Qual chocolate é mais indicado para quem tem enxaqueca? Entenda o que muda entre as versões
Para quem gosta de chocolate, a escolha entre as diferentes versões costuma levar em conta sabor, quantidade de açúcar e até o teor de cacau. Mas, para pessoas que convivem com enxaqueca , existe outro fator que pode entrar nessa conta: a composição do doce. O chocolate com maior concentração de cacau possui substâncias como cafeína e teobromina , que têm efeito estimulante.
Em algumas pessoas com enxaqueca, esses componentes podem estar associados ao desencadeamento ou à piora das crises. Já o chocolate branco é produzido principalmente com manteiga de cacau , leite e açúcar e não contém a mesma quantidade de sólidos de cacau encontrada nas versões amargas e ao leite. Por isso, o chocolate branco pode ser uma alternativa melhor tolerada por algumas pessoas com enxaqueca.
Isso não significa, porém, que ele seja um tratamento para a doença ou que todas as pessoas com a condição devam trocar automaticamente um tipo pelo outro. Segundo a American Migraine Foundation (AMF) , o chocolate pode estar associado a crises em algumas pessoas, mas uma vontade repentina de consumi-lo também pode ser um sinal de que a enxaqueca já está começando, antes da dor aparecer. Leia Mais Mulher decide se casar com personagem de mangá e ganha versão virtual com ajuda da inteligência artificial Água em show, porta corta fogo e estabelecimento com saída para rua: como tragédias mudaram leis no Brasil Vinagre na água do arroz ajuda a deixar os grãos soltinhos?
Veja como funciona Por que o chocolate branco pode ser melhor para quem tem enxaqueca? A principal diferença está no cacau . Chocolates amargos e meio amargos costumam ter maior concentração de massa de cacau, que contém substâncias estimulantes como cafeína e teobromina.
Esses compostos podem aumentar a excitabilidade cerebral e, em pessoas suscetíveis, contribuir para o desencadeamento de uma crise. Um neurologista especialista em cefaleia ouvido pelo Estado de Minas explicou que o consumo frequente de chocolates ricos em cacau pode favorecer a manutenção de um padrão mais recorrente de dor em alguns pacientes. Já o chocolate branco não contém massa de cacau.
Sua composição utiliza principalmente manteiga de cacau , além de açúcar e leite. A manteiga de cacau é a gordura extraída do fruto e não apresenta a mesma concentração de cafeína encontrada na massa de cacau. Por isso, a versão branca tende a ser melhor tolerada por pessoas com enxaqueca .
Isso não significa, porém, que o chocolate branco seja uma opção necessariamente mais saudável ou que esteja livre de qualquer possibilidade de desencadear sintomas. A quantidade de açúcar e gordura também deve ser considerada, e o consumo deve permanecer moderado. Quem tem enxaqueca precisa evitar chocolate?
Não. A relação entre chocolate e enxaquecanão é igual para todas as pessoas. A American Migraine Foundation destaca que os possíveis gatilhos variam entre indivíduos e que o chocolate pode estar relacionado às crises em algumas pessoas, mas não necessariamente em todas.
Outro detalhe pode confundir essa relação. A vontade intensa de comer chocolate pode aparecer durante a fase inicial da própria crise, antes que a dor comece. Nesse caso, a pessoa pode consumir o doce e, posteriormente, sentir a dor, atribuindo ao chocolate a responsabilidade pelo episódio, quando ele pode ter sido apenas um sinal de que a crise já estava se iniciando.
Por isso, a recomendação não é eliminar automaticamente o chocolate da alimentação. Observar quando, quanto e qual tipo de chocolate foi consumido pode ajudar a identificar um padrão. Manter um registro dos alimentos e dos episódios de enxaqueca também é uma estratégia indicada para reconhecer possíveis gatilhos individuais.
Além da alimentação, fatores como estresse, alterações no sono, jejum e consumo excessivo ou interrupção abrupta da cafeína também podem estar associados às crises. Assim, para quem percebe uma relação entre chocolate e enxaqueca, a versão branca pode ser uma alternativa melhor tolerada por ter uma composição diferente. Ainda assim, a resposta é individual, e crises frequentes ou intensas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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