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    Money Times·30 de out., 21:18

    Raízen (RAIZ4) aprova aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e prepara separação de negócios

    A Raízen (RAIZ4) aprovou, nesta sexta-feira (30), as medidas societárias necessárias para implementar seu plano de recuperação extrajudicial , incluindo um aumento de capital que poderá alcançar R$ 39,8 bilhões. As deliberações foram aprovadas em assembleias gerais extraordinárias da companhia e da Raízen Energia, além de uma assembleia especial de acionistas preferencialistas. A operação prevê aportes de até R$ 3,5 bilhões pela Shell Brazil Holding ou afiliadas e, potencialmente, de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, caso opte por participar.

    O aumento de capital também envolverá a capitalização de parte dos créditos detidos pelos credores e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas. O aumento será realizado por meio de três emissões simultâneas: ações ordinárias e preferenciais classe B, ambas ao preço de R$ 0,25 por papel, e units compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, ao preço de R$ 0,50 por unidade. O valor máximo considera o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B.

    A operação poderá ser homologada parcialmente. O Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro. A mesma data será a referência para definir os acionistas com direito de preferência, que poderão exercer a prerrogativa entre 9 de novembro e 8 de dezembro.

    A partir de 9 de novembro, as ações passarão a ser negociadas sem direito de participação na operação. A. de até R$ 35 bilhões, mediante a entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia.

    A medida faz parte do processo de segregação dos negócios do grupo, que deverá resultar em duas companhias abertas e independentes. A Raízen Energia ficará concentrada nas atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. A.

    manterá as operações de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A segregação ainda depende do cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial. A companhia informou também que iniciará os trabalhos preparatórios para um processo competitivo destinado a avaliar possíveis investimentos no negócio de distribuição de combustíveis, inclusive por meio de uma eventual oferta pública secundária de ações.

    As medidas dão sequência à reestruturação financeira e societária do grupo, cujo plano de recuperação extrajudicial foi homologado em 30 de julho de 2026. ]]>

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