Pogust pede remoção de seu nome de escritório de vítimas de Mariana
2026) em que disse ter pedido a retirada de seu nome do escritório PG (Pogust Goodhead) em Londres. O PG representa as vítimas do rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG) em 2015 em ação contra a mineradora BHP na Justiça britânica. Pogust havia fundado o escritório de advocacia em 2018 com Tom Goodhead.
Saiu em dezembro de 2024. Goodhead foi afastado do cargo de CEO do PG em agosto de 2025. Em setembro de 2025, deixou o escritório.
Pogust criticou na postagem a possibilidade de o PG exigir pagamento das vítimas que escolham outro escritório para representar-las na ação. 000 por ano e agora esse escritório de advocacia, em quem elas confiaram de corpo e alma, ameaça processá-las porque querem outro escritório???? ”, escreveu Pogust em inglês.
Goodhead disse por meio de nota que apoia a decisão do ex-sócio (leia a íntegra mais abaixo). “ Eu entendo completamente por que Harris tomou essa decisão”, afirmou. Declarou também que prepara pedidos a serem apresentados à Justiça britânica sobre o tema.
Não disse quais. Ele conseguiu decisão judicial no Brasil em junho de 2026 que impede que o PG use o nome Pogust Goodhead no país. Leia a íntegra (PDF – 204 kB).
O PG disse por meio de nota (leia a íntegra mais abaixo) que “ planeja há algum tempo a mudança de nome e não tem qualquer intenção de manter vínculos com pessoas que já não fazem parte da estrutura da firma”. DECISÃO DA JUSTIÇA BRITÂNICA O Tribunal Superior de Londres decidiu em novembro de 2025 que a mineradora BHP é culpada pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco em Mariana (MG) em 2015. A BHP e a Vale são donas da Samarco.
O PG e o BGI (Bailey Glassler International) disputam atualmente a representação das vítimas de Mariana. O BGI é o braço internacional do escritório Bailey & Glassler dos EUA. Contratou em 17 de setembro Goodhead, 4 advogados que foram sócios do PG e outros 2 advogados que aturam no PG no caso das vítimas de Mariana.
Haverá uma audiência em 5 e 6 de outubro de 2026 em Londres para ouvir representantes dos 2 escritórios sobre a condução do caso. O comitê de representantes das vítimas decidiu passar a representação ao BGI. Há controvérsia se a decisão vale para vítimas que não integram o grupo.
O PG afirmou na nota que a mudança de representação poderá resultar em custos. Disse que isso não será decidido pela Justiça em outubro. O cálculo do valor da indenização será uma nova fase no processo em Londres.
Começará em 2027 e deverá levar vários anos. Estima-se que o valor total das indenizações chegue a £ 36 milhões (R$ 247 milhões). NOTA DE TOM GOODHEAD O advogado Tom Goodhead mandou esta nota ao Poder360 : “Eu entendo completamente por que Harris tomou essa decisão.
Harris e eu estamos profundamente entristecidos ao ver um escritório que construímos para ‘mudar o mundo, um caso de cada vez’ chegar ao extremo de processar mais de 420 mil de seus próprios clientes. “Eu já ajuizei uma ação no Brasil para impedir que continuem utilizando meu nome no país e agora estou preparando diversas medidas judiciais no Reino Unido. ” NOTA DO ESCRITÓRIO PG O escritório PG mandou nota ao Poder360 a respeito do tema.
Sobre o pedido de Pogust para a retirada de seu nome e a decisão judicial que impede o uso do nome Pogust Goodhead no Brasil, a declaração do PG é esta: “Harris Pogust não tem qualquer envolvimento na gestão ou nas operações do escritório há aproximadamente 3 anos, e nenhum dos 2 antigos fundadores exerce atualmente qualquer função na administração da firma. “O escritório já planeja há algum tempo a mudança de nome e não tem qualquer intenção de manter vínculos com pessoas que já não fazem parte da estrutura da firma. ” Sobre a eventual cobrança de clientes que trocarem o escritório que os representa na Justiça britânica, a declaração do PG é esta: “O que está em discussão é se um grupo de representantes pode tomar essa decisão coletivamente em nome de centenas de milhares de pessoas e submetê-las às consequências contratuais, financeiras e processuais dessa mudança sem que cada cliente faça sua própria escolha de maneira informada.
A posição do PG é muito clara: cada cliente tem o direito de escolher quem deseja que o represente. “A audiência de 5 e 6 de outubro será exclusiva sobre a questão da autoridade do Comitê e a disputa relativa à mudança de representação, esclarecendo quais escritórios representam quais autores. ” ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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