Saiba o que esperar do encontro entre Trump e Xi em Washington
2026). O encontro será uma extensão da viagem do chefe da Casa Branca a Pequim em maio deste ano e deve focar em grande parte na costura de temas já discutidos na última reunião. Será também a 8ª vez que realizam uma bilateral.
É provável que seja a última reunião entre eles em 2026, mas existe a possibilidade de mais duas até o final do ano: o encontro de líderes da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) em Shenzhen, China, em novembro –Xi e o presidente russo Vladimir Putin conversaram sobre a possibilidade de uma reunião tripla com Trump no evento– e a reunião do G20 em Miami, EUA, em dezembro. O Poder360 preparou uma lista de temas que devem ser abordados nessa bilateral, que na prática já começou com reuniões preliminares entre integrantes dos 2 governos. Leia abaixo: comércio e tarifas Extensão da atual trégua comercial, que expira no início de novembro, e possível redução de tarifas.
Os países negociam um acordo chamado “30 by 30”, que projeta a retirada de tarifas sobre até US$ 30 bilhões em produtos de cada lado. Também estão em discussão compras chinesas de produtos americanos, incluindo soja e aviões Boeing. Também está em discussão a criação de um mecanismo institucional para administrar questões comerciais.
terras raras e minerais críticos Trump quer garantir o fornecimento de terras raras e outros minerais essenciais para a indústria americana. O tema ganhou urgência depois de empresas chinesas cancelarem ou restringirem embarques aos EUA. inteligência artificial Devem discutir competição tecnológica, segurança de modelos de IA e mecanismos para evitar que sistemas avançados sejam utilizados para atos maliciosos.
Durante a reunião preliminar entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, o lado norte-americano propôs a criação de um mecanismo de notificação para que os 2 governos possam comunicar incidentes de IA com implicações para a segurança nacional. Os EUA também acusam empresas chinesas de utilizar modelos norte-americanos para desenvolver seus próprios sistemas de IA e querem maior transparência e proteção à propriedade intelectual de suas empresas. Pequim, por sua vez, vê algumas dessas medidas como uma tentativa de limitar o desenvolvimento tecnológico chinês.
Taiwan e Japão Taiwan é a questão central para os chineses em relação à diplomacia com os EUA. Assim como no encontro em Pequim, Xi deve voltar a pressionar Trump por um fim às vendas de armas norte-americanas para a ilha. A remilitarização do Japão deve ser outro assunto a ser abordado pela China.
Pequim entende que a retomada da indústria bélica japonesa, idealizada pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, abala o equilíbrio regional na Ásia-Pacífico. Os EUA são aliados históricos do Japão e Xi espera que Trump desacelere o ímpeto japonês. Irã e as sanções à Rússia Trump pode voltar a pedir que Xi use sua influência sobre Teerã para incentivar o retorno do país às negociações com os EUA.
O chefe da Casa Branca também deve pressionar para que a China reduza suas compras de petróleo iraniano. Em relação à Rússia, Trump sancionou na semana passada uma lei que aumenta os poderes dos EUA em sancionar países que comprem petróleo da Rússia. Pequim enxerga que a medida mira justamente na China, que é uma das maiores compradoras de óleo e gás russos, e deve pedir garantias de que Trump não utilizará seus novos poderes contra o país.
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Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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