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    Selic a 13,75%: 4 pontos para entender por que o Copom interrompeu o ciclo de calibração
    Money Times·04 de nov., 22:05

    Selic a 13,75%: 4 pontos para entender por que o Copom interrompeu o ciclo de calibração

    O Comitê de Política Monetária ( Copom ) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4), uma pausa após cinco reduções seguidas nos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime. A manutenção da taxa básica de juros já era esperada pelo mercado. Na última atualização, com data de referência da sexta-feira (30), o contrato de Opções de Copom da B3 apontava a chance de 72,5% de o Banco Central (BC) manter os juros inalterados.

    Havia ainda 26% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual. Desta vez, a decisão trouxe novidades em relação ao comunicado anterior. ESPECIAL COPOM: Selic a 13,75%: Entenda a decisão do Copom Internacional No comunicado, o Copom afirmou que o ambiente externo tornou-se mais adverso com o prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio, com impactos altistas sobre o preço do petróleo e derivados, e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas.

    Na decisão anterior, o colegiado considerava o cenário externo “incerto” em função da, até então, indefinição acerca dos conflitos geopolíticos. “Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities “, diz o comunicado. O documento também manteve entre os riscos de alta na inflação os possíveis impactos por choques de oferta relacionados ao petróleo e seus derivados e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia.

    Já entre os riscos de baixa está uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e do petróleo, e de condições financeiras mais restritivas , em um cenário de maior incerteza. Economia brasileira Em relação ao cenário doméstico, os diretores do Banco Central ressaltaram que o conjunto dos indicadores de atividade econômica aponta uma moderação mais acentuada da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos. Na decisão anterior, a indicação era de uma moderação gradual da atividade econômica e que o patamar ainda era resiliente.

    Outra mudança se dá na observação do mercado de trabalho: agora resiliente, porém apresentando sinais de desaquecimento na margem. O colegiado também destaca que a inflação cheia e a média de medidas subjacentes aceleraram em relação ao cenário da última decisão e passaram a situar acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta. Além disso, as expectativas do mercado distanciaram-se adicionalmente em relação à meta.

    “As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus distanciaram-se adicionalmente em relação à meta desde a última reunião, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2028, atual horizonte relevante de política monetária, elevou-se no cenário de referência, c om a incorporação dos choques de oferta materializados desde a última reunião. O Copom relembra que essa projeção utiliza a trajetória da Selic extraída da Focus “, diz o colegiado.

    O comunicado mantiveram a leitura que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista. Entre os riscos de alta destacam-se: desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado , com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta relacionados a petróleo e seus derivados e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto positivo; conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada; estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária. Já entre os riscos de baixa para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, os diretores do Copom consideram: uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos choques de comércio e de petróleo, e de condições financeira mais restritivas , em um cenário de maior incerteza; e uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

    Além disso, o Comitê afirmou que segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. Pausa no ciclo de cortes Em relação ao comunicado da decisão de setembro, o Copom retirou o trecho em que afirmava que “em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”. Também excluiu a postura de que a “magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações”, presente na decisão anterior.

    Desta vez, o BC afirmou que o cenário atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução. “O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”, acrescentaram os diretores. Decisão unânime Segundo o comunicado, os dirigentes do Banco Central entraram em consenso e a decisão foi novamente unânime.

    Gabriel Galípolo (presidente), Ailton de Aquino, Gilneu Vivan, Izabela Correa, Nilton Schneider, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 13,75% ao ano. Veja o comunicado do Copom comparado: Copom-comparado-set-nov Baixar ]]>

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