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    Por Que Mulheres São Melhores Investidoras, Segundo Estudos
    Forbes Brasil·25 de set., 08:00

    Por Que Mulheres São Melhores Investidoras, Segundo Estudos

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Historicamente, mulheres ouviram que não sabiam lidar com o próprio dinheiro. Os reflexos dessa exclusão são visíveis ainda hoje: segundo um levantamento da B3, elas representam apenas 25% do total de investidores na Bolsa de Valores , apesar desse número estar crescendo a cada ano.

    Um novo levantamento ajuda a desmontar a ideia de que mulheres seriam menos disciplinadas ou mais descontroladas com as próprias finanças. Apresentado nesta quinta-feira (24) no Download Fin4She Summit, o estudo “Elas Pagam a Conta”, realizado pela Think Olga e Think Eva — organizações irmãs dedicadas à promoção da equidade de gênero —, baseou-se em mais de 100 pesquisas acadêmicas e em entrevistas com 500 mulheres para questionar crenças históricas sobre a relação feminina com o dinheiro. “Analisando os dados, desconstruímos a ideia de que as mulheres não sabem investir nem gastar, de que são fúteis, descontroladas ou que não têm ambição”, disse a diretora Maíra Liguori, que conduziu a abertura do painel ao lado de sua sócia, Nana Lima.

    ” Mulheres são melhores investidoras O mercado costuma classificar as carteiras femininas como “conservadoras”, mas esse senso de responsabilidade e preservação pode se traduzir em decisões de investimento mais consistentes. “O dinheiro que a mulher investe já tem um destino carimbado: a faculdade dos filhos, a quitação do imóvel, a reforma. ” A cautela, nesse caso, não significa necessariamente menor rentabilidade.

    Um estudo da Warwick Business School, no Reino Unido, aponta que as carteiras de investimento das mulheres rendem entre 1,8% e 1,9% mais do que as dos homens por ano. Dados da Fidelity Investments também indicam desempenho superior das investidoras no mercado americano, com retornos entre 0,4% e 2% maiores. A diferença está no comportamento.

    Pesquisas reunidas pelo estudo mostram que os homens tendem a investir mais guiados pela intuição e pelo excesso de confiança. Eles têm 87% mais chances de vender ativos em momentos de pânico e realizam 45% mais operações de compra e venda, o que pode reduzir o retorno final devido a taxas e impostos. As mulheres, por outro lado, são mais resilientes.

    Durante quedas bruscas do mercado, 51% delas mantêm suas posições, contra apenas 43% dos homens. “A estratégia vencedora, frequentemente, é manter o plano durante as oscilações”, resumiu Lima. ” Fin4She Nana Lima, diretora da Think Eva e da Think Olga, durante o painel no Fin4She A culpa não é da blusinha Um dos alvos do estudo é o estereótipo da mulher consumista, reforçado na cultura pop por personagens como Carrie Bradshaw, de “Sex and the City”.

    “Crescemos com as piores referências, mas já passou da hora de assumirmos que somos boas gestoras. Não é a blusinha ou a maquiagem que estão endividando as mulheres”, disse Liguori. De acordo com o levantamento, 59% das dívidas das mulheres estão relacionadas a compras de supermercado, enquanto 42% correspondem a gastos com medicamentos e tratamentos médicos.

    As bets também impactam as dívidas das mulheres hoje. Segundo uma pesquisa conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia, quatro em cada dez mulheres brasileiras já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online. Muitas vezes, essas mulheres assumem as dívidas de bets contraídas pelos maridos, filhos ou até elas mesmas.

    Dentre as mulheres apostadoras, 7% declaram ter pegado dinheiro emprestado com agiotas. Mas as mulheres apresentam maior índice de pagamento das dívidas. Nos feirões de renegociação do Serasa, elas fecham 25% mais acordos e quitam 11,6% mais dívidas do que os homens, mesmo com rendas menores.

    “O crédito oferecido à mulher é farto para consumo, justamente porque sabem que pagamos”, ressaltou a diretora. O peso do “pix invisível” O dinheiro das mulheres brasileiras, no entanto, raramente sobra no fim do mês. Parte da explicação está no que o estudo batizou de “ Pix Invisível ”.

    Em muitos lares, mesmo quando as despesas maiores — como aluguel e plano de saúde — são divididas de forma aparentemente igualitária entre o casal, são elas que acabam absorvendo uma infinidade de pequenos gastos ligados à carga mental do cuidado. “São os gastos do cotidiano: o lanche da escola, o remédio dos pais, o transporte, o presente da professora, os tênis que furaram”, explicou Lima. ” O post Por Que Mulheres São Melhores Investidoras, Segundo Estudos apareceu primeiro em Forbes Brasil .

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