Presidente do Irã chama EUA e Israel de “terroristas” na ONU
2026). A fala veio em resposta ao discurso do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), no dia anterior. set), em que o republicano disse considerar “aniquilar o Irã” e mandar o país “para o inferno” caso não haja um acordo.
Irã e EUA estão em guerra desde fevereiro de 2026. O iraniano negou as acusações de “terrorismo” e disse que EUA e Israel são os “verdadeiros” responsáveis por ações “terroristas”, por alvejarem civis e violarem o direito internacional. A comitiva norte-americana se levantou e deixou o plenário logo no início da fala do presidente iraniano.
Na praxe diplomática da Assembleia Geral, representantes de países com posições contrárias costumam adotar esta postura durante o discurso do rival como sinal de condenação. “Eles nos acusam de terrorismo, mas eles são responsáveis por ações terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais. Eles nos atingiram e nós reagimos, mas nós nunca alvejamos civis.
Os EUA violaram leis internacionais. 000 civis foram brutalmente assassinados” , declarou Pezeshkian. Para embasar sua versão, o presidente exibiu imagens durante o discurso; entre elas, um pôster do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto no 1º dia de ataques norte-americanos , em 28 de fevereiro, e fotos de crianças de uma escola supostamente bombardeada pelos EUA.
Pezeshkian mencionou também a cidade de Lome, onde um ginásio esportivo teria sido atacado com armas de múltiplas ogivas pelos Estados Unidos enquanto crianças brincavam no local. “Assassinaram nossos cientistas, nossos homens, mulheres e crianças; crianças inocentes que não tinham cometido crime algum, pecado algum” , afirmou. Conflitos no Oriente Médio O presidente iraniano declarou que uma paz duradoura no Oriente Médio é impossível “sem justiça para a Palestina” e que “questões nucleares não serão resolvidas no campo de batalha” .
Afirmou ainda que o Irã não enxerga os países vizinhos do Golfo Pérsico como rivais de segurança. Sobre o programa nuclear, Pezeshkian disse que o Irã não abre mão da tecnologia nuclear para fins pacíficos, citando aplicações em saúde, agricultura e geração de energia. Ele acrescentou ainda que o país não busca autorização de ninguém para se defender.
“Eles nos impuseram a guerra. Mas nós provamos que não temos medo de lutar uma guerra que seja de natureza defensiva, e defenderemos o nosso amado Irã, a nossa pátria, até o nosso último suspiro”, destaca. Ao mencionar Israel, o presidente iraniano criticou o que chamou de duplo padrão da comunidade internacional: “A arma nuclear está em Israel, mas os inspetores estão no Irã.
Israel mata, mas o Irã é sujeito a sanções” . Ao encerrar o discurso, Pezeshkian disse que o país está disposto ao diálogo e à diplomacia, mas não à capitulação: “Estamos prontos para o diálogo, para a diplomacia e para negociações, sem aceitar a linguagem da força” . ]]>
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