Quem é Dr. Daniel Santos, candidato ao governo do Pará
O estado do Pará conta com 6,2 milhões de eleitores que irão escolher um governador entre os oito concorrentes neste ano. Um desses nomes é o de Dr. Daniel Santos (Podemos) , ex-prefeito de Ananindeua, localizada na região metropolitana de Belém.
Daniel Barbosa Santos tem 40 anos e nasceu na cidade de Açailândia, no Maranhão, mas aos 3 anos se mudou com a família para o Pará. É formado em Medicina pela UEPA (Universidade do Estado do Pará), com especialização nas áreas de ginecologia e obstetrícia. O médico entrou no mundo da política em 2012, quando foi eleito vereador de Ananindeua pelo PSDB (Partido Social da Democracia Brasileira) .
Em 2016, o político foi reeleito ao cargo e assumiu a presidência da Câmara Municipal. Leia Mais Quem são os candidatos ao governo do Pará em 2026 Podemos oficializa candidatura de Dr. Daniel ao governo do Pará Eleições 2026: o que acontece se o eleitor não votar e não justificar?
No meio de seu mandato de vereador, em 2018, Daniel foi eleito deputado estadual e, ao assumir o posto, também foi escolhido como presidente da Alepa (Assembleia Legislativa do estado do Pará). Já em 2020, ele migrou do PSDB para o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e foi eleito prefeito de Ananindeua durante o primeiro turno, com 67,7% dos votos. No último ano de seu mandato à frente da Prefeitura de Ananindeua, em 2024, o político se filiou ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) e foi reeleito ao posto no Executivo municipal.
Daniel ficou no cargo até o início deste ano, quando renunciou para concorrer ao governo. Para o pleito deste ano, o ex-prefeito se juntou ao Podemos e lançou a candidatura oficialmente em 4 de agosto , durante a convenção estadual do partido. Com Ellayne de Almeida (PL) como vice, a chapa faz parte da coalização O Pará é do Povo , composta por PL (Partido Liberal) , Novo , DC (Democracia Cristã) , Solidariedade e PRD (Partido Renovação Democrática) .
Representando a oposição no estado, o político disputará o governo com apoio do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) . Propostas Devido também à sua formação, Daniel aponta a saúde como um dos pilares da campanha para o governo do Pará. O candidato defende um modelo de atendimento que supra às necessidades do estado, principalmente pela sua extensão geográfica, com quilômetros de rios e áreas de floresta que podem dificultar o alcance a algumas populações.
Outros tópicos abordados no plano de governo do candidato são desenvolvimento econômico, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento humano e cultural, além de um foco na Amazônia , através de um desenvolvimento financeiro somado à preservação do bioma. “Nossa visão parte de um princípio simples: a floresta precisa gerar benefícios concretos para quem vive nela”, diz o plano de governo do candidato. Ainda no documento apresentado pelo candidato ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) , também consta um capítulo intitulado “Pará 2030”, que apresenta uma abordagem focada no desenvolvimento a médio e longo prazo, com impactos para a próxima década.
Segundo ele, o plano buscará tornar o estado conhecido pela qualidade de vida da população, serviços públicos e economia forte. “Nossa visão para 2030 é a de um Pará que tenha deixado de ser conhecido apenas pela grandeza de seu território e pela riqueza de seus recursos naturais para ser reconhecido, sobretudo, pela qualidade de vida de sua população, pela excelência de seus serviços públicos e pela força de sua economia” , diz um trecho do plano. Operação Hades Em agosto de 2025, Dr.
Daniel Santos foi alvo da Operação Hades , deflagrada pelo MPPA (Ministério Público do Estado do Pará) e que investigava um esquema de corrupção envolvendo o então prefeito de Ananindeua. A ação resultou no afastamento cautelar do gestor, após decisão do TJ-PA (Tribunal de Justiça do Pará) , com base em indícios de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e tentativa de interferência nas investigações . Foram cumpridos mandados de busca e apreensão simultaneamente na Região Metropolitana de Belém, em municípios do interior e fora do estado.
Entre os bens apreendidos pela força-tarefa estavam 16 relógios de luxo avaliados em mais de R$ 3 milhões . A decisão judicial de afastar o prefeito teve como base não apenas os indícios de corrupção, mas também provas de coação de testemunhas e uso indevido do poder econômico para tentar atrapalhar o curso das investigações. Transferências financeiras suspeitas também foram mapeadas durante a apuração.
À época, o prefeito classificou a operação como perseguição política: “Pediram meu afastamento baseado em uma história mentirosa, sem ao menos me dar oportunidade de me defender”. *Sob supervisão de João Ker Quem são os candidatos ao governo do Pará em 2026 ]]>
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