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    Senado: debate tenso em SP tem ataques entre Prado e Salles e críticas a Tebet e Marina
    Revista Oeste·21 de set., 15:50

    Senado: debate tenso em SP tem ataques entre Prado e Salles e críticas a Tebet e Marina

    Em um encontro tenso marcado por troca de acusações e ataques entre os candidatos, o segundo debate entre os concorrentes às duas vagas no Senado pelo Estado de São Paulo aconteceu nesta segunda-feira, 21, a 13 dias do primeiro turno das eleições gerais no país. Paulo e contou com a participação dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas: Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Ricardo Salles (Novo). Este foi o segundo encontro entre os postulantes às cadeiras no Senado – o primeiro debate, na TV Bandeirantes, aconteceu no dia 9 de setembro .

    + Entenda o que é Política em Oeste Ataques entre André do Prado e Ricardo Salles Disputando um dos votos do eleitorado conservador, o deputado federal e ex-secretário estadual de Segurança Pública Guilherme Derrite e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado, trocaram críticas e ataques desde o início do debate. Prado acusou Salles de ter “medinho” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , por ser alvo de um processo que tramita na Corte sobre um esquema de exploração ilegal de madeira na Amazônia. “O André tem repetido essa história, como se eu estivesse refém do ministro Alexandre de Moraes.

    É mentira. Eu assinei a primeira CPI para abertura do tema do Master pedida no Congresso”, rebateu Salles. “Eu nunca perdi um único processo.

    ” André do Prado insistiu. “O MP pode ter pedido absolvição de Ricardo Salles, mas quem decide é o ministro Alexandre de Moraes. Talvez por isso Salles não assinou o requerimento da CPI que pediu autorização para apurar diversos agentes públicos e também o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou o candidato do PL.

    “Você tem, sim, medinho do Alexandre de Moraes”, completou Prado, dirigindo-se ao ex-ministro do Meio Ambiente. Em outro momento do debate, André do Prado disse que Salles é “ingrato” por apoiar a candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência, e não a de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Ele [Salles] é um ingrato.

    Bolsonaro o apoiou a vida toda e, agora, ele não apoia Bolsonaro. Ricardo Salles mente o tempo inteiro”, afirmou Prado. Salles reagiu e tentou vincular o adversário ao Centrão.

    “A relação com o Centrão é umbilical. Ninguém larga a mão de ninguém. É a mesma história que estamos vendo com essa turma toda ligada ao crime organizado.

    Eles pegam o poder para desviar dinheiro e fazer esquema”, acusou o candidato do Novo quando questionado sobre a prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) . v=blb90P8S-u4 Leia também: "Real Time: Derrite lidera disputa pelo Senado em SP" “Eu respondo por mim, pelo meu histórico de 32 anos de vida pública e ficha limpa. Não tem um processo ao qual eu respondo”, rebateu André do Prado.

    Salles, por sua vez, foi indagado pelo adversário sobre sua postura em relação ao possível impeachment de Alexandre de Moraes. “Hoje, não temos esse processo porque o [Davi] Alcolumbre [presidente do Senado], que é fruto da união do Valdemar com o PT, não sai de cima dos pedidos”, afirmou. “Eu defendo que se abra o processo e se apresentem as informações, dando o devido processo