Quem São os Proprietários Bilionários Que Se Enfrentam na World Series de 2026?
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Em meio à comemoração pela vitória sobre o Los Angeles Dodgers na National League Championship Series da semana passada, que garantiu a classificação para a World Series, o proprietário do Milwaukee Brewers, Mark Attanasio, não conseguiu deixar de se lembrar de um comentário feito durante uma entrevista coletiva quando se preparava para assumir o comando da equipe. Naquele dia, em 2004, recordou Attanasio, um repórter sentado na primeira fila lhe disse: “Você não estará tão animado quando passar mais 26 anos perdendo”.
“Então, aqui estamos, 22 anos depois”, disse o bilionário de 69 anos no gramado do Dodger Stadium, rindo após o Brewers garantir sua primeira vaga na World Series desde 1982. ” A vitória teve um sabor ainda mais especial por ter ocorrido contra Los Angeles, que havia eliminado Milwaukee com uma varrida na mesma fase dos playoffs apenas um ano antes. Embora o Brewers tenha conquistado 103 vitórias na temporada regular, o melhor desempenho da MLB, a equipe chegou ao confronto com o Dodgers com status de azarão.
O time de Los Angeles gastou mais de US$ 300 milhões (R$ 1,51 bilhão) com seu elenco neste ano e está avaliado em US$ 7,8 bilhões (R$ 39,27 bilhões), em parte por estar sediado no segundo maior mercado dos Estados Unidos. Na World Series, que começa na noite de sexta-feira (23), Milwaukee terá um adversário mais próximo de sua realidade — pelo menos do ponto de vista financeiro —, o Tampa Bay Rays . O Brewers ficou na 21ª posição na lista da Forbes de 2026 das equipes mais valiosas da MLB, avaliado em US$ 1,9 bilhão (R$ 9,56 bilhões).
A franquia está localizada na 41ª maior região metropolitana dos Estados Unidos e possui a 19ª maior folha salarial do beisebol, de US$ 146 milhões (R$ 734,96 milhões), segundo o Spotrac. O Rays, por sua vez, está sediado na 17ª maior região metropolitana do país e ocupa a 24ª posição entre as franquias mais valiosas da MLB, com valor estimado em US$ 1,7 bilhão ( R$ 8,56 bilhões). Sua folha salarial, de US$ 96 milhões (R$ 483,26 milhões), é apenas a 28ª maior da liga.
A comparação ganha relevância especial neste ano, enquanto a Major League Baseball caminha para uma disputa trabalhista que poderá colocar à prova os fundamentos econômicos do esporte. Com o acordo coletivo entre a liga e o sindicato dos jogadores previsto para expirar em dezembro, os proprietários defendem a adoção de um teto salarial , sob o argumento de que a medida ajudaria a reduzir a diferença entre equipes de mercados grandes e pequenos, além de elevar o valor das franquias. Mas, como demonstram os proprietários que estarão em lados opostos nesta World Series, o sistema atual também tem proporcionado bons resultados, tanto para suas equipes quanto para seus patrimônios.
Attanasio comprou o Brewers em 2005 por US$ 223 milhões (R$ 1,12 bilhão) — equivalentes a US$ 394 milhões (R$ 1,98 bilhão) em valores corrigidos pela inflação. O investimento representa um retorno anual de 10,7% , acima da valorização de 9,4% do S&P 500 no mesmo período. Atualmente, a Forbes estima sua fortuna em US$ 1,9 bilhão (R$ 9,56 bilhões).
Já Patrick Zalupski , proprietário do Rays e dono de um patrimônio estimado em US$ 1 bilhão (R$ 5,03 bilhões), comprou a equipe em setembro de 2025 por uma avaliação de aproximadamente US$ 1,7 bilhão (R$ 8,56 bilhões) — US$ 450 milhões (R$ 2,27 bilhões) acima da estimativa publicada pela Forbes alguns meses antes. Enquanto as duas equipes buscam o primeiro título de World Series de suas histórias, veja como cada um desses proprietários construiu sua fortuna. Milwaukee Brewers: Mark Attanasio Nascido no Bronx, em Nova York, onde cresceu torcendo pelo New York Yankees, Attanasio formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Columbia em 1982 e trabalhou no prestigiado escritório Debevoise & Plimpton.
No terceiro ano de carreira, porém, começou a questionar se queria passar o restante de sua vida profissional subindo os degraus necessários para se tornar sócio. “Eu não queria ter toda a minha vida planejada aos 26 anos”, recordou posteriormente. Depois de se mudar para a Califórnia para trabalhar no Drexel Burnham Lambert, banco de investimentos de Wall Street que ajudou a popularizar os chamados junk bonds — títulos de dívida de alto risco —, Attanasio começou na área de fusões e aquisições, mas acabou se interessando mais por operações de negociação de ativos.
Ele deixou a instituição em 1991 e foi um dos fundadores do Crescent Capital Group , gestora de investimentos sediada em Los Angeles e especializada em dívida corporativa. Atualmente, a empresa administra US$ 53 bilhões (R$ 266,80 bilhões) em ativos. Em 2005, Attanasio assumiu o controle do Brewers ao comprar uma participação de 45% pertencente à família de Bud Selig, que havia deixado a administração da equipe para se tornar comissário da MLB em 1998.
Durante a gestão de Attanasio, Milwaukee nunca ficou acima da 13ª posição no ranking de folhas salariais da liga, segundo o Cot’s Baseball Contracts, e adotou como estratégia o desenvolvimento de jovens jogadores, em vez de disputar agentes livres de alto custo. Um exemplo ocorreu em dezembro de 2023, quando o Brewers assinou uma extensão contratual de oito anos e US$ 82 milhões (R$ 412,79 milhões) com o defensor externo Jackson Chourio antes mesmo de ele disputar uma única partida na MLB. Na época, o acordo representou a maior quantia garantida a um atleta sem experiência nas grandes ligas.
Desde então, Chourio tornou-se o jogador mais jovem da história da MLB a registrar mais de uma temporada com pelo menos 20 home runs e 20 bases roubadas. Attanasio também lidera atualmente uma ampla reforma do American Family Field, estádio do Brewers. O projeto é financiado com US$ 500 milhões (R$ 2,52 bilhões) em recursos públicos, além de uma contribuição superior a US$ 100 milhões (R$ 503,4 milhões) da própria equipe.
O acordo garantirá a permanência da franquia em Milwaukee pelo menos até 2050. A próxima etapa da modernização do estádio deverá ser inaugurada em 2027, com a criação de uma área premium atrás do home plate, batizada de Truss Club. Attanasio também ampliou seus investimentos esportivos para além do beisebol .
Seu portfólio inclui uma participação majoritária no Norwich City, clube da segunda divisão do futebol inglês, além de participações minoritárias no Milwaukee Admirals, da American Hockey League, e no Strategic Sports Group. Em 2024, o Strategic Sports Group concordou em investir até US$ 3 bilhões (R$ 15,10 bilhões) no braço comercial do PGA Tour, o PGA Tour Enterprises. Attanasio também integra o conselho executivo da MLB e preside o comitê de investimentos da liga.
Tampa Bay Rays: Patrick Zalupski Enquanto Attanasio passou mais de duas décadas transformando o Brewers em um candidato ao título, Patrick Zalupski , de 45 anos, chegou à World Series pouco mais de um ano depois de comprar o Rays. Ele liderou o grupo que assumiu o controle da franquia de Stuart Sternberg. Nascido nos arredores de Detroit, Zalupski mudou de cidade diversas vezes durante a infância antes de se formar em finanças pela Stetson University, na Flórida.
Depois, trabalhou com auditoria na FedEx e começou a ajudar a mãe em seu negócio imobiliário em Jacksonville, realizando sua primeira operação de compra, reforma e revenda de um imóvel em 2004. Quatro anos depois, quando a crise do mercado imobiliário reduziu os custos de construção, Zalupski se uniu ao empresário do setor Mark McGuigan e à mulher dele, Tobi, para fundar a Dream Finders Homes. A empresa construiu apenas 27 residências em 2009, mas ganhou impulso à medida que o mercado se recuperava.
000 casas. Posteriormente, Zalupski comprou a participação dos McGuigan por um valor não divulgado e expandiu os negócios para além da Flórida, chegando à Geórgia, ao Colorado e ao Texas. Em 2021, abriu o capital da companhia na Bolsa de Valores de Nova York e, em 2024, seu patrimônio havia alcançado uma estimativa de US$ 2,3 bilhões (R$ 11,58 bilhões).
Ele ainda possui mais da metade das ações da Dream Finders e controla aproximadamente 85% dos direitos de voto da companhia. Atualmente, no entanto, sua fortuna está mais próxima de US$ 1 bilhão (R$ 5,03 bilhões), segundo estimativas da Forbes, após uma queda de 56% nas ações da empresa no último ano. Com o Rays disputando sua terceira World Series , depois de não conseguir conquistar o título em 2008 e 2020, o bilionário do setor imobiliário tem agora outro problema relacionado a imóveis para resolver.
Durante a gestão de Sternberg — que, segundo relatos, manteve uma participação de aproximadamente 10% na franquia junto com seus sócios, embora eles devam vender as ações restantes nos próximos anos —, o clube passou anos procurando uma alternativa ao Tropicana Field. O estádio, localizado em St. Petersburg e inaugurado há 36 anos, é amplamente considerado o pior entre os atualmente utilizados na MLB.
A situação se agravou quando o furacão Milton destruiu parte da cobertura do Tropicana Field em outubro de 2024, obrigando o Rays a disputar a temporada de 2025 no centro de treinamento de primavera do New York Yankees, na vizinha Tampa. O CEO do Rays, Ken Babby, “nem sequer me deixou visitar o Tropicana Field antes de comprarmos a equipe, porque achava que, se eu o visse, desistiria do negócio”, contou Zalupski recentemente ao Sports Business Journal. Enquanto isso, Sternberg abandonou um projeto de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,54 bilhões) para construir um novo estádio ao lado do Tropicana Field, atribuindo a decisão ao aumento dos custos provocado pelos danos e aos atrasos no financiamento decorrentes da tempestade.
O Rays acabou retornando ao Tropicana Field, já reformado, em abril, mas Zalupski rapidamente avançou nos planos para garantir uma nova casa para a equipe. Em agosto, o Conselho Municipal de Tampa e a Comissão do Condado de Hillsborough aprovaram, juntos, US$ 876 milhões (R$ 4,41 bilhões) em financiamento para um estádio e um complexo de entretenimento de uso misto, avaliados em US$ 2,3 bilhões (R$ 11,58 bilhões), no campus do Hillsborough College. Segundo informações divulgadas, o Rays deverá investir mais de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,54 bilhões), além de assumir eventuais custos adicionais, na construção do estádio.
A inauguração está prevista para 2029, e a arena será o principal elemento de um empreendimento maior, que contará com moradias, opções de entretenimento e estabelecimentos comerciais. Enquanto Zalupski finaliza os detalhes do projeto do novo estádio, em breve ele poderá ter em mãos uma peça de decoração bastante cobiçada: uma bandeira de campeão. com O post Quem São os Proprietários Bilionários Que Se Enfrentam na World Series de 2026?
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