornecer informações estratégicas e apoio às atividades ilegais da organização. A PF não divulgou a identidade dos policiais investigados nem detalhou as funções exercidas por cada um deles. Organização atuava na fronteira com o Paraguai Fronteira entre a cidade paraguaia Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul O principal centro de operações do grupo ficava na região de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, na fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai .

    Segundo a PF, os criminosos utilizavam armamento pesado, veículos blindados, drones e equipamentos de comunicação para controlar territórios e intimidar organizações rivais. As investigações também apontam a existência de estruturas destinadas a abrigar integrantes armados. As drogas e as armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai.

    Depois de atravessarem a fronteira brasileira, as cargas eram distribuídas para diferentes regiões do país, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Parte dos entorpecentes era enviada à Europa, principalmente à Espanha e a Portugal. Além do tráfico internacional, os integrantes são investigados por sequestros, torturas, atentados e homicídios.

    Há indícios de que a organização atuava desde pelo menos 2018. Esquema movimentou mais de R$ 500 milhões A Receita Federal identificou movimentações financeiras superiores a R$ 500 milhões em um período de dois anos. Os recursos teriam circulado por contas bancárias de investigados, operadores financeiros e empresas de fachada.

    Segundo os investigadores, o grupo também utilizava negócios simulados para ocultar a origem e o destino dos valores obtidos com as atividades criminosas. A Operação Ifrit foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande e realizada em conjunto pela Polícia Federal e pela Receita Federal. Além de Mato Grosso do Sul, os mandados são cumpridos em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

    As corporações de segurança às quais pertencem os agentes investigados foram procuradas para comentar as suspeitas de envolvimento de policiais no esquema. O post PF mira esquema de tráfico internacional que movimentou R$ 500 milhões apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

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