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    Risco de calote das famílias brasileiras atinge maior nível desde 2012
    Revista Oeste·27 de out., 20:22

    Risco de calote das famílias brasileiras atinge maior nível desde 2012

    O risco de as famílias brasileiras não conseguirem quitar as dívidas atingiu o maior nível desde 2012. Além disso, a parcela da renda destinada ao pagamento dessas obrigações chegou ao maior patamar em 21 anos. Os dados constam no Relatório de Estabilidade Financeira, do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira, 27.

    Para avaliar esse risco, o Banco Central utiliza o indicador de ativos problemáticos (AP), que considera tanto as dívidas com atraso superior a 90 dias quanto aquelas que apresentam sinais de que não serão pagas integralmente. Em junho de 2026, essas operações representavam 9,2% do total de crédito concedido a pessoas físicas, depois de o índice ter alcançado 9,3% no período anterior. Leia também: "Reação do mercado à vitória de Lula é a pior em 6 eleições" O aumento dos atrasos no pagamento das dívidas foi o principal responsável pela piora do indicador.

    Segundo o Banco Central, a situação é ainda mais preocupante entre as famílias de menor renda, que enfrentam mais dificuldades para manter os pagamentos em dia. Cartão de crédito e consignado registram piora O avanço dos APs atingiu diferentes modalidades de empréstimo no primeiro semestre. O cartão de crédito encerrou junho com 12,7% da carteira nessa condição, depois de alcançar 13,2%.

    No crédito consignado, o indicador chegou a 5%, enquanto o financiamento de veículos registrou 8,5%. No crédito pessoal sem desconto em folha e sem garantias, a proporção chegou a quase 15%. Embora essa modalidade apresente a maior taxa entre as linhas mencionadas, o índice permaneceu abaixo do pico de 16,5% registrado em 2016.

    Gráfico que ilustra o crescimento dos APs | Foto: Reprodução/ Banco Central O BC também identificou 20,3 milhões de pessoas classificadas como endividadas de risco em junho. O número representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional e supera em 75% o registrado no mesmo mês de 2021. A classificação considera diferentes sinais de vulnerabilidade financeira, como o comprometimento elevado da renda com dívidas, a inadimplência e a contratação de empréstimos em várias modalidades.

    Mudança contábil não explica toda a alta O BC também avaliou o efeito das regras contábeis que entraram em vigor em janeiro de 2025. A regulamentação alterou os critérios usados pelas instituições financeiras para reconhecer perdas com operações de crédito, o que pode manter empréstimos problemáticos nos balanços por mais tempo. v=UfP3ju6USTs&pp=ygUecmV2aXN0YSBvZXN0ZSBmYW1pbGlhcyBkaXZpZGFz Segundo estimativa da autoridade monetária, a taxa de inadimplência do sistema financeiro seria 0,78 ponto porcentual menor em junho se os critérios anteriores continuassem em vigor.

    A diferença corresponde a cerca de 45% da elevação de 1,76 ponto porcentual observada desde dezembro de 2024. O documento prevê que a pressão sobre a capacidade de pagamento deve continuar na maioria das modalidades de crédito durante o segundo semestre de 2026. + Entenda notícias de Economia em Oeste O post Risco de calote das famílias brasileiras atinge maior nível desde 2012 apareceu primeiro em Revista Oeste .

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