Sem citar EUA, Lula critica “protecionismo disfarçado de causa ambiental”
2026), durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas que o Brasil tem “autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas disfarçadas de apego à causa ambiental” . A declaração é uma indireta ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O presidente se referiu à taxação de 25% imposta pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros.
Uma das justificativas apresentadas para o novo tarifaço é que o Brasil comete práticas ambientais ilegais usadas como vantagem competitiva pelos produtores brasileiros. Lula disse que o Brasil vem demonstrando ser possível combinar crescimento econômico com redução de emissões. Afirmou que o país não renunciará à agenda ambiental e seguirá com o plano de descarbonização da economia.
O presidente também destacou a redução do desmatamento na Amazônia e afirmou que o Brasil é uma “referência mundial em energia verde” . Segundo Lula, o país tem minerais críticos e terras-raras necessários para a transição energética. Para o presidente, a exploração desses recursos deve beneficiar o Brasil.
Disse que o acesso aos minerais terá como contrapartidas a geração de valor em território nacional, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores estratégicos. Lula afirmou ainda que é hora de “retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo” . Citou o derretimento das geleiras do Himalaia e os possíveis efeitos de um “super El Niño” para defender ações de combate às mudanças climáticas.
Assista à íntegra do discurso de Lula (21min49s): Leia os principais assuntos abordados por Lula em seu discurso: ONU – ”Esse é o momento mais crítico das Nações Unidas. A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa, sua capacidade de proteger os mais vulneráveis nunca foi tão pequena” ; Conselho de Segurança – ”Não cumpre seu papel” ; tarifaço – “A OMC respira por aparelhos.
Países usam tarifas como arma e chantagem. As consequências serão nefastas” ; big techs & IA – “É uma omissão histórica imperdoável não enfrentar a regulação das big techs e da IA. Um punhado de tecnoligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo sem regras” ; soberania – ”O Brasil não cabe no quintal de ninguém” ; bets – “O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio” .
Cuba – “Embargo econômico é ilegal” . LULA NA ONU Esta foi a 10ª participação de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Ele discursou pela primeira vez em 2003 e voltou à tribuna em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025.
Em 2005, participou da reunião de alto nível da ONU, mas não abriu o debate geral. Em 2010, não viajou a Nova York, e o então chanceler Celso Amorim discursou em seu lugar. A viagem deste ano será curta.
set), depois do discurso. Antes da Assembleia, cumpriu reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Também tem encontro previsto com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
A agenda brasileira na ONU inclui ainda reuniões sobre a situação da Palestina e a solução de 2 Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas, enquanto Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Leia mais sobre o discurso de Lula na ONU: Leia a íntegra do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU Lula chama de genocídio ação de Netanyahu em Gaza Lula evoca trajetória como operário Lula diz que não cederá à pressão para privatizar o Pix Lula leva eleições brasileiras à ONU e defende escolha do povo Lula critica ONU e diz que credibilidade “nunca esteve tão baixa” Lula diz que Brasil “não cabe no quintal de ninguém” ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Poder360 →
