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    Review Crimson Moon: um soulslike diferente e inusitado
    Olhar Digital·18 de set., 18:51

    Review Crimson Moon: um soulslike diferente e inusitado

    Sobre Crimson Moon Crimson Moon é um soulslike que vem com uma proposta diferente para o gênero: multiplayer cooperativo online e elementos mais tradicionais de jogos hack ’n’ slash. Tudo isso colocando o jogador no papel de um nefilim, meio humano e meio anjo, criado para defender os humanos com poderes sobrenaturais, enquanto luta contra demônios rumo a realizar uma grande profecia. Prós Uma proposta diferente e interessante para o gênero.

    Combate simples e satisfatório. Vidas extras, estrutura da jogatina e modo fácil tornam o jogo mais amistoso para quem não é familiarizado com soulslikes. Gráficos e arte enchem os olhos e refletem bem a temática do jogo.

    Preço amigável para um game do gênero. Contras Moveset pouco variado com poucas opções de armas. A mecânica de equipamentos randomizados não funciona muito bem.

    Os sistemas de travar mira e aparar são problemáticos. Repetitivo ao longo do tempo. No que Crimson Moon acerta: proposta, arte e preço Imagem: Reprodução / ProbablyMonsters Crimson Moon tem uma proposta inusitada, mas que vem com uma certa maestria.

    São elementos que expõem muitos acertos ao jogo, mesmo para quem não é fã de um soulslike. A proposta de Crimson Moon Crimson Moon vem como um jogo multiplayer online PVE (Player Versus Environment), ou seja, onde os jogadores enfrentam apenas oponentes controlados pelo computador. É algo similar a jogos como Left 4 Dead e os mais recentes Deep Rock Galactic, Darktide e Helldivers 2 , mas nos moldes de um soulslike, totalmente focado no corpo-a-corpo.

    Para que essa proposta funcione, há um grande lobby no qual o jogador escolhe qual fase irá jogar. Além disso, é possível escolher a dificuldade e convidar outros jogadores para o cooperativo, elementos que facilitam e muito a dificuldade do gênero. É algo que pode desagradar os fãs mais ortodoxos, mas que é muito bem-vindo para quem prefere apreciar o jogo e seus desafios em vez de morrer inúmeras vezes.

    O combate simples e satisfatório O jogo combina as mecânicas tradicionais de soulslike – como barra de stamina, ataques leves e pesados, risco e recompensa – junto a elementos tradicionais do hack ‘n’ slash – golpes especiais poderosos, execuções e até uma forma ultimate. Tudo isso é bem combinado, e ajuda a trazer à tona a proposta de um guerreiro divino e forte, diferente do que é comumente visto em jogos inspirados em Dark Souls. Já as mecânicas familiares desses gêneros facilitam tanto para novos jogadores quanto para aqueles mais experientes.

    A arte deslumbrante de Crimson Moon A sua temática angelical e de forças divinas é bem refletida em sua arte e gráficos. É tudo muito detalhado e suntuoso, um reflexo da grandeza celestial que vem com uma certa lembrança da série Darksiders. Apesar de não serem necessariamente os melhores gráficos da atualidade, ainda são atrativos e encantadores o suficiente para se admirar, enquanto seu design e estética são de encher os olhos.

    No que Crimson Moon erra: repetitividade, armas e determinadas mecânicas Imagem: Reprodução / ProbablyMonsters Apesar de ter muitos acertos, Crimson Moon também possui os seus erros. São aspectos que afetam negativamente a experiência do jogador, principalmente ao longo das horas, em uma jogatina continuada. Os problemas das armas e equipamentos Para um soulslike o jogo contém pouquíssimas opções de armas.

    Basicamente, são armas de uma mão – espadas, machados e martelos – enquanto as armas de duas mãos são englobadas como armas de haste (mais precisamente machados largos, foucinhos e alabardas). Não obstante, o moveset das armas são iguais para todas as armas de uma mão, e o mesmo vale para todas as armas de haste. A grande diferença está na habilidade especial, que varia entre armas do mesmo tipo e até para escudos, mas não é nem perto da mesma variedade de movimentos que se costuma ver no gênero.

