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    InvestNews·24 de out., 15:33

    Quem são os vices de Lula e Flávio Bolsonaro nas eleições 2026

    O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) são os candidatos a vice nas chapas que disputam o segundo turno da eleição presidencial neste domingo, 25 de outubro. Alckmin repete a dobradinha de 2022 com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Gaspar acompanha o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .

    As duas escolhas seguem lógicas distintas. Lula manteve um aliado mais recente com trânsito no empresariado e no centro político, que por duas décadas foi seu adversário. Flávio não conseguiu o apoio formal de PP, União Brasil e Republicanos.

    Por isso montou uma chapa só com nomes do PL e apostou em um ex-promotor do Nordeste, conhecido pela pauta da segurança pública e pela relatoria da CPMI do INSS. Quem é Geraldo Alckmin, vice de Lula Médico anestesista nascido em Pindamonhangaba (SP), Alckmin começou na política pelo MDB, partido de oposição ao regime militar. Foi eleito vereador da cidade natal em 1972, aos 20 anos, e assumiu a prefeitura em 1977.

    Depois cumpriu mandatos de deputado estadual (1983-1987) e de deputado federal (1987-1995), período em que integrou a Assembleia Nacional Constituinte. Em 1988, esteve entre os fundadores do PSDB, ao lado de Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso. Ficou 33 anos no partido.

    Eleito vice-governador na chapa de Covas em 1994, assumiu o governo de São Paulo em março de 2001, com a morte do titular, e se reelegeu em 2002. Voltou ao Palácio dos Bandeirantes em 2011 e ficou até 2018. Ao todo, somou quatro mandatos e se tornou o governador que mais tempo comandou o estado desde a redemocratização.

    Leia também Economia Quais as propostas de Lula para a economia? Cinco pontos para um novo mandato Economia Quais os planos de Flávio Bolsonaro para a economia? Veja em cinco pontos Disputou a Presidência duas vezes.

    Em 2006, levou Lula ao segundo turno e terminou com menos votos do que havia recebido no primeiro. Em 2018, ficou em quarto lugar, com 4,76% dos votos válidos. De “cena do crime” a companheiro de chapa Por mais de duas décadas, Alckmin e Lula personificaram a polarização entre PSDB e PT.

    O ataque mais lembrado veio em dezembro de 2017, no discurso em que o tucano assumiu a presidência nacional do partido. Alckmin acusou o petista de ter “quebrado o Brasil” e disse que, ao tentar voltar ao poder, Lula queria “voltar à cena do crime”. A reaproximação veio quatro anos depois.

    Alckmin deixou o PSDB em dezembro de 2021, filiou-se ao PSB em março de 2022 e virou vice da coligação de frente ampla. Lula respondeu às cobranças dizendo que ter o ex-adversário como vice mostrava que as críticas tinham ficado no passado. No governo, Alckmin acumulou a vice-presidência com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) de janeiro de 2023 a abril de 2026.

    Deixou a pasta para cumprir o prazo de desincompatibilização, exigido de ministros que disputam eleições. O vice-presidente não precisa se afastar do cargo. No ministério, conduziu a interlocução com a indústria e participou das negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, ratificado pelo Congresso em março de 2026.

    Na campanha, segue como ponte com o empresariado, o agronegócio e o eleitor de centro. Quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro Alfredo Gaspar de Mendonça Neto nasceu em Maceió e é formado em Direito. Entrou no Ministério Público de Alagoas (MP-AL) em 1996 e ficou 24 anos na instituição.

    No MP, presidiu o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e, entre 2018 e 2019, a versão nacional do grupo (GNCOC), que reúne os Ministérios Públicos estaduais. Chefiou o MP-AL como procurador-geral de Justiça por dois mandatos seguidos, de 2017 a 2020. De aliado dos Calheiros a vice do PL Gaspar entrou na política pelas mãos de Renan Calheiros e Renan Filho (MDB), aliados de Lula em Alagoas.

    Foi secretário de Segurança Pública de Renan Filho entre 2015 e 2016, e a queda dos homicídios no estado virou sua principal vitrine. Em 2020, deixou o Ministério Público e disputou a prefeitura de Maceió pelo MDB, com apoio da família. Liderou o primeiro turno, com 28,8% dos votos, e perdeu o segundo para João Henrique Caldas, o JHC, que obteve 58,6%.

    Voltou à Secretaria de Segurança em janeiro de 2021 e saiu em março de 2022 para disputar a Câmara. Na mesma época rompeu com os Calheiros, que se reaproximavam de Lula. Trocou o MDB pelo União Brasil e se alinhou ao eleitorado bolsonarista.

    Elegeu-se deputado federal com pouco mais de 102 mil votos, o segundo mais votado de Alagoas, atrás de Arthur Lira (PP). Em março de 2026, migrou para o PL a convite de Flávio e assumiu o comando do partido no estado. JHC , que derrotou Gaspar em Maceió em 2020, virou aliado.

    Nas eleições deste ano, o PL apoiou sua candidatura ao governo de Alagoas, e ele venceu Renan Filho no primeiro turno. Renan Calheiros perdeu a vaga no Senado. Até 4 de agosto, Gaspar era pré-candidato ao Senado por Alagoas.

    No dia seguinte, foi anunciado como vice de Flávio. O filho de Bolsonaro procurava uma mulher para a vaga, de olho na rejeição entre as eleitoras. Foram cogitadas a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, então no Republicanos, mas os partidos das duas optaram pela neutralidade.

    Gaspar foi escolhido no último dia do prazo para as convenções partidárias. Daniella ficou na campanha como coordenadora econômica e, no fim de agosto, filiou-se ao PL. A relatoria da CPMI do INSS A projeção nacional veio com a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou descontos irregulares em aposentadorias e pensões, instalada em agosto de 2025.

    300 páginas, propunha o indiciamento de 216 pessoas. Entre elas estava Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A comissão rejeitou o texto por 19 votos a 12.

    A base governista acusou o relator de uso político. A CPMI encerrou os trabalhos em março de 2026 sem relatório oficial aprovado, e cópias do parecer seguiram para o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação que acompanha a candidatura Na reta final da CPMI, em 27 de março de 2026, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou Gaspar de violência sexual, e o relator revidou com acusações de corrupção.

    No mesmo dia, Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (hoje no PSB-MS) levaram à Polícia Federal um pedido de investigação contra o candidato a vice-presidente. Gaspar negou as acusações e apresentou queixas-crime contra os dois parlamentares por calúnia, denunciação caluniosa e injúria. Em 6 de outubro , o ministro Gilmar Mendes, do STF, arquivou o pedido de investigação, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não encontrou indícios suficientes para justificar a apuração.

    Em agosto, a PGR já havia arquivado outra representação contra o deputado, sobre emendas parlamentares enviadas ao município de São José da Laje (AL), por falta de indícios de sua participação. Alckmin e Gaspar: trajetórias comparadas Geraldo Alckmin Alfredo Gaspar Partido PSB PL Cabeça de chapa Lula (PT) Flávio Bolsonaro (PL) Origem Pindamonhangaba (SP) Maceió (AL) Formação Medicina Direito Partidos anteriores MDB e PSDB MDB e União Brasil Cargos fora do Legislativo Prefeito, governador de SP, vice-presidente e ministro do MDIC Procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de AL Mandatos legislativos Vereador, deputado estadual e deputado federal Deputado federal (desde 2023) Eleições presidenciais Candidato a presidente em 2006 e 2018; vice em 2022 e 2026 Vice em 2026 ]]>

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