PT responde Celina e diz que aval federal ao BRB nunca foi discutido
2026), uma nota em que afirma que “não há e nunca houve negociação” entre a União e o governo do Distrito Federal sobre um eventual aval federal para socorrer o BRB (Banco de Brasília). O texto foi divulgado depois de a governadora do DF, Celina Leão (PP), dizer que vai acionar a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em resposta a declarações do petista sobre a crise no banco. O partido afirma que a posição do governo Lula sempre foi a mesma: a União não concederá garantia à operação por entender que o caso tem origem em investigações criminais e porque o DF apresenta deterioração na capacidade de pagamento.
Segundo a nota, a negociação em curso envolve só o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e instituições financeiras. O PT também afirma que a governadora Celina Leão (PP) tenta obrigar, por via judicial, que a União assuma o risco da operação. O partido diz ainda que o BRB comprou carteiras de crédito consideradas fraudulentas do Banco Master.
Investigações da Polícia Federal revelaram que a instituição transferiu cerca de R$ 12,2 bilhões ao Banco Master em operações de cessão de crédito feitas de dezembro de 2024 a maio de 2025. A transferência de recursos públicos se deu mesmo depois de alertas formais, relatórios de risco das áreas técnicas e pareceres contrários. Leia a íntegra do documento (PDF – 4,4 MB).
“O presidente da República tem o dever de proteger o dinheiro público. Esse dinheiro pertence a todos os brasileiros e não será colocado em risco enquanto o governo do Distrito Federal se recusar a fazer o mínimo, que é mostrar as contas do banco que ele controla. O BRB comprou carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
Seu ex-presidente foi preso por decisão do Supremo Tribunal Federal e é investigado por ter recebido R$ 146,5 milhões em propina para viabilizar o negócio” , afirma a nota. O partido também afirma que “desde então, o banco não publicou um balanço completo que mostre o tamanho real do problema”. O BRB pode ter acumulado até R$ 3 milhões em multas por atraso na divulgação dos balanços financeiros de 2025.
ENTENDA A governadora Celina Leão anunciou que pretende recorrer à CVM contra Lula. Ela afirmou que as declarações do presidente sobre o BRB provocaram insegurança entre investidores e correntistas e configuram possível infração ao mercado de capitais. Em declaração recente, Lula afirmou que Celina tenta transferir ao governo federal a responsabilidade pela situação do Banco de Brasília e que ela agiu de forma “cínica e mentirosa” ao cobrar uma solução da União para a instituição.
As declarações do presidente foram dadas depois da divulgação de mensagens de Vorcaro nas quais ele afirmou que Celina, então vice-governadora, participou das negociações entre o BRB e o Master. Celina nega ter participado da operação e afirma que sempre foi contrária ao negócio. set), Celina disse que as críticas do presidente vieram pelo fato de ela ser mulher.
Segundo a governadora, Lula adotou um tom diferente do que teria utilizado se o chefe do Executivo distrital fosse um homem e afirmou que não aceitará “ intimidação ” nas negociações envolvendo o banco. OUTRO LADO Aliados da governadora Celina Leão disseram ao Poder360 que a nota do PT “não é verdadeira” . Segundo eles, no início de 2026, a União e o governo do Distrito Federal firmaram um acordo, homologado pelo STF, “com o objetivo de viabilizar condições para o fortalecimento de capital do banco, dentro das regras do sistema financeiro e dos limites legais aplicáveis” .
Segundo eles, esse acordo demonstra que houve tratativas entre as partes. À época, uma nota foi divulgada pela instituição. Leia a íntegra (PDF – 230 kB).
Já a assessoria de imprensa de Celina Leão preferiu não divulgar nota ou comentar especificamente as declarações do PT. Eis a íntegra da nota do PT: Nota do Partido dos Trabalhadores “Não há e nunca houve negociação entre a União e o governo do Distrito Federal ou o BRB “A posição da União sempre foi pública e sempre foi a mesma: não existe hipótese de aval federal a essa operação. Por duas razões, e ambas foram ditas desde o primeiro dia.
