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    Polícia investiga ordem de Marcinho VP para criação de associação de moradores
    Revista Oeste·02 de nov., 11:15

    Polícia investiga ordem de Marcinho VP para criação de associação de moradores

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, ordenou a criação de uma associação de moradores de dentro da prisão. Preso há décadas, ele é apontado como liderança do Comando Vermelho. A suspeita surgiu de mensagens entre a mulher do detento, Márcia Nepomuceno, e Marco Antonio Quintal Henrique, o Marquinhos Balão.

    Na conversa, Marquinhos informou que fundou uma associação em Vila Norma, possivelmente em São João de Meriti. Segundo ele, a iniciativa atendeu a um pedido de Marcinho VP. + Entenda como está o Brasil hoje em Oeste Segundo a Polícia Civil, Marcinho VP usa parentes e pessoas de confiança para transmitir ordens de dentro da prisão.

    Além disso, ele interfere em comunidades dominadas pela facção. Associação de moradores Marquinhos preside desde dezembro de 2021 uma associação no Complexo do Alemão, fundada em 2004. No entanto, não há confirmação de vínculo com a entidade citada nas mensagens.

    A investigação começou depois da apreensão do celular de Márcia, durante diligências de um inquérito paulista sobre disparo de arma de fogo envolvendo Oruam, filho do casal. A Polícia Federal prendeu Márcia no mês passado, sob acusação de impor monopólio no serviço de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Recursos do Comando vermelho pagam despesas familiares O Ministério Público do Rio de Janeiro também investiga o caso e aponta o uso de recursos do Comando Vermelho para pagar despesas da família.

    Márcia Gama, mulher de Marcinho VP, ao lado do filho, Oruam | Foto: Reprodução/X Em uma conversa, Márcia e Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, trataram de um pedido de R$ 28 mil a Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Alemão. Segundo a apuração, R$ 8 mil seriam para um chá de bebê e R$ 20 mil à compra de móveis para uma filha de Márcia. Os participantes cobrariam Marcinho VP, chamado de “Nego” no diálogo.

    Leia também: "Oruam repassou ordem de Marcinho VP para 'fechar a política', diz Polícia" Em outra mensagem, Márcia orientou Oruam a pedir R$ 10 mil a Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como chefe do tráfico no Complexo da Penha, para quitar uma fatura de cartão. Para os investigadores, os registros demonstram que a família acessa valores controlados por chefes do Comando Vermelho para cobrir gastos particulares. O post Polícia investiga ordem de Marcinho VP para criação de associação de moradores apareceu primeiro em Revista Oeste .

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