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    Saiba o que Lula e Flávio Bolsonaro propõe para a economia
    Poder360·24 de out., 09:55

    Saiba o que Lula e Flávio Bolsonaro propõe para a economia

    2026). Com propostas diferentes para a economia, os 2 aparecem empatados tecnicamente nas últimas pesquisas eleitorais. Enquanto Lula defende a atuação do Estado para estimular o crescimento e reduzir desigualdades.

    Flávio propõe enxugar a máquina pública e ampliar o espaço da iniciativa privada. As diferenças envolvem mudanças sobre impostos, contas públicas, mercado de trabalho, programas sociais, infraestrutura e exploração de recursos naturais. O plano de governo do petista aposta no crescimento econômico e na arrecadação para melhorar o resultado fiscal.

    Já o senador do PL, sem dar detalhes, promete cortar despesas e tributos. Veja no carrossel abaixo: O que Lula e Flávio propõem para a economia Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 Infografia/Poder360 IMPOSTOS E ARRECADAÇÃO Lula defende a continuidade da reforma tributária sobre o consumo, a tributação dos mais ricos e o combate a benefícios fiscais considerados ineficientes. O programa planeja consolidar o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, formado pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), com isenção para a cesta básica e c ashback para a população de baixa renda .

    O presidente ressalta em seu plano de governo a continuidade e ampliação do que chama de “justiça tributária” . Ou seja, o objetivo é aumentar a taxação de super-ricos para diminuir a carga tributária sobre os mais pobres. 000 mensais.

    Além disso, o governo passou a tributar ou aumentou a carga para bets e fintechs. Flávio critica o desenho da reforma tributária aprovada pelo Congresso e considera elevada a alíquota estimada do IVA, próxima de 30%. O senador propõe revisar o modelo.

    Ele quer ainda reduzir impostos sobre alimentos, combustíveis e energia elétrica, desonerar investimentos e exportações e simplificar as regras tributárias. Porém o plano de governo e a campanha do candidato não menciona até o momento qual será a compensação para os cortes de impostos prometidos. Na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos , a promessa de reduzir tributos precisa considerar a situação fiscal do país.

    “Falar em corte de tributos neste momento é uma fantasia” , afirmou o especialista. Em entrevista ao PoderDataCast , o economista Pedro Menezes declarou que propor neste momento corte de impostos “ é enganar o povo”. Assista ao vídeo que detalha algumas das propostas dos candidatos (3min38s): CONTAS PÚBLICAS Lula pretende seguir com o arcabouço fiscal e fazer novos ajustes pelo lado da arrecadação —estratégia que não foi suficiente para manter o equilíbrio das contas públicas durante seu 3º mandato.

    Nos últimos anos, o governo ampliou o espaço para despesas fora de seus limites. Para Bruno Perri, o modelo é insuficiente e não impõe consequências efetivas quando descumprido. “O arcabouço implementado, além de insuficiente, não traz consequências quando desrespeitado.

    É como se não existisse” , afirmou. A dívida bruta do Brasil atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto em agosto. Foi o maior patamar em termos percentuais do PIB desde março de 2021 (85,1%), quando era pandemia, segundo dados do Banco Central divulgados em setembro.

    A ideia é a seguinte: fomentar o crescimento e aumentar a carga tributária dos mais ricos para ampliar a arrecadação e equilibrar as contas públicas sem precisar cortar programas sociais. O ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman classifica a proposta fiscal de Lula como um “Orçamento frouxo” , por considerar que há pouca preocupação com o controle das despesas. Já Flávio promete fazer os gastos “caberem no Orçamento” , produzir superávits primários e estabilizar a relação entre a dívida pública e o PIB antes de reduzi-la.

    O senador propõe limitar despesas discricionárias dos Três Poderes e fazer um “tesouraço” na máquina pública, com a extinção de ao menos 10 ministérios, redução de cargos comissionados, combate a penduricalhos e supersalários e retomada das privatizações. O plano, porém, não informa quanto os cortes economizariam. Perri aponta 2 problemas: receitas de privatizações não são recorrentes e faltam detalhes sobre a profundidade dos cortes.

    Segundo o economista, Flávio faz um cálculo político ao evitar discutir o fim de benefícios tributários, uma reforma da Previdência e a desindexação de benefícios. Na mesma linha, Schwartsman afirmou que um corte expressivo exigiria mexer em outras despesas obrigatórias, consideradas o principal problema do Orçamento. O economista classificou a proposta de Flávio como “um grande vazio” .

    A equipe de Flávio fala em corte de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões, mas não especificou o que seria limado do Orçamento para cumprir essa meta. Ao mesmo tempo, o programa do senador também quer ampliar despesas, como dobrar os investimentos federais em segurança pública e criar 500 mil vagas no sistema prisional em 4 anos. As promessas de ampliação de gastos levantam dúvidas sobre a viabilidade fiscal do ajuste.

    O especialista em investimentos e sócio da AW Capital, Augusto Parente, tem uma avaliação mais otimista. “Acredito que criar uma nova regra, dependendo de como funcione, pode entregar esse ajuste que o mercado espera. Se realmente ele entregar tudo que está prometendo” , declarou.

    Parente, porém, faz uma ressalva: “é preciso entender com mais detalhes qual seria a forma de realizar esse processo. Não acho que seja irreal realmente cortar gastos do governo. São temas que não agradam muito ao Executivo.

    Então, é importante entender de que maneira isso seria realizado” , afirmou. Os 2 programas não apresentam estimativas completas dos custos das propostas nem projeções para a trajetória da dívida pública. ESTADO X INICIATIVA PRIVADA Lula defende o Estado como indutor do desenvolvimento.

    O programa estima ampliar investimentos por meio do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), fortalecer a indústria nacional, direcionar crédito para inovação e transição energética e manter as estatais como instrumentos de investimento. O presidente também pretende expandir projetos de infraestrutura, dar continuidade ao Minha Casa, Minha Vida e ampliar linhas de crédito para pequenos negócios. Flávio propõe um Estado menor, com maior participação privada em concessões, parcerias público-privadas e projetos de infraestrutura.

    O plano estima R$ 900 bilhões em projetos e retomar o Programa Nacional de Desestatização . O senador também quer reduzir entraves regulatórios, atrair investimentos estrangeiros para o processamento de minerais críticos e transformar o Brasil em um polo internacional de data centers. Para isso, Flávio promete que uma das suas primeiras ações será uma “revogaço ”.

    000 decretos feitos pelo atual governo. TRABALHO E RENDA Lula e Flávio Bolsonaro têm propostas diferentes para o mercado de trabalho. O presidente defende ampliar direitos e valorizar os salários, enquanto o senador quer reduzir custos de contratação e flexibilizar as relações trabalhistas.

    Lula propõe: Valorizar o salário mínimo acima da inflação e ampliar o emprego formal; Combater a precarização do trabalho e investir em qualificação profissional; Acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial; Ampliar a proteção social e previdenciária dos trabalhadores de aplicativos. Flávio propõe: Reduzir encargos sobre a folha de pagamento; Flexibilizar jornadas e ampliar as negociações entre empregadores e empregados; Criar modalidades de contratação com custos menores para jovens de 18 a 24 anos e pessoas com mais de 50 anos desempregadas há mais de 12 meses. Na área social, Lula pretende manter e ampliar programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo.

    Também propõe modernizar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e diversificar as fontes de financiamento da Previdência. Flávio, por sua vez, quer reavaliar programas e beneficiários para reduzir a dependência do Estado e aproximar a assistência social do mercado formal de trabalho . Mas o candidato nega que acabará com os benefícios sociais, inclusive o Bolsa Família.

    Na Previdência, o senador defende: Digitalizar o INSS; Combater fraudes; Controlar o crédito consignado para evitar cobranças indevidas. AGRONEGÓCIO E INFRAESTRUTURA Lula pretende fortalecer o Plano Safra e a agricultura familiar, ampliar o crédito rural, estimular a produção nacional de fertilizantes e aumentar os estoques públicos de alimentos. Na energia, defende investimentos em biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão e eólicas offshore, além da atuação da Petrobras em refino, gás e fertilizantes.

    Flávio prioriza a produção agropecuária, o direito de propriedade, o seguro rural e a ampliação da capacidade de armazenamento. Na energia, propõe ampliar a oferta de fontes, incluindo gás natural extraído por fracking, e reduzir encargos da conta de luz. COMÉRCIO EXTERIOR E PEQUENOS NEGÓCIOS Lula defende fortalecer a indústria nacional, ampliar as exportações e a presença brasileira nos mercados globais.

    Para pequenos negócios, propõe ampliar o acesso ao crédito , às garantias públicas e aos programas de produtividade e digitalização. Flávio quer ampliar a abertura comercial, buscar acordos e retomar a adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Também propõe reduzir gradualmente o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de câmbio.

    Para pequenos empreendedores, prevê facilitar a abertura de empresas, ampliar o crédito e transformar a Caixa Econômica Federal em um “Banco da Prosperidade”. O programa inclui o Minha Primeira Empresa e o Ganha, Ganha, que teria juros menores para quem cumprir critérios como capacitação e pagamentos em dia. Assista ao trecho do PoderDataCast sobre as propostas econômicas e fiscais dos candidatos à Presidência no 1º turno (6min15s): ]]>

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