    Crimson Moon também apresenta um loot bem variado, através da mecânica de status randomizados (como em jogos como Diablo ). Entretanto, é demasiadamente comum encontrar equipamentos novos piores do que o já equipado, tornando essa mecânica um tanto vazia, sem um propósito. Repetitividade no longo prazo Apesar de conter diversas fases, as coisas acabam se tornando repetitivas ao longo do tempo.

    Fases muito parecidas, objetivos que geralmente giram em torno de matar todos inimigos e coletar relíquias, e pouca variedade de inimigos tendem a se desgastar a cada nova run. Claro que o multiplayer diminui essa sensação, mas não é algo que vai funcionar para todos. O mesmo pode ser dito do seu combate.

    A quantidade de ataques é bem limitada para um jogo estilo souls: sem golpes de esquiva, quebra de guarda e a falta de combos pesados incomoda. Há também a ausência de feitiços e coisas similares, o que engessa a jogabilidade ao combate corpo-a-corpo apenas. É divertido, mas a falta de opções também pode cansar muitos jogadores no longo prazo.

    Mecânicas problemáticas que prejudicam a experiência Algumas das mecânicas do jogo apresentam certos problemas. O sistema de travamento de mira da câmera é extremamente instável, com mudanças para ângulos de visão ruins e a troca para outros inimigos automaticamente, o que piora especialmente em espaços apertados ou durante batalhas contra chefes. Problemas similares também acontecem com mecânicas automatizadas, como o riposte e o backstab, que frequentemente não funcionam e o personagem simplesmente ataca normalmente.

    Outra dificuldade que Crimson Moon apresenta está na aparada. A sua janela de ação é muito pequena, mesmo para um soulslike, o que torna a mecânica muito punitiva e pouco compensatória, principalmente por ter botões separados para aparar e bloquear. Ou seja, se o jogador não tem pleno domínio da mecânica, é melhor não usá-la em praticamente todas as ocasiões.

    Veredito e demais informações Imagem: Reprodução / ProbablyMonsters Crimson Moon é um soulslike multiplayer que possui uma proposta única para o gênero, e executa isso de forma satisfatória, mesmo com a ausência de muitos elementos que poderiam dar mais variedade ao jogo. Apesar desses problemas, é uma opção que agradará fãs desse gênero, enquanto pode ser divertida o suficiente para quem gosta de um hack ‘n’ slash ou de jogos multiplayer cooperativos totalmente PVE. Ficha Técnica Preço: R$ 72,95.

    Desenvolvedora: ProbablyMonsters. Distribuidora: ProbablyMonsters. Lançamento: 01 de setembro de 2026.

    Gênero: RPG de Ação (soulslike). Disponibilidade: Steam, PlayStation Store, Microsoft Store. PT-BR: Interface e legendas.

    Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S. Multiplayer: Sim, cooperativo online. Classificação Indicativa: 18 anos (violência extrema).

    Requisitos Mínimos Requer um processador e sistema operacional de 64 bits. Sistema Operacional: Windows 11. Processador: Intel Core i5-8400 / AMD Ryzen 5 2600.

    Memória: 16 GB de RAM. Placa de vídeo: Nvidia GeForce GTX 1070 / AMD Radeon RX 5700 / Intel Arc A580. DirectX: Versão 12.

    Armazenamento: 50 GB de espaço disponível. Placa de som: com Surround. Compatibilidade com VR: Não.

    Requisitos Recomendados Sistema Operacional: Windows 11. Processador: Intel Core i7-10700K / AMD Ryzen 5 5600X. Memória: 32 GB de RAM.

    Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 3070 / AMD Radeon RX 6700 XT / Intel Arc A770. DirectX: Versão 12. Armazenamento: 50 GB de espaço disponível.

    Placa de som: com Surround. O post Review Crimson Moon: um soulslike diferente e inusitado apareceu primeiro em Olhar Digital . ]]>

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