Rocca ganha escala e se prepara para avançar no mercado internacional
O que começou com um investimento de R$ 20 mil em um pequeno tacho de inox e produção de cerca de 40 potes de doce de leite por dia, transformou-se, pouco mais de uma década depois, em uma operação que bem sucedida que processa aproximadamente 6 mil litros de leite diariamente. A trajetória da Rocca, empresa mineira especializada em doce de leite, agora entra em uma nova fase. Depois de ampliar a capacidade industrial e conquistar espaço no mercado nacional, a companhia se prepara para crescer na distribuição e dar os primeiros passos rumo à exportação.
Criada por Rosi Barbosa e Raphael Figueiredo, a fábrica nasceu de maneira simples, aproveitando uma pequena estrutura de geleias da família. Com o investimento inicial, os sócios instalaram um tacho mecanizado para produzir o doce de leite. Leia Mais Paraíba cria mercado de R$ 6 milhões para o leite de cabra em pó BRE estima R$ 5 bilhões para produção e refino de terras raras na Bahia Bananas Fava projeta crescimento de 22% com lavouras renovadas No início a produção se situava em 40 potes por dia.
Hoje, a empresa processa aproximadamente 6 mil litros de leite diariamente e comercializa seus produtos em diferentes regiões do país. Investimentos aceleram expansão A expansão ganhou ritmo a partir de 2020, quando a Rocca passou a investir entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões por ano em ampliações e modernizações. A maior intervenção na estrutura industrial ocorreu em 2024, quando a unidade de produção foi ampliada.
Essa mudança alterou também o principal desafio enfrentado por Rosi e Raphael. “Até então a gente precisava lidar com uma capacidade produtiva insuficiente para atender à demanda. Com a nova estrutura, o gargalo passou a ser outro: ampliar a distribuição , conquistar novos pontos de venda e fortalecer a marca”, conta Raphael.
Atualmente, a empresa utiliza cerca de 30% da capacidade total da fábrica ampliada. Do mercado regional ao nacional O crescimento da Rocca ocorreu de forma gradual. Nos primeiros anos, os produtos eram vendidos diretamente aos consumidores em Pouso Alegre, onde está instalada a fazenda e a unidade de produção.
“A gente começou vendendo porta a porta, primeiro para os nossos amigos, validando o produto, depois em lojas dentro da cidade, fomos fazendo muito network. A gente conheceu pessoas no Sebrae, participamos de um programa que chama Origem Minas, de fomento aos pequenos produtores. Participamos da Feira Internacional do Café e festivais de gastronomia importantes do país como o Festival de Gastronomia de Tiradentes e fomos fazendo nossa clientela”, lembra Rosi.
No fim de 2019, com a conquista do SISBI ( Sistema Brasileiro de Inspeção), a Rocca conseguiu ampliar a comercialização para outros estados. O primeiro grande cliente fora de Minas Gerais foi a rede carioca de supermercados Zona Sul. Rosi avalia que o crescimento lento gradual para que a empresa crescesse de forma estruturada.
“O período serviu para validar o produto, entender o consumidor e construir a operação antes de partir para uma expansão nacional”, diz. Marca e produto como estratégia Desde o início, os sócios optaram por uma estratégia de diferenciação, em vez de disputar diretamente por preço com os grandes fabricantes do setor. A empresa resgatou uma receita mais simples, baseada em leite e açúcar, e transformou a identidade do produto em parte central da estratégia da marca.
A comunicação também se tornou uma ferramenta importante para aproximar a empresa do consumidor. Pelas redes sociais, a Rocca passou a explorar a história da família, a produção de leite e a origem do produto, buscando aproximar o consumidor da realidade da fazenda. Fazenda centenária Parte da matéria-prima utilizada pela empresa vem da fazenda da família.
“Iniciamos a produção na fazenda onde meu pai é produtor de leite há mais de 70 anos. Eu faço parte da quarta geração de produtores de leite da minha família”, conta Rosi. 400 litros de leite por dia, enquanto a indústria consome aproximadamente 6 mil litros diariamente, de segunda a sexta-feira.
Para complementar o volume, a Rocca passou a comprar leite de produtores e cooperativas locais . Na chegada à fábrica, os lotes passam por análises para verificar se atendem aos padrões estabelecidos pela empresa, inclusive em relação ao teor de sólidos. Planos de exportação Com a capacidade industrial ampliada, Rosi e Raphael agora concentram esforços na área comercial e planejam levar a marca para o mercado internacional.
Desde o ano passado, a empresa vem reestruturando a área comercial, com investimentos em ferramentas de gestão de clientes e atendimento. Paralelamente, iniciou os preparativos para obter a certificação necessária à exportação. O projeto de ampliação da fábrica para a obtenção do SIF já foi aprovado, segundo os sócios.
As intervenções necessárias devem começar com o objetivo de conquistar a certificação no próximo ano. “A gente já está caminhando de forma bem segura e em breve vamos iniciar as exportações”, afirma Rosi. A empresa fabrica uma linha tradicional de doce de leite com café, com coco, com avelã, com pistache.
“R ecentemente desenvolvemos o sabor cacau” conta Raphael. São diferentes tamanhos de embalagens, de 50 gramas, de 400 gramas, e a linha food service , de 4,6 quilos, que chega atualmente em todos os estados brasileiros. Leite sobe 14% em maio nos supermercados | CNN AGRO MONEY ]]>
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