PF mira plataformas de cripto em operação contra fraude milionária
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 22, a Operação São Silvestre, contra um suposto esquema de fraudes com investimentos em criptomoedas que teria feito mais de 10 mil vítimas no Brasil e no exterior entre 2018 e 2020. Agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em cinco Estados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas, até o limite de R$ 100 milhões.
A medida busca preservar recursos para uma eventual reparação dos prejuízos sofridos pelos investidores. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Entre os alvos estão as plataformas Jockey Bit, Wish Money e F2 Trading, segundo informações do jornal Valor Econômico . Nenhuma das três tinha Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica próprio no Brasil.
Sede da Polícia Federal em Brasília; Justiça determinou o bloqueio de bens e valores de 15 pessoas físicas e 13 empresas | Foto: Divulgação/PF A Jockey Bit, de origem brasileira, mantinha escritório na Praia Brava, em Itajaí (SC). Já a Wish Money e a F2 Trading atuavam internacionalmente e dependiam de parceiros locais para divulgar seus serviços e atrair clientes. De acordo com a PF, as empresas ofereciam aplicações em criptomoedas e operações automatizadas por robôs.
As promessas de ganho iam de 2% a 3% ao dia ou de 10% a 70% ao mês, patamares muito distantes dos praticados em aplicações regulamentadas. Plataformas fraudulentas de cripto acumulavam alertas A F2 Trading surgiu em 2019, no rastro do encerramento das atividades da FX Trading, ligada ao empresário Philip Han. Em maio daquele ano, a Comissão de Valores Mobiliários mandou a FX Trading suspender a oferta de investimentos em Forex, o mercado internacional de moedas, por captar clientes brasileiros sem autorização da autarquia.
Em 2019, a CVM mandou a FX Trading suspender a oferta de investimentos em Forex | Foto: Divulgação/CVM Em 4 de novembro de 2020, a Justiça paulista arquivou um inquérito que envolvia Han e seus sócios nas empresas F2 Trading Corporation e AirBit Club. Na ocasião, o Ministério Público de São Paulo concluiu que as provas reunidas não bastavam para caracterizar organização criminosa ou lavagem de dinheiro. O empresário voltou à mira das autoridades em agosto de 2022.
Ele e a mulher, Carla Moreira Han, foram alvo de buscas da Polícia Civil de São Paulo em uma investigação sobre suspeitas de pirâmide financeira e lavagem de dinheiro que envolveu seis empresas, entre elas a FX Trading e a F2 Trading. A Wish Money também acumula queixas. Em outubro de 2019, a plataforma interrompeu os saques em bitcoin em meio a reclamações de investidores que não recebiam seus pagamentos.
À época, oferecia planos com promessa de rendimento de até 2,1% ao dia. O post PF mira plataformas de cripto em operação contra fraude milionária apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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