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    Quem quer ser presidente dos EUA em 2028? Movimentos antes das eleições de meio de mandato dão pistas
    InvestNews·30 de out., 14:55

    Quem quer ser presidente dos EUA em 2028? Movimentos antes das eleições de meio de mandato dão pistas

    A disputa pela Presidência dos Estados Unidos em 2028 já começa a movimentar políticos dos partidos Democrata e Republicano. Embora ninguém tenha anunciado oficialmente uma candidatura , nomes conhecidos da política americana intensificaram viagens, participações em eventos partidários, arrecadação de recursos e articulações que podem indicar uma preparação para a corrida pela Casa Branca. As eleições legislativas de meio de mandato (as chamadas midterms ), marcadas para 2026, funcionam como uma espécie de campo de testes para esses possíveis candidatos.

    A campanha em apoio a outros políticos permite ampliar a exposição nacional, construir alianças e avaliar a receptividade do eleitorado a diferentes discursos. Sem Trump A eleição presidencial de 2028 terá uma particularidade: pela primeira vez desde 2016, não haverá um presidente em exercício concorrendo à reeleição. Donald Trump, que voltou ao poder em 2025, não poderá disputar um terceiro mandato .

    Entre os democratas, há nomes de diferentes correntes do partido, desde representantes da ala progressista até governadores com perfil mais moderado. No campo republicano, o vice-presidente JD Vance aparece entre os principais nomes, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio e outros políticos também são mencionados nas especulações sobre a sucessão. Os resultados das eleições de meio de mandato podem ajudar os partidos a identificar quais discursos têm maior receptividade entre os eleitores.

    Para os democratas, uma das questões é saber se haverá espaço para um candidato mais progressista ou se o eleitorado preferirá um nome de centro. Entre os republicanos, a dúvida é se o partido manterá a orientação política de Trump ou buscará uma mudança. Leia também Negócios A crise do suco de laranja: o Brasil produz para um mundo que bebe cada vez menos Economia O que é asilo político?

    Quem tem direito e em quais situações Quem são os possíveis candidatos democratas em 2028? Kamala Harris, 61 anos — ex-vice-presidente Kamala Harris continua entre os nomes mais conhecidos do Partido Democrata. Depois de perder a eleição presidencial de 2024 para Donald Trump, ela manteve um perfil mais discreto, mas preservou parte de sua equipe política e publicou um livro sobre os bastidores da campanha.

    A ex-vice-presidente decidiu não disputar o governo da Califórnia, apesar da pressão de aliados. Sua condição de antiga candidata presidencial e o reconhecimento nacional são fatores que a mantêm no radar para 2028. Harris também tem apoio expressivo entre eleitores negros e mulheres, grupos importantes para a base democrata.

    Nos últimos meses, voltou a participar de eventos em apoio a candidatos do partido em estados como Michigan e Nevada, além de ter compromissos previstos na Geórgia, em Wisconsin e em New Hampshire. Em participação no podcast de Keke Palmer, afirmou que ainda não decidiu se disputará novamente a Presidência. “Ainda não decidi.

    Vou decidir, prometo”, disse. Gavin Newsom, 59 anos — governador da Califórnia O governador da Califórnia se consolidou como um dos principais críticos de Trump. Em seu segundo mandato à frente do estado mais populoso dos Estados Unidos, Newsom ganhou projeção nacional ao liderar uma iniciativa para redesenhar os distritos eleitorais californianos em resposta a mudanças promovidas pelos republicanos no Texas.

    Também ampliou sua presença nas redes sociais e lançou um podcast no qual conversa com figuras ligadas ao movimento MAGA, base política de Trump. Na Califórnia, defendeu políticas de acesso ao aborto, controle de armas e combate às mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, enfrentou desafios relacionados a incêndios florestais, habitação e população em situação de rua.

    Newsom participou de eventos de campanha em estados importantes, incluindo New Hampshire. Sobre uma eventual candidatura presidencial, afirmou que seus filhos terão influência na decisão. Também declarou que não entraria na disputa caso Kamala Harris concorra.

    Alexandria Ocasio-Cortez, 37 anos — deputada por Nova York Uma das principais representantes da ala progressista democrata, Alexandria Ocasio-Cortez ganhou projeção nacional desde que chegou ao Congresso, em 2019. É considerada uma importante arrecadadora de recursos e uma das parlamentares mais atuantes do partido. Seu nome aparece nas especulações tanto para uma candidatura presidencial quanto para uma eventual disputa pelo Senado por Nova York.

    Durante as eleições de meio de mandato, intensificou a campanha em apoio a Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado por Michigan. A disputa é acompanhada por integrantes da ala progressista como um teste para avaliar a capacidade de candidatos de esquerda de vencer fora de distritos tradicionalmente liberais. Ocasio-Cortez também tem utilizado as redes sociais para compartilhar aspectos de sua vida pessoal.

    Em entrevista ao New York Times , comentou sobre suas perspectivas políticas e afirmou que algumas oportunidades podem surgir apenas uma vez na carreira de um político. Andy Beshear, 48 anos — governador de Kentucky Governador democrata de um estado predominantemente republicano, Andy Beshear construiu uma imagem de político capaz de atrair eleitores de diferentes correntes partidárias. Em 2026, percorreu estados como Nevada, Iowa, Kansas e Oklahoma para apoiar candidatos democratas, especialmente aqueles que disputam governos estaduais.

    Também trabalha para ampliar sua rede nacional de arrecadação de recursos e articulação política, construída durante sua passagem pela Associação dos Governadores Democratas. Beshear lançou o livro Go and Do Likewise , sobre sua fé, e aproveitou a divulgação da obra para participar de eventos, programas de televisão e podcasts. Em uma apresentação em Washington, admitiu que voltou a considerar uma candidatura.

    Depois de vencer a eleição para governador em 2023, acreditava que não disputaria mais cargos públicos. “Estando aqui hoje, já não tenho tanta certeza disso”, afirmou. Ele disse que pretende tomar uma decisão definitiva depois de encerrar seu mandato à frente da associação, em dezembro.

    Pete Buttigieg, 44 anos — ex-secretário de Transportes Ex-secretário de Transportes e ex-prefeito de South Bend, em Indiana, Pete Buttigieg avalia uma segunda candidatura à indicação presidencial democrata. Neste ciclo eleitoral, decidiu não disputar o Senado nem o governo de Michigan, estado onde passou a morar, e afirmou que gostaria de dedicar mais tempo ao marido e aos dois filhos. Apesar disso, percorreu mais de 35 estados e participou pessoalmente de eventos em apoio a mais de 60 candidatos democratas.

    Entre os destinos de sua agenda estavam Virginia, Nova Jersey, Michigan e Geórgia. Em entrevista à NBC, disse que ainda não era o momento de discutir uma candidatura presidencial. Também afirmou acreditar que os Estados Unidos estão preparados para eleger um presidente gay.

    Rahm Emanuel, 66 anos — ex-embaixador dos EUA no Japão Rahm Emanuel já ocupou diferentes posições na política americana: foi deputado, prefeito de Chicago, embaixador no Japão e chefe de gabinete da Casa Branca. Nos últimos meses, voltou a ganhar espaço no debate político. Fez críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e defendeu o fim do apoio incondicional dos Estados Unidos ao país.

    Também publicou um artigo no Wall Street Journal em defesa de uma reforma tributária para fechar brechas no sistema. Desde 2025, tem participado de campanhas e eventos de arrecadação de recursos para democratas que disputam vagas na Câmara dos Representantes. Entre os estados visitados estão Michigan, Nevada, Iowa, Nebraska, Nova Jersey e New Hampshire.

    Emanuel admitiu que considera disputar a Presidência e afirmou à Bloomberg que pretende tomar uma decisão até o fim de 2026. Wes Moore, 48 anos — governador de Maryland Wes Moore está em campanha pela reeleição em Maryland e tem se posicionado como crítico de Trump. Os dois trocaram acusações recentemente depois que o governador afirmou ter sido impedido pelo presidente de discursar em um evento sobre investimentos na indústria naval em Baltimore.

    À frente da Associação Nacional de Governadores, Moore defende a diversificação da economia de Maryland para reduzir a dependência do governo federal. Também tem participado de campanhas democratas em estados como Michigan, Nevada e Carolina do Sul e destinado recursos a disputas estaduais e federais. Questionado sobre 2028, afirmou estar concentrado na eleição atual, mas não descartou a possibilidade de disputar um cargo nacional.

    Jon Ossoff, 39 anos — senador pela Geórgia Jon Ossoff está no radar de observadores políticos por sua campanha à reeleição em um estado tradicionalmente conservador. Suas críticas a Trump e seus discursos contra a corrupção na política também ampliaram sua exposição nacional. O senador, porém, tem negado que pretenda disputar a Presidência.

    Durante um debate recente, declarou ter “zero interesse” em concorrer e prometeu cumprir integralmente seu mandato de seis anos. No Congresso, Ossoff tem defendido medidas relacionadas à ética pública. Entre elas, apresentou um projeto para proibir parlamentares e seus cônjuges de negociar ações na bolsa.

    JB Pritzker, 61 anos — governador de Illinois Bilionário e governador de Illinois, JB Pritzker se tornou um dos críticos mais conhecidos de Trump. Nos últimos dois anos, questionou as políticas de imigração e de relações exteriores do presidente e o classificou como autoritário. Em campanha para conquistar um terceiro mandato, tem destacado medidas relacionadas ao custo de vida, como o aumento do salário mínimo.

    Pritzker também destinou recursos a um comitê de ação política para apoiar candidatos democratas nas eleições de meio de mandato e participou de eventos pelo país. O governador revelou ainda que utiliza um medicamento da classe GLP-1 para perder peso, informação que alimentou especulações sobre seus planos políticos. Sobre uma eventual candidatura presidencial, afirmou que qualquer decisão depois das eleições de 2026 levará em conta os interesses da população de Illinois.

    Josh Shapiro, 53 anos — governador da Pensilvânia Josh Shapiro é governador de um dos estados mais importantes para as eleições presidenciais americanas e busca a reeleição em 2026. Ele tem destacado iniciativas nas áreas de educação e geração de empregos, além de anunciar investimentos no porto da Filadélfia. Sua fé judaica também ocupa lugar importante em sua trajetória política.

    No ano passado, sua residência foi alvo de um ataque incendiário durante a celebração do Pessach, a Páscoa judaica. O apoio de Shapiro a Israel, mesmo diante de críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, provocou divergências com integrantes da ala mais à esquerda do Partido Democrata. O governador também trabalha para conquistar quatro cadeiras republicanas na Câmara dos Representantes pela Pensilvânia e ampliar o controle democrata no governo estadual.

    Quem são os possíveis candidatos republicanos em 2028? JD Vance, 42 anos — vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance é apontado por integrantes do Partido Republicano como um dos principais nomes para suceder Trump. Natural de Ohio, passou apenas dois anos no Senado antes de assumir a vice-presidência em 2025.

    Desde então, tornou-se um dos principais defensores do presidente e tem participado de viagens e eventos para apoiar candidatos republicanos. Antes das eleições de meio de mandato, esteve em estados como Michigan, Iowa, Flórida e Ohio. Vance também tem promovido iniciativas de combate a fraudes e participado de ações para fortalecer candidatos do partido em disputas acirradas.

    Trump ainda não declarou apoio formal a uma eventual candidatura do vice. Em entrevista recente, Vance afirmou que existe a possibilidade de não concorrer à Presidência e disse que só tomará uma decisão depois das eleições de meio de mandato. Marco Rubio, 55 anos — secretário de Estado Marco Rubio já disputou a indicação republicana à Presidência em 2016, quando foi derrotado por Trump.

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