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    Raízen avança na reestruturação e terá duas empresas com novos comandos
    CNN Brasil·30 de out., 22:50

    Raízen avança na reestruturação e terá duas empresas com novos comandos

    A Raízen aprovou, nesta sexta-feira (30), uma série de medidas societárias para avançar na execução de seu plano de Recuperação Extrajudicial, homologado em 30 de julho de 2026. A. A.

    estão a estruturação de um aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, a redução de capital em até R$ 35 bilhões e a separação das operações de combustíveis e de energia. As decisões também incluem mudanças na estrutura acionária da companhia, com a possibilidade de emissão de ações preferenciais classe B (PNB), a redesignação das atuais ações preferenciais como classe A (PNA) e a criação de Units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A. , que permitirá ao Conselho de Administração deliberar sobre a capitalização prevista no plano.

    O aumento de capital poderá alcançar R$ 39,8 bilhões e será realizado por meio de três emissões simultâneas: ações ordinárias ao preço de R$ 0,25 por papel; ações preferenciais classe B também a R$ 0,25; e Units, formadas por uma ação ordinária e uma PNA, ao preço de R$ 0,50 por unidade. Leia Mais Raízen realiza assembleia para votar redução de capital social até R$ 35 bi Raízen tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP Raízen propõe aumento de capital de ao menos R$ 3,5 bilhões A operação prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell Brazil Holding ou afiliadas e de até R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações ou afiliadas, caso a empresa opte por participar. O restante poderá ser composto pela capitalização de parte dos créditos detidos pelos credores e pelo exercício do direito de preferência dos demais acionistas.

    Segundo o fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o limite de R$ 39,8 bilhões considera, nos termos do plano, o não exercício pela Cosan de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B. Não haverá subscrição de sobras, e os recursos provenientes do exercício do direito de preferência serão integralmente destinados à companhia. A.

    deverá se reunir em 6 de novembro para deliberar sobre a aprovação do aumento de capital. A mesma data será utilizada como referência para definir os acionistas com direito de preferência na operação, considerando a posição acionária ao final do pregão da B3. O período para exercício desse direito está previsto para começar em 9 de novembro e terminar em 8 de dezembro de 2026.

    A partir de 9 de novembro, as ações passarão a ser negociadas sem direito de preferência, ou seja, os investidores que comprarem os papéis a partir dessa data não terão participação na operação por meio desse mecanismo. A. em até R$ 35 bilhões, por meio da entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia.

    A operação é necessária para viabilizar a segregação das atividades prevista no plano de Recuperação Extrajudicial . Com a conclusão do processo, serão constituídas duas companhias abertas, independentes e listadas na bolsa. A.

    ficará concentrada na distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell, enquanto a Raízen Energia reunirá as atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. A conclusão da separação depende do cumprimento das condições suspensivas estabelecidas no plano, além dos prazos e requisitos legais. O fato relevante também informa que a Raízen iniciará os trabalhos preparatórios para um processo competitivo destinado a avaliar um eventual investimento no negócio de distribuição de combustíveis.

    Entre as alternativas consideradas está a realização de uma oferta pública secundária de ações. A condução da iniciativa ficará a cargo da nova administração indicada para essa operação. As assembleias também aprovaram a composição dos novos Conselhos de Administração das futuras empresas.

    Após a homologação do aumento de capital, cada colegiado deverá contar com sete membros titulares e sete suplentes. Samuel Aguirre foi indicado para presidir o Conselho de Administração da companhia de distribuição de combustíveis e lubrificantes, enquanto Julio Cesar de Toledo Piza Neto deverá assumir a presidência do colegiado da empresa de etanol, açúcar e bioenergia. , na distribuição de combustíveis e lubrificantes, e Geovane Dilkin Consul, nos negócios de etanol, açúcar e bioenergia.

    Ambos fazem parte da atual administração da Raízen. As indicações deverão ser confirmadas pelos respectivos Conselhos após a posse dos integrantes. Até o cumprimento das condições precedentes do plano e a homologação do aumento de capital, a atual administração das companhias permanecerá inalterada.

    Os acionistas também aprovaram mudanças no plano de remuneração baseado em ações da Raízen, originalmente aprovado em junho de 2021. Com a alteração, o volume total de ações destinado ao programa ficará limitado a 1% do total de papéis emitidos pela companhia, considerando a estrutura acionária imediatamente posterior à homologação do aumento de capital. , Nelson Gomes, afirmou que a definição dos novos conselhos e a indicação antecipada das lideranças contribuem para dar previsibilidade à transição e manter a execução do plano de transformação operacional e financeira.

    A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos da reestruturação. Expansão agressiva contribuiu para alto endividamento da Raízen   ]]>

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