São Paulo Tem um dos Menores Riscos de Bolha Imobiliária do Mundo, Mostra UBS
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. São Paulo aparece como a cidade com o menor risco de bolha imobiliária dentre a cesta de 23 metrópoles analisadas pelo banco Suíço UBS. Bolhas imobiliárias se referem a preços distorcidos e em elevação que persistem.
A existência de uma bolha só pode ser confirmada depois que ela estoura. O UBS pontua que os dados históricos revelam padrões recorrentes de excessos nos mercados imobiliários, como descolamento dos preços em relação aos rendimentos e aos aluguéis. A capital paulista apresenta -0,24 no UBS Global Real Estate Bubble Index .
Junto com São Francisco, nos Estados Unidos, forma a dupla das únicas com pontuação negativa no índice de bolhas imobiliárias (a metrópole americana marca -0,02). Entre as 23 grandes cidades analisadas, somente cinco são rotuladas como “baixo risco de bolha imobiliária ” — Paris, Londres, Nova York, São Francisco e São Paulo (na ordem, de maior risco para menor). Na ponta contrária, Zurique, na Suíça , e Tóquio, no Japão, figuram como as duas únicas cidades com pontuação acima de 1,5 no índice — e portanto as duas únicas cuja classificação é de alto risco de bolha.
“De modo geral, os níveis de risco permaneceram relativamente estáveis em relação a 2025. Os preços dos imóveis, aluguéis e rendimentos globais, ajustados pela inflação, permaneceram praticamente inalterados no último ano. Impulsionados pelas preocupações com a inflação, os custos médios de financiamento aumentaram ligeiramente nos últimos quatro trimestres, reduzindo a capacidade de compra e os incentivos à aquisição de imóveis.
A escassez de moradias em muitos mercados urbanos, no entanto, continua sustentando os preços”, diz o relatório, assinado por Matthias Holzhey, Maciej Skoczek e Claudio Saputelli. UBS Acerca das mudanças no risco entre as regiões globais, o UBS avalia que, na comparação com o ano anterior, os mercados imobiliários dos EUA e do Canadá registraram níveis de risco mais baixos. Na Ásia, as tendências são mistas, com Seul e Hong Kong registrando os maiores aumentos nos níveis de risco, ao passo que Cingapura permaneceu relativamente estável.
Os desequilíbrios em Tóquio e Sydney diminuíram. Já os mercados imobiliários da zona do euro apresentaram comportamentos distintos. No último ano, os desequilíbrios aumentaram em Lisboa, Madri e Milão, enquanto Paris também registrou uma alta moderada em seu nível de risco.
Em contrapartida, o risco de bolha recuou em Frankfurt, Munique e Amsterdã. Na Suíça, os custos de financiamento persistentemente baixos contribuíram para o aumento dos desequilíbrios tanto em Zurique quanto em Genebra. “O nível médio de euforia dos mercados está agora bem abaixo dos patamares observados antes do início da alta dos juros, em 2021.
As cidades com risco elevado ou alto de bolha, no entanto, se distanciaram ainda mais dos fundamentos nos últimos cinco anos”, pontua o UBS. “Os preços dos imóveis, ajustados pela inflação, subiram quase 30%, em média, enquanto os aluguéis aumentaram 15% e os rendimentos avançaram apenas cerca de 8%. Em contrapartida, os preços dos imóveis em cidades com risco moderado ou baixo recuaram quase 10%.
Historicamente, a deterioração da capacidade de compra e o aumento da distância entre os preços dos imóveis e os aluguéis têm sido indicadores antecedentes de correções nos mercados imobiliários e de crises financeiras”, completa. São Paulo tem um dos menores múltiplos na relação entre preço e aluguel O UBS ainda calcula que a cidade de São Paulo possui o menor múltiplo no índice que mensura quantos anos de renda de aluguel são necessários para comprar um apartamento. “Zurique agora tem o maior índice de preço sobre aluguel, de 46 anos, seguida por Genebra, com 40 anos.
Munique, Frankfurt e Hong Kong também registram índices acima de 30, apesar dos elevados custos de financiamento”, diz a casa. UBS O número de anos que um apartamento do mesmo tamanho precisa ser alugado para pagar o valor do imóvel “Índices elevados de preço sobre aluguel refletem expectativas especulativas de fortes altas futuras nos preços dos imóveis, assim como expectativas de taxas de juros mais baixas no futuro. Caso essas expectativas se enfraqueçam, proprietários em mercados com múltiplos elevados poderão enfrentar perdas de capital significativas”, complementa.
Em contraste, São Paulo, Dubai e cidades dos EUA incluídas no estudo estão entre as que apresentam os índices mais baixos. O post São Paulo Tem um dos Menores Riscos de Bolha Imobiliária do Mundo, Mostra UBS apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>
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