Riccio: ajuste fiscal é necessário para melhorar cenário de investimentos
O Brasil precisa de um ajuste fiscal capaz de proporcionar crescimento sustentável no longo prazo e ajudar a eliminar os entraves que limitam os investimentos no país. A avaliação é de Alexandre Riccio, CEO do Inter , em entrevista concedida durante o Inter Invest Summit , realizado em Belo Horizonte. “A gente precisa de um ajuste fiscal.
A gente precisa mesmo de focar na eliminação desses gargalos para que o Brasil tenha um crescimento no longo prazo que permita uma expansão sem inflação e, como consequência, uma taxa de juros estrutural mais baixa”, afirma o executivo. Leia Mais Desaceleração da economia deve seguir em 2027, diz economista MP das bets: especialista vê "violência jurídica" contra o setor Trump e Xi têm visões opostas sobre avanço da IA, diz especialista Na avaliação de Riccio, uma nova trajetória para a economia brasileira, que rompa com o histórico de juros altos, seria capaz de estimular um movimento positivo de diversificação dos investimentos dos brasileiros. “Eu saio de um caminho onde investimento em renda fixa resolve tudo para um caminho onde a pessoa vai ter que fazer uma diversificação quase que obrigatória em renda variável, em fundos multimercados, onde ela vai conseguir estar mais diversificada e obter mais retorno no longo prazo”, destaca.
Educação financeira e longo prazo Nesse cenário de investimentos, que ainda considera distante, o CEO do Inter aponta que a educação financeira deve se tornar cada vez mais importante para o cidadão comum. “Nesse cenário, que hoje a gente enxerga ainda como um cenário mais remoto, vai ser mais e mais importante o aprofundamento da educação financeira e do entendimento da diversificação”, diz Riccio. Ele caracteriza a educação financeira como uma ferramenta transformadora, que se traduz em mais segurança nos investimentos e na vida financeira.
Cenário eleitoral Em relação ao impacto da corrida eleitoral sobre o cenário econômico, Riccio afirma que o futuro vai depender da leitura mensal dos dados, do comportamento da inflação e dos planos do governo que assumir em janeiro para a economia e para a área fiscal. “O fator determinante vai ser quais são os planos, o que a gente vai efetivamente fazer ao longo do tempo para poder encontrar um caminho de crescimento bastante sustentável e contínuo”, destaca. Ele conclui que essas medidas serão fundamentais para que o dinheiro retorne ao Brasil, para que os desafios no cenário de investimentos sejam superados e para que o país possa “pensar num crescimento de 5, 10, 20 anos”.
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