Político que pede boicote devia abrir mão do salário, diz Cleitinho
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) , criticou movimentos que incentivam boicotes a empresas por divergência política após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho repudiou políticos de direita e de esquerda que se posicionam a favor dos boicotes e afirmou que eles deveriam abrir mão do próprio salário . “Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores” , disse.
Leia mais MDHC registra salto de 350% nas denúncias de violência política Gastos com candidaturas ultrapassaram R$ 11 bilhões nas eleições de 2026 Antes de tomarem posse, candidatos eleitos serão diplomados; entenda o rito Após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial, publicações que incentivam o boicote a comércios e a vigília e demissão de trabalhadores que teriam apoiado Lula se espalharam pelas redes sociais. O MPT (Ministério Público do Trabalho) determinou que a Meta — dona do WhatsApp, Facebook e Instagram — tirasse do ar posts que estimulam práticas do tipo . 459 denúncias de assédio eleitoral nos três dias que se seguiram ao resultado das eleições.
“Você que usou o Fundo Eleitoral, o Fundo Partidário, tanto o eleitor de esquerda e o eleitor de direita, tanto o trabalhador e o empresário, paga imposto para manter esses privilégios de Fundo Eleitoral, de Fundo Partidário. Se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda ou de direita, abre mão do seu salário” , emendou Cleitinho. O posicionamento do governador eleito, que assume o Executivo mineiro em 6 janeiro de 2027, diverge daquele defendido pelo deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG).
Num vídeo divulgado na semana passada, Nikolas apoiou o boicote a empresários e artistas que teriam, supostamente, votado em Lula . Segundo ele, eleitores de direita têm o direito de não consumir em locais que não condizem com os “nossos princípios”. Planalto articula maioridade penal em outra proposta | BASTIDORES CNN ]]>
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