A primeira é que o problema do BRB tem origem criminal. A segunda é que o ente que pede a garantia tem capacidade de pagamento em deterioração. Nenhuma das duas depende de conversa, de disposição política ou de simpatia pessoal.
São impedimentos objetivos. “A negociação que existe é com o Fundo Garantidor de Créditos e com os bancos. Com a União não há negociação, porque não há o que negociar.
O que a governadora do Distrito Federal tenta fazer não é negociar. É obrigar, por via judicial, que o contribuinte brasileiro se torne fiador de uma casa cuja porta ninguém pode abrir. Se não há nada de errado lá dentro, por que a governadora não abre a porta do BRB para que todos os brasileiros vejam?
“O presidente da República tem o dever de proteger o dinheiro público. Esse dinheiro pertence a todos os brasileiros e não será colocado em risco enquanto o Governo do Distrito Federal se recusar a fazer o mínimo, que é mostrar as contas do banco que ele controla. O BRB comprou carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
Seu ex-presidente foi preso por decisão do Supremo Tribunal Federal e é investigado por ter recebido R$ 146,5 milhões em propina para viabilizar o negócio. Desde então o banco não publicou um balanço completo que mostre o tamanho real do problema. “Sem balanço não se conhece o passivo, o ativo, a liquidez nem a situação patrimonial da instituição.
Sabe-se que o BRB carrega cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de tribunais de vários estados. Esse dinheiro não é dos tribunais. É de pessoas físicas e jurídicas que confiaram à Justiça a guarda de seus recursos.
Há garantia de que exista liquidez para devolver esses depósitos caso sejam requisitados? Que outros passivos podem estar a descoberto? Por que a governadora não afirma publicamente que esses recursos estão protegidos, responsabilizando-se pela declaração?
“Na sabatina desta sexta-feira, ela deu duas explicações incompatíveis para o mesmo fato. Disse que não publica o balanço porque é melhor publicar depois, por causa do empréstimo. Minutos depois afirmou que a decisão é técnica e autônoma do banco.
As duas versões não podem ser verdadeiras. Se a decisão é do banco, não há por que vinculá-la ao empréstimo. Se está vinculada ao empréstimo, o Governo do Distrito Federal retém deliberadamente a informação que permitiria avaliar o risco.
Nenhuma das duas hipóteses justifica a assinatura do contribuinte brasileiro. “Foi a própria governadora quem assinou, no Supremo Tribunal Federal, um acordo que previa a solução do problema do BRB sem aval da União. O Governo do Distrito Federal concordou com aqueles termos.
Agora que a solução não se sustentou, ela tenta reescrever a história e transformar em obrigação do contribuinte aquilo que nunca foi dele. Os próprios bancos privados já recusaram a operação, porque o BRB não apresenta relatórios confiáveis sobre a própria situação. Seria irresponsável que o presidente da República aceitasse ser fiador daquilo que o mercado rejeitou.
“Quanto ao suposto crime, a governadora não apontou qual regra teria sido violada. Dizer que a União não vai assumir determinado risco não é crime, é responsabilidade. A CVM fiscaliza o mercado de capitais, inclusive o próprio BRB, mas nenhuma norma obriga um presidente a dar garantia federal a uma operação temerária.
Ela não indicou o dispositivo descumprido porque ele não existe. “Se a preocupação é com a confiança no banco, os números respondem. O BRB perdeu 791,9 mil clientes em nove meses, queda de 8,1%.
A fuga é anterior às declarações do presidente e acompanha o silêncio sobre o balanço. O que afasta correntista e investidor é a falta de informação, não a sua divulgação. “A conta de uma fraude não pode virar imposto para quem não teve nada a ver com ela.
O governo federal não vai assinar cheque em branco, muito menos para quem ainda não mostrou as contas. Quem não deve não teme, governadora. ” ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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