Rodrigo Bacellar será transferido novamente para presídio estadual no Rio
Rodrigo Bacellar , ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), será transferido da Penitenciária Federal de Mossoró , no Rio Grande do Norte, para um presídio estadual no Rio de Janeiro . A informação foi confirmada pela Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) neste sábado (31). O político foi preso durante a terceira fase da Operação Unha e Carne , em março deste ano, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) .
Na mesma ação, a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão. Bacellar foi transferido para o presídio potiguar em junho deste ano, também por ordem do STF. Antes disso, ele estava em Bangu 8, no Complexo de Gericinó , na zona Oeste carioca.
Leia Mais Moraes nega pedido de Bacellar para julgamento presencial Defesa de Bacellar aciona STF, questiona relatoria de Moraes e pede soltura Zanin rejeita habeas corpus de Bacellar que questionava relatoria de Moraes Ele e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias , são suspeitos de obstrução de investigações relacionadas à facção criminosa Comando Vermelho. Em nota à CNN Brasil , a Seppen diz que está em tratativas com a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) para viabilizar o cumprimento da determinação judicial. Ainda não há confirmação sobre para qual presídio Bacellar será levado.
A reportagem tenta contato com a defesa dele. O espaço segue aberto. Esposa de Bacellar relata maus-tratos A esposa de Rodrigo Bacellar usou as redes sociais para denunciar supostos maus-tratos contra o marido na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Na nota, Manoella Duarte afirmou ter encontrado o marido com “marcas de algema no corpo” e com o dedo do pé inflamado, segundo ela, sem o tratamento adequado. A esposa de Bacellar também relatou que ele estaria tomando banho com um caneco e usando sabonete sobre o corpo para tentar afastar os mosquitos. Manoella também afirmou que Bacellar não estaria tomando “banho de sol” porque os horários seriam divididos entre detentos ligados a facções criminosas e milícias.
“Peço o mínimo: água, ventilador e atendimento médico adequado à situação dele. Exatamente o que a legislação brasileira assegura a qualquer pessoa presa neste país”, afirmou. Ao final, a mulher do ex-presidente da Alerj fez um apelo pela garantia de condições dignas ao marido: “Peço apenas uma coisa: que ele seja tratado como ser humano”.
A Senappen informou que todos os custodiados do Sistema Penitenciário Federal recebem as assistências previstas em lei e atendimento conforme os protocolos adotados pelas unidades. *Sob supervisão de Carolina Figueiredo ]]>
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