Sabesp finaliza incorporação da totalidade das ações da EMAE
Os acionistas da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE) aprovaram, em assembleia geral extraordinária, a incorporação da totalidade das ações da EMAE não detidas pela empresa de saneamento. Como contrapartida, os acionistas da EMAE recebem ações ordinárias da Sabesp, na proporção de 1,3195 ação da Sabesp para cada ação ordinária ou preferencial da EMAE. A operação havia sido aprovada pelos acionistas da Sabesp em assembleia realizada em 30 de julho de 2026 e faltava o sinal verde dos acionistas da EMAE.
Leia também Negócios Após Tanure, Sabesp lança operação para incorporar Emae e tirar empresa da B3 Os acionistas da Empresa Metropolitana que não votaram a favor da incorporação, se abstiveram ou não compareceram à assembleia têm direito de retirada, desde que tenham mantido suas ações de forma ininterrupta desde o encerramento do pregão de 23 de abril de 2026. O prazo para exercício desse direito vai até 19 de outubro de 2026, com valor de reembolso fixado em R$ 18,18 por ação, calaculado a partir do patrimônio líquido apurado em 30 de junho de 2026. Os acionistas da Sabesp não têm direito de retirada.
Leia também Negócios Sabesp compra fatia da Emae ligada ao controlador da Ambipar por R$ 171,6 milhões Eventuais frações de ações resultantes da relação de troca são agrupadas em números inteiros e alienadas no mercado à vista da B3. Em relação ao tratamento fiscal, os impactos tributários decorrentes da operação são de responsabilidade exclusiva de cada acionista. Para investidores não residentes no Brasil, a Sabesp é responsável por reter o Imposto de Renda retido na fonte sobre eventuais ganhos de capital na incorporação, enquanto a EMAE responde pela retenção no caso do exercício do direito de retirada.
As alíquotas variam de 15% a 22,5%, conforme o valor do ganho de capital e o enquadramento do investidor. A Sabesp comprou 23,17% das ações ordinárias da Emae em março. A participação pertencia ao fundo Oceania, ligado ao controlador da Ambipar , Tércio Borlenghi Júnior .
Os papéis representam 9,22% do capital total da companhia . Leia também Negócios A Sabesp tem que entregar a meta de universalização. E percebeu que isso não depende só de investir mais A antiga estatal paulista assumiu o controle da geradora de energia em outubro de 2025 por R$ 1,13 bilhão .
A aquisição ocorreu após após a execução de uma dívida do fundo Phoenix Água e Energia , do empresário Nelson Tanure , cujas ações da Emae haviam sido dadas em garantia a credores que financiaram a aquisição da empresa no processo de privatização realizado em abril de 2024. A Sabesp é responsável pela gestão de água e esgoto em mais de 300 municípios no Estado de São Paulo. Foi privatizada em 2024 e hoje tem a Equatorial Energia como principal acionista.
Um dos principais objetivos estratégicos é entregar a universalização dos serviços de saneamento no estado de São Paulo até 2029 , antecipando em quatro anos a meta do Marco Regulatório. Para isso, a companhia ampliou sua força de trabalho de 25 mil para 44 mil profissionais, elevou os investimentos 16% no primeiro semestre, para R$ 7,5 bilhões, e promove uma profunda mudança cultural sob o comando do CEO Carlos Augusto Piani. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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