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    Preocupação com ‘excessos’ em data centers cresce e alguns títulos já são enquadrados como junk bonds
    InvestNews·18 de set., 21:33

    Preocupação com ‘excessos’ em data centers cresce e alguns títulos já são enquadrados como junk bonds

    A CleanSpark captou cerca de US$ 2,28 bilhões por meio de sua primeira emissão de títulos conhecidos no mercado como junk bonds , de alto risco e que precisam pagar mais juros para atrair investidores, para financiar data centers para inteligência artificial vinculados à Meta Platforms. A precificação dos títulos com vencimento em cinco anos indicou um rendimento de cerca de 8,25%, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Isso representa perto de 2 pontos percentuais a mais do que a média da dívida emitida por empresas com classificação BB acompanhada pela Bloomberg , à medida que os investidores têm exigido prêmios mais altos em financiamentos para novos data centers.

    investidores têm exigido prêmios mais altos para financiamentos de data centers em meio ao aumento dessas ofertas e à crescente preocupação com gastos excessivos de capital , elevando os custos de financiamento da expansão da infraestrutura de inteligência artificial. Financiamentos semelhantes, respaldados por locatários com grau de investimento, foram vendidos a rendimentos inferiores a 6% no início deste ano. Investidores apresentaram pedidos equivalentes, aproximadamente, a quatro vezes o tamanho total da emissão lançada na quinta-feira (17), disseram as pessoas, sob condição de anonimato, pois não estão autorizadas a falar publicamente.

    Leia também Negócios Musk, Zuckerberg e Satya Nadella: o que pensam os líderes de tecnologia sobre os riscos da IA Negócios Até onde vai a Nvidia? Empresa prevê que boom de IA vai alimentar vendas pelo menos até 2028 A captação ajudará a financiar a construção de um data center em Sandersville, no estado americano da Geórgia, segundo um documento regulatório. O Morgan Stanley lidera a emissão, disse outra pessoa.

    A instalação foi totalmente alugada pela Anviran, subsidiária da Meta, por meio de um contrato de US$ 6,6 bilhões com duração de 20 anos, de acordo com uma apresentação da CleanSpark. Data centers: fluxo de receitas A previsão é que o data center comece a operar no quarto trimestre de 2027, e a Meta garantirá o pagamento do aluguel e das despesas operacionais, informou a empresa. Trata-se da primeira emissão de junk bonds vinculada a data centers da Meta, segundo dados compilados pela Bloomberg .

    O compromisso da Meta com a CleanSpark oferece à empresa tomadora, classificada como de grau especulativo, um fluxo de receita previsível para sustentar o financiamento de um projeto caro. Desenvolvedores de data centers venderam cerca de US$ 39 bilhões em títulos classificados como high yield – de alto rendimento e risco elevado – até agora neste ano, a maioria respaldada por contratos de locação de longo prazo com empresas de computação em nuvem em hyperscalers , incluindo Oracle e Amazon, segundo dados compilados pela Bloomberg . Leia também Videos Como o Ceará atraiu o projeto de data center de R$ 200 bilhões do TikTok Negócios Perto dos usuários – e do fundo do mar: como a geografia determina a corrida dos data centers no Brasil A CleanSpark e o Morgan Stanley não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

    A Meta se recusou a comentar. Sediada em Las Vegas, a CleanSpark está entre o número crescente de empresas abertas de mineração de bitcoin que estão se tornando operadoras de data centers para dar suporte a aplicações de inteligência artificial. A companhia tem valor de mercado de aproximadamente US$ 3,29 bilhões.

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