Rolex de R$ 305 mil, festas, crise familiar e lobby com Nunes Marques; site revela segredos de ex-sócio sobre Flávio Bolsonaro
Notas fiscais de compras de um Rolex por R$ 305 mil, de R$ 90 mil em equipamentos de academia, festas com garotas de programa, uma crise familiar e até uma pressão para o recebimento de uma indenização utilizando o ministro Kassio Nunes Marques , do Supremo Tribunal Federal (STF). A relação consta em documentos, fotos e mensagens guardadas por Alexandre Santini, ex-sócio do senador e candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revelados pelo jornalista Rodrigo Rangel em reportagem do site PlatôBR . O ponto de partida é um assunto antigo.
A fim da sociedade entre Santini e Flávio Bolsonaro na franquia da loja de chocolates Kopenhagen no Rio de Janeiro e a tentativa do empresário de cobrar R$ 1,46 milhão do senador como “indenização” pela não divisão igualitária de lucros. O caso foi parar na Justiça, mas Santini se vingou de outra forma: de posse de fotos e mensagens de encontros com garotas de programa, mostrou o material a sua dentista, Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. A crise matrimonial foi resolvida e Flávio Bolsonaro escalou o amigo e advogado Willer Tomaz, personagem comum no noticiário recente envolvendo o candidato , para assumir a negociação com Santini, mas não, sem antes, enviar uma mensagem ao ex-sócio, revelada pelo PlatôBR.
“Não sei o que vc está ganhando querendo destruir meu casamento e minha família, mas saiba que Deus te usou pra me fazer um pai, um marido e uma pessoa melhor. Me arrependi, de verdade, de muitas escolhas erradas que fiz na vida e não vou errar nunca mais com a minha família. Peço que se afaste definitivamente da Fernanda, não ligue mais, não procure mais, arrume outra dentista”, escreveu o senador, segundo o site, a Santini.
Ainda segundo a reportagem, notas fiscais e mensagens mostram que uma rede de amigos do senador o presenteou com um Rolex Submariner de R$ 305 mil, em 2022, R$ 90 mil em equipamentos para montar a academia da mansão que Flávio Bolsonaro comprou em Brasília (DF), além de bancar reparos na residência, uma televisão de 75 polegadas e até a mensalidade de academia para o senador e a esposa. Nunes Marques Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro , pai de Flávio, para o STF, o ministro Nunes Marques foi, segundo a reportagem, usado por Santini como uma forma para retomar o contato e a negociação para receber a suposta indenização pelo fim da sociedade. No final de 2023, em mensagem ao senador, o ex-sócio disse que sabia que ele falou diretamente com o ministro do STF para para tratar do interesse de um cliente que tinha um processo no gabinete de Nunes Marques.
O caso era acompanhado por um outro advogado da rede de amigos que bancou as benesses a Flávio Bolsonaro e incluía a informação de que um jantar com participação do chefe de gabinete de Nunes Marques chegou a ser marcado. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro, que evitava contatos com Santini, respondeu a mensagem e marcou uma reunião com ele em seu gabinete. O ex-sócio comunicou, posteriormente, o fim da disputa com o senador.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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