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    Money Times·26 de set., 13:12

    Por que o Citi não considera a OPA da Braskem (BRKM5) atrativa?

    A Braskem (BRKM5) divulgou os detalhes da oferta pública de aquisição de ações (OPA) ligada ao processo de mudança de controle da companhia. Na avaliação do Citi , porém, a operação não apresenta uma proposta atrativa para os acionistas minoritários, o que deve limitar a adesão à oferta. Segundo o banco, a transação combina uma oferta obrigatória de tag along para ações ordinárias e uma oferta voluntária para ações preferenciais, abrangendo até 100% das ações em circulação.

    A. Pelos termos da oferta, os investidores que aderirem receberão, para cada ação da Braskem, duas debêntures da primeira série (OSPI12) e uma da segunda série (OSPI22). Os títulos possuem valor nominal de R$ 3,08, remuneração anual de 0,10% e vencimento em 31 de dezembro de 2090.

    O Citi destaca, contudo, que o ofertante atribui às debêntures valor econômico de zero . “Na nossa visão, não identificamos um cenário favorável para os acionistas minoritários. Portanto, acreditamos que a oferta não deverá contar com uma participação significativa dos minoritários”, afirma o banco.

    Diante desse cenário, o Citi reiterou sua recomendação de Venda/Alto Risco para as ações da petroquímica, com preço-alvo de R$ 4,50, o que implica um potencial de valorização de 13,6% em relação aos níveis atuais. “Mantemos nossa recomendação de Venda/Alto Risco, sustentada principalmente pelas incertezas relacionadas ao plano de reestruturação da companhia e pelos fundamentos negativos do mercado petroquímico no médio e longo prazo”, diz o relatório. Reestruturação segue como principal foco Além da OPA, o banco chama atenção para as negociações em torno do plano de reestruturação financeira da Braskem, que seguem avançando nas últimas semanas.

    Segundo o Citi, uma das principais divergências envolve a proposta apresentada por detentores de títulos de dívida da companhia, que defenderiam um aporte de aproximadamente US$ 3 bilhões da Petrobras . Com os prazos ficando mais apertados, a expectativa é que o conselho de administração da Braskem se reunisse nesta sexta-feira (25) para formalizar a rejeição da proposta. O banco ressalta que a companhia precisa obter o apoio da maioria de seus credores para apresentar um plano definitivo até 24 de novembro de 2026 .

    Atualmente, a Braskem conta com o respaldo inicial de cerca de 40% dos credores, mas precisa alcançar pelo menos 50% mais um voto para aprovar a proposta final de reestruturação. O objetivo é renegociar aproximadamente US$ 11 bilhões em dívida , dos quais cerca de US$ 7 bilhões estão nas mãos de investidores em títulos. Outro fator que adiciona incerteza ao processo, segundo o Citi, é o cenário político doméstico em meio à proximidade das eleições presidenciais.

    Além disso, o banco lembra que o CEO da Petrobras descartou recentemente a possibilidade de ampliar a participação da estatal na Braskem. Com isso, eventuais discussões sobre aumento de capital não deveriam resultar em uma fatia maior da Petrobras na petroquímica. ]]>

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