“Segurança Psicológica Não É sobre Se Sentir Confortável”, Diz Professora de Harvard
Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo. Muito antes de o termo “ segurança psicológica ” virar jargão corporativo, Amy Edmondson , professora de liderança e gestão na Harvard Business School , já dedicava décadas ao estudo de como as interações humanas moldam empresas. “O que as pessoas entendem errado é achar que segurança psicológica é sobre se sentir confortável”, disse ela durante passagem por São Paulo nesta semana para o Mind Summit , onde palestra nesta quinta-feira (17).
” Eleita a principal pensadora de gestão do mundo pelo ranking Thinkers50, a pesquisadora explica que buscar apenas o conforto pode prejudicar a inovação . “Se você acredita que o objetivo é deixar todos confortáveis, você fará coisas que estão em desacordo com ajudar as pessoas a aprender, a serem francas e a assumirem os riscos apropriados”, diz. “Na maior parte do tempo no trabalho, queremos estar energizados, engajados e ser bem utilizados.
” Autora do best-seller global “A Organização Sem Medo”, de 2018, e de “O Jeito Certo de Errar”, de 2023, a professora afirma que a chave para inovar em um cenário de incertezas é o que chama de “ ciência de falhar bem “. Não se trata nem de rejeitar e evitar os erros a todo custo, nem de adotar a lógica da cultura de startups de “errar rápido”. O objetivo é formular hipóteses com base em dados e testá-las na menor escala possível, para aprender com os resultados e ajustar o caminho.
“A verdade é que o contexto importa. Quanto mais altos forem os riscos envolvidos, mais cauteloso você deve ser”, disse à Forbes , durante um encontro promovido pela Heineken com executivos de RH na terça-feira (15). O desafio da segurança psicológica no Brasil No Brasil, implementar um ambiente que favoreça o aprendizado a partir dos erros ainda é um desafio.
Segundo um estudo realizado pela Vittude em 2026, com 174 mil brasileiros, 45% trabalham em ambientes de baixa segurança psicológica . Apesar de ser favorável a regulações como a nova NR-1 , que entrou em vigor neste ano e passou a exigir o mapeamento de riscos psicossociais nas organizações , a especialista de Harvard traz uma nova perspectiva. “Isso pode ter um efeito reverso.
Você não cria um ambiente seguro com a aprovação de uma lei, assim como não pode aprovar uma regra que exija a confiança mútua entre as pessoas. ” Para a professora, o caminho é tratar o tema como uma ferramenta para atingir os objetivos do negócio. “A meta da companhia é ter uma operação segura, produtos bons ou inovação.
A segurança psicológica é apenas um meio no caminho para essas metas. ” O post “Segurança Psicológica Não É sobre Se Sentir Confortável”, Diz Professora de Harvard apareceu primeiro em Forbes Brasil . ]]>
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