SJX NEWS

    revistaoeste.com

    Revista Oeste

    SJXNEWS
    Sem ilusões, mas sem desistência: o alvo é Alcolumbre
    Revista Oeste·31 de out., 14:00

    Sem ilusões, mas sem desistência: o alvo é Alcolumbre

    A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para seu quarto mandato é uma das maiores tragédias da história do Brasil. Foi antecedida por uma série de medidas demagógicas e irresponsáveis, manipulando os recursos do Erário e vendendo promessas fora das regras fiscais para comprar votos de iludidos. O reajuste sem planejamento do Bolsa Família, a ampliação dos subsídios a combustíveis, a proibição das bets , o “uso sucessivo de créditos extraordinários para despesas que considera previsíveis e a criação ou ampliação de gastos e renúncias sem compensação definida”, como sintetiza o Partido Novo em ação que pede a cassação da chapa, além, meses antes, do uso do próprio Carnaval da Sapucaí para fazer propaganda do governo federal , são alguns dos itens dessa lista repugnante.

    Tudo isso custará muito caro ao bolso e ao futuro dos brasileiros, juntamente com toda a desarrazoada política econômica e fiscal adotada ao longo da gestão que se conclui em dezembro. Essa sucessão de aberrações imorais sem dúvida terá pesado para garantir que, na noite de domingo, fossem os militantes petistas a urrar de alegria nas ruas. A isso se soma, porém, uma intervenção judicial tomada monocraticamente por um ministro do STF , ex-advogado do PT, determinando uma extensão de duas horas da votação em todo o território nacional, ou seja, a manutenção do funcionamento das zonas eleitorais, determinação essa publicizada logo após as 17h, quando já se espera que as urnas sejam fechadas.

    Onde elas ainda estavam abertas, irregularmente, em mais um abuso juristocrático, a extensão foi aplicada. Não duvido do poder do populismo de fazer cabeças, mas essa intervenção judicial, somada à estranheza dos números, a meu ver, justificaria a desconfiança em relação ao resultado — se tivéssemos direito de duvidar, o que os últimos anos demonstraram ser inadmissível para nossas autoridades. Lisa, a eleição, por si só, já não é, independentemente da veracidade ou não do número de votos computados.

    Como diria Carlos Lacerda, a aceitação tácita de certas eleições na América Latina, antecedidas e afetadas por tal máquina antidemocrática, é maior demonstração de uma democracia letárgica ou mesmo morta do que o contrário. Infelizmente, não há hipótese de o Judiciário brasileiro acolher qualquer contestação a tantos vícios e imoralidades. Salvo imperativos contrários do destino, Lula tomará posse em janeiro.

    Com isso, estará investido do extraordinário poder de indicar até quatro ministros do Supremo Tribunal Federal nos próximos quatro anos, aumentando sua influência pessoal sobre o órgão que hoje se substitui, por diversas vezes, à vontade popular e viola todos os princípios do Estado de Direito para impor seus próprios desígnios. O que já é terrível ficará ainda pior. Antes mesmo disso, porém, poucos dias depois de definido o resultado, o principal candidato oposicionista recebeu uma ordem de apreensão de seu passaporte, tendo já sido, há pouco, proibido de visitar o pai na condição de filho e advogado, bem como tendo sido ameaçado pelo mandatário reeleito em pleno debate.

    Não me cabe dizer se Flávio Bolsonaro é culpado ou inocente de tudo de que o acusam e pelo que é investigado, mas não haveria nenhuma esperança de que recebesse um julgamento justo nas mãos de Alexandre de Moraes, inimigo figadal de sua família e reiterado abusador de direitos humanos. Não condeno sua fuga. Ele aceitou ser candidato em uma eleição, não mártir.

    Alcolumbre precisa cair fora da presidência do Senado Ao mesmo tempo, Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito para apurar “interferências estrangeiras” em favor da campanha de Bolsonaro, o que pode configurar um novo buraco negro ao estilo do famigerado “Inquérito das Fake News”, além de terem sido feitas ameaças dignas de máfia a opositores eleitos, como Deltan Dallagnol e Nikolas Ferreira. Do ponto de vista das liberdades individuais, a vitória da máquina lulopetista é um espectro de horror que se adensa sobre a pátria. Não há como minimizar isso.

    E o que resta fazer a quem está no Brasil? Em um cenário como esse, é forçoso admitir que não há garantias. Não operamos dentro de regras do jogo que nos respeitem e acolham as nossas prerrogativas mais básicas.

    Convivemos com indivíduos — e isso inclui uma parcela expressiva do eleitorado — que nos odeiam, não aceitam a nossa existência e, enquanto falam de amor e democracia, na realidade, se regozijariam se desaparecêssemos ou nunca tivéssemos nascido. É uma dura realidade que temos que aceitar. Precisamos, porém, tentar resistir.

    Somos muitos milhões. Há uma grande maioria de governadores estaduais eleitos pelo antipetismo, e o Senado Federal tem uma maioria eleita sob esse influxo. A primeira prioridade é esquecer vaidades e conveniências abjetas, esquecer qualquer proposta de preparação precoce para a campanha presidencial de 2030 e focar na destituição de Davi Alcolumbre da presidência do Senado Federal.

    Antes de pensar em qualquer pauta ou objetivo programático, é preciso garantir o controle da única trincheira de onde, de acordo com os parâmetros constitucionais já tão abandonados, se tem legitimidade para impor limites ao autoritarismo judiciário. v=FElH6Y02IKI Oposição pode salvar o país Davi Alcolumbre, cúmplice do regime juristocrático, quer fazer a oposição dominante no Senado de otária e seduzi-la para obter apoio à sua permanência como presidente da Casa. Diz-se que ele estaria disposto a oferecer a anistia aos presos do 8 de janeiro e um indulto a Jair Bolsonaro.

    Em primeiro lugar, a oposição, incluindo o maior partido, o PL, cujo cacique infelizmente é o mensaleiro Valdemar da Costa Neto, já abusou demais da burrice de confiar em figuras como Alcolumbre e Hugo Motta. Nada garante que Alcolumbre entregaria o que promete depois de atingir seu objetivo. Absolutamente nada.

    Além disso, por mais que seja fundamental libertar as vítimas do autoritarismo vigente, qualquer candidato apresentado pela própria oposição com a bandeira de pautar o impeachment de ministros do STF também seria favorável a essas duas metas. Por que trocar três conquistas sem Alcolumbre por apenas duas com ele — ou, mais provavelmente, nenhuma? Fora, Alcolumbre!

    Que a oposição não aja como uma revoada de acéfalos e o rejeite, fazendo uso da legitimidade que recebeu para tal. É o que lhe resta fazer. Aqueles parlamentares que preferirem fazer as pazes com o presidente do Senado em nome de ilusões ou negociações sub-reptícias devem ser terminantemente execrados pelo eleitorado que traírem.

    v=-Xtj7kmpZsU O post Sem ilusões, mas sem desistência: o alvo é Alcolumbre apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em Revista Oeste →