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    Queimadas ameaçam fornecimento de energia na região Norte, aponta Aneel
    CNN Brasil·18 de set., 17:08

    Queimadas ameaçam fornecimento de energia na região Norte, aponta Aneel

    O avanço das queimadas durante o período seco aumenta o risco de interrupções no fornecimento de energia na Região Norte, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O alerta se dá pois setembro é historicamente o mês com maior número de interrupções provocadas por incêndios no país, segundo a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). 674 ocorrências no mês.

    A quantidade de interrupções começa a crescer a partir de julho, período em que a redução da umidade favorece a propagação do fogo, e atinge os maiores volumes entre agosto e outubro. Em 2025, o período de maior atenção se estendeu até outubro. Leia Mais Ciclone atinge Santa Catarina neste fim de semana, com ventos de até 100km Engie vincula investimentos em usinas reversíveis à renovação de concessões No Vale do Silício, aumento de data centers de IA ganha resistência local Norte lidera ocorrências Entre 2024 e 2025, a região Norte concentrou 31,04% das interrupções de energia provocadas por queimadas registradas no Brasil.

    O percentual ficou atrás apenas do Nordeste, que respondeu por 50,86% dos casos. Em relação aos estados, o Pará aparece na liderança. 822 interrupções provocadas por queimadas.

    600. 113 Os dados também apontam uma alta expressiva no número de interrupções provocadas por queimadas em todo o país. 994 casos.

    674, um aumento de 242,8% em seis anos. 674 ocorrências, alta de 11,12%. Além de setembro, agosto e outubro também aparecem entre os meses com maior número de registros.

    443. Fogo pode afetar rede mesmo sem atingir equipamentos As queimadas não precisam atingir diretamente postes, cabos ou transformadores para provocar problemas no fornecimento de energia. Segundo a Abradee, fumaça, fuligem, calor intenso e correntes de ar geradas pelos incêndios também podem causar perturbações na operação da rede elétrica.

    Por isso, o período de estiagem exige maior monitoramento das áreas com risco de incêndios, especialmente em regiões onde a vegetação fica mais seca. “As distribuidoras estão cada vez mais preparadas para responder aos impactos das queimadas, mas a solução passa, necessariamente, por um esforço coletivo. Evitar queimadas irregulares, não soltar balões e adotar comportamentos seguros são atitudes que contribuem para esse processo”, diz a presidente da Abradee, Patricia Audi.

    Amazônia entra no período de maior atenção Segundo Pedro Regoto, head de Operações Meteorológicas da Climatempo, os registros de focos de calor observados no primeiro semestre de 2026 já indicavam pontos de atenção para a temporada de queimadas. “O comportamento registrado até meados de junho funciona como um indicador antecedente do potencial da estação seca”, afirmou. Ainda de acordo com Regoto, houve aumento dos focos de calor na Amazônia e manutenção de uma área de atenção que se estende por Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Bahia.

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