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    Forbes Brasil·20 de set., 08:00

    Quais São os Estreantes da Lista de Mais Ricos dos Estados Unidos?

    Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Nunca foi tão difícil entrar para a lista Forbes 400 , que reúne os americanos mais ricos . Com os mercados em alta, o patrimônio mínimo necessário para fazer parte do seleto grupo dos ultrarricos dos Estados Unidos subiu para o recorde de US$ 4,4 bilhõe s (R$ 22,62 bilhões) em 2026, US$ 600 milhões (R$ 3,08 bilhões) a mais do que no ano passado.

    A tecnologia impulsionou esse avanço, à medida que as avaliações das empresas de inteligência artificial dispararam e a IA passou a ocupar cada vez mais espaço em áreas que vão da robótica à biotecnologia e ao desenvolvimento de software. Mesmo com a exigência maior, 34 bilionários conseguiram entrar no ranking pela primeira vez neste ano, ante 14 estreantes no ano passado. Foi o terceiro melhor ano para novos integrantes da Forbes 400 nas últimas duas décadas, atrás apenas de 2007, quando a alta do mercado acionário antes da crise financeira levou um recorde de 45 novos nomes à lista, e de 2021, quando 44 estreantes chegaram ao ranking em meio à euforia com tecnologia e criptomoedas durante a recuperação da pandemia.

    Os 34 novos integrantes deste ano possuem, juntos, uma fortuna de US$ 321 bilhões (R$ 1,65 trilhão), quase três vezes o patrimônio do grupo de estreantes do ano passado. A turma de 2026 vai de um prodígio da inteligência artificial de 30 anos a um magnata do setor de transporte rodoviário de 76 anos. A tecnologia foi a principal responsável por esse avanço .

    Dos 34 novos nomes, 15 vêm do setor e concentram quase 60% de toda a riqueza dos estreantes, principalmente graças a gigantes da inteligência artificial ou a negócios relacionados à tecnologia. Novatos À frente do grupo está Greg Brockman, cofundador da OpenAI. Sua fortuna estimada em US$ 25,5 bilhões (R$ 131,07 bilhões) faz dele o estreante mais rico do ranking e a 45ª pessoa mais rica dos Estados Unidos.

    Em maio, durante a disputa judicial da empresa com Elon Musk, Brockman revelou que sua participação na OpenAI vale mais de US$ 20 bilhões (R$ 102,8 bilhões). Logo atrás aparece o empreendedor de robótica Brett Adcock, que estreia na lista com patrimônio estimado em US$ 23,4 bilhões (R$ 120,28 bilhões). A entrada ocorre depois que a Figure, sua empresa de robótica movida por inteligência artificial, anunciou que investidores privados avaliaram o negócio em US$ 39 bilhões (R$ 200,46 bilhões) em 2025.

    Enquanto isso, US$ 93 bilhões (R$ 478,02 bilhões) de toda a riqueza dos estreantes estão nas mãos de seis cofundadores da Anthropic: Daniela Amodei, Dario Amodei, Tom Brown, Jack Clark, Jared Kaplan e Sam McCandlish. Cada um possui patrimônio estimado em US$ 15,5 bilhões (R$ 79,67 bilhões). O grupo deixou a concorrente OpenAI em 2021 para criar a Anthropic e, desde então, consolidou a companhia como uma das principais participantes da corrida pela inteligência artificial, em parte graças à popularidade de seu chatbot, Claude .

    Os cofundadores — incluindo um sétimo integrante, que é cidadão canadense — acrescentaram bilhões de dólares às suas fortunas em maio, quando concluíram uma importante rodada de investimentos que mais do que dobrou o valor das participações individuais estimadas em 1,6% na empresa. Entre os outros estreantes ligados à inteligência artificial está Ben Lamm , cofundador da Colossal Biosciences, com patrimônio estimado em US$ 5,7 bilhões (R$ 29,30 bilhões). Ele é mais conhecido por sua tentativa de trazer de volta o mamute-lanoso.

    Em agosto, Lamm separou da Colossal seu novo empreendimento de IA, a Astromech, avaliada em US$ 3,8 bilhões (R$ 19,53 bilhões). A Astromech utiliza inteligência artificial para prever mudanças biológicas e evolutivas, enquanto a Colossal mantém seus esforços de engenharia genética para reproduzir animais extintos. Tecnologia Também vindos do setor de tecnologia estão os cofundadores da Databricks: Ali Ghodsi, com fortuna estimada em US$ 7,6 bilhões (R$ 39,06 bilhões); Ion Stoica, com US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões); e Matei Zaharia, também com US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões).

    Investidores privados avaliaram a startup de software em US$ 100 bilhões (R$ 514 bilhões) em setembro do ano passado, US$ 134 bilhões (R$ 688,76 bilhões) em fevereiro e US$ 190 bilhões (R$ 976,6 bilhões) em agosto. A valorização quase triplicou as fortunas dos três cofundadores e os levou à Forbes 400 pela primeira vez. Palmer Luckey, com patrimônio estimado em US$ 5,9 bilhões (R$ 30,33 bilhões), também entra para o grupo neste ano, 12 anos depois de vender sua fabricante de headsets de realidade virtual Oculus ao Facebook por US$ 2 bilhões (R$ 10,28 bilhões), em 2014.

    A entrada na lista se deve principalmente à Anduril, startup de tecnologia de defesa que Luckey ajudou a fundar em 2017 e que foi avaliada em US$ 61 bilhões (R$ 313,54 bilhões) em uma rodada de investimentos realizada em maio. Outros nomes da tecnologia que chegam ao ranking são Steven Hao, com US$ 5,8 bilhões (R$ 29,81 bilhões), cofundador e diretor de tecnologia da startup de inteligência artificial Cognition, e Ratmir Timashev, com US$ 5,4 bilhões (R$ 27,76 bilhões). Cidadão americano e cipriota, Timashev renunciou à cidadania russa em protesto contra a guerra na Ucrânia.

    Ele fundou a empresa de gerenciamento de dados Veeam Software, sediada em Ohio, em 2006, e a vendeu por US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões) em 2020. Vários dos novos integrantes da Forbes 400 deste ano têm Elon Musk — ao menos em parte — a agradecer por suas posições no ranking. O prospecto da concorrida oferta pública inicial de ações (IPO) da SpaceX, realizada em junho, revelou que Luke Nosek, cofundador do PayPal que se tornou investidor de venture capital, possui uma participação de 0,2% na companhia, avaliada em US$ 4,8 bilhões (R$ 24,67 bilhões).

    Sua fortuna é estimada em US$ 5,5 bilhões (R$ 28,27 bilhões). A Apandion, empresa de investimentos financiada com recursos próprios pelo fundador de healthtech Keith Dunleavy, também investiu na SpaceX antes do IPO, ajudando Dunleavy a entrar para o grupo neste ano. Há ainda Antonio Gracias, com fortuna de US$ 17,1 bilhões (R$ 87,89 bilhões).

    Sua Valor Equity Partners foi uma das primeiras investidoras de várias empresas de Musk, incluindo a SpaceX. Com isso, Gracias tornou-se um dos maiores beneficiados pela abertura de capital da fabricante de foguetes e o terceiro estreante mais rico deste ano, atrás de Brockman e Adcock. Gracias é um dos sete bilionários dos setores financeiro e de investimentos que entraram na Forbes 400 pela primeira vez em 2026.

    Em número de estreantes, o segmento ocupa a segunda posição, atrás apenas da tecnologia. Entre os outros nomes estão Peter Mallouk, com US$ 16,5 bilhões (R$ 84,81 bilhões), CEO e acionista majoritário da gestora de patrimônio Creative Planning, e o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, com US$ 7,3 bilhões (R$ 37,52 bilhões). Lutnick passou décadas à frente do banco de investimentos Cantor Fitzgerald antes de migrar para a política em 2024 e transferir sua participação na Cantor para os filhos adultos.

    Naquele mesmo ano, o banco fez um investimento altamente lucrativo na Tether, gigante das stablecoins. Jennifer Gilbert, com patrimônio de US$ 4,7 bilhões (R$ 24,16 bilhões), ex-mulher do bilionário Dan Gilbert, da Rocket Mortgage, e uma das apenas quatro mulheres estreantes na Forbes 400, entrou para a lista depois que ela e o ex-marido anunciaram o divórcio no fim de 2025. A Lista Há também os proprietários de equipes esportivas.

    Marc Stad, fundador da Dragoneer Investment Group, estreia na lista com US$ 5,3 bilhões (R$ 27,24 bilhões), depois de liderar um acordo para adquirir o controle do Minnesota Timberwolves, da NBA, e do Minnesota Lynx, da WNBA, por US$ 4,5 bilhões (R$ 23,13 bilhões). Cal McNair, por sua vez, entra no ranking com US$ 7,7 bilhões (R$ 39,58 bilhões), depois de herdar a participação de 80% que pertencia à sua mãe, Janice McNair, no Houston Texans, da NFL. Janice morreu em julho de 2026.

    Outros estreantes construíram suas fortunas em setores que vão do concreto — caso de Mike Hollingshead, com patrimônio estimado em US$ 7,2 bilhões (R$ 37,01 bilhões) — à construção, com Robert Clark, dono de US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões), e aos acessórios automotivos, com David MacNeil, que possui US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões). Os irmãos Amodei, da Anthropic, não são os únicos integrantes de uma mesma família a estrear na Forbes 400 neste ano. Três membros da segunda geração da família fundadora da Medline também chegaram ao ranking.

    Os primos Charlie Mills, com US$ 11 bilhões (R$ 56,54 bilhões), e Andy Mills, com US$ 5,5 bilhões (R$ 28,27 bilhões), entraram para a lista depois de levarem à bolsa a gigante de suprimentos médicos fundada por seus falecidos pais — e que Charlie ainda preside — na maior oferta pública inicial de ações de 2025. Wendy Abrams, irmã de Andy, também estreia no ranking, com US$ 4,7 bilhões (R$ 24,16 bilhões). Já Nancy, prima de Andy, e Margaret, sua outra irmã, são bilionárias, mas ficaram abaixo do corte de US$ 4,4 bilhões (R$ 22,62 bilhões) devido às participações menores que possuem na companhia.

    Além desses 34 novos nomes, seis ex-integrantes da lista conseguiram retornar ao ranking depois de terem ficado de fora em anos anteriores. , com US$ 5,7 bilhões (R$ 29,30 bilhões); Daniel Sundheim, com US$ 4,5 bilhões (R$ 23,13 bilhões); e Pablo Legorreta, com US$ 5,6 bilhões (R$ 28,78 bilhões). Também retornaram Weili Dai, cofundadora de uma empresa de semicondutores, com US$ 4,8 bilhões (R$ 24,67 bilhões), e E.

    Joe Shoen, presidente da U-Haul, com US$ 4,4 bilhões (R$ 22,62 bilhões). Estes são os 34 novos integrantes da Forbes 400 em 2026, do menos rico ao mais rico. Os patrimônios líquidos são referentes a 4 de setembro de 2026.

    34. August Troendle, 70 anos Patrimônio: US$ 4,4 bilhões (R$ 22,62 bilhões) Fonte da riqueza: Serviços farmacêuticos 33. Keith Dunleavy e família, 57 anos Patrimônio: US$ 4,6 bilhões (R$ 23,64 bilhões) Fonte da riqueza: Tecnologia da informação em saúde e investimentos 32.

    Jennifer Gilbert, 58 anos Patrimônio: US$ 4,7 bilhões (R$ 24,16 bilhões) Fonte da riqueza: Rocket Mortgage 31. Wendy Abrams, 61 anos Patrimônio: US$ 4,7 bilhões (R$ 24,16 bilhões) Fonte da riqueza: Suprimentos médicos 30. Abel Avellan, 55 anos Patrimônio: US$ 4,8 bilhões (R$ 24,67 bilhões) Fonte da riqueza: Telecomunicações 29.

    David MacNeil, 67 anos Patrimônio: US$ 5 bilhões (R$ 25,7 bilhões) Fonte da riqueza: Acessórios automotivos 28. Catherine Commisso e família, 68 anos Patrimônio: US$ 5,2 bilhões (R$ 26,73 bilhões) Fonte da riqueza: Telecomunicações 27. Marc Stad, 47 anos Patrimônio: US$ 5,3 bilhões (R$ 27,24 bilhões) Fonte da riqueza: Venture capital 26.

    Ratmir Timashev, 60 anos Patrimônio: US$ 5,4 bilhões (R$ 27,76 bilhões) Fonte da riqueza: Software 25. Larry Gies, 60 anos Patrimônio: US$ 5,4 bilhões (R$ 27,76 bilhões) Fonte da riqueza: Private equity 24. Luke Nosek, 51 anos Patrimônio: US$ 5,5 bilhões (R$ 28,27 bilhões) Fonte da riqueza: Venture capital e SpaceX 23.

    Andy Mills, 65 anos Patrimônio: US$ 5,5 bilhões (R$ 28,27 bilhões) Fonte da riqueza: Suprimentos médicos 22. Robert Low, 76 anos Patrimônio: US$ 5,6 bilhões (R$ 28,78 bilhões) Fonte da riqueza: Transporte rodoviário de cargas 21. Ben Lamm, 44 anos Patrimônio: US$ 5,7 bilhões (R$ 29,30 bilhões) Fonte da riqueza: Biotecnologia 20.

    Steven Hao, 30 anos Patrimônio: US$ 5,8 bilhões (R$ 29,81 bilhões) Fonte da riqueza: Software de inteligência artificial 19. Palmer Luckey, 33 anos Patrimônio: US$ 5,9 bilhões (R$ 30,33 bilhões) Fonte da riqueza: Realidade virtual e tecnologia de defesa 18. Matei Zaharia, 41 anos Patrimônio: US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões) Fonte da riqueza: Databricks 17.

    Ion Stoica, 61 anos Patrimônio: US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões) Fonte da riqueza: Databricks 16. Robert Clark, 67 anos Patrimônio: US$ 7 bilhões (R$ 35,98 bilhões) Fo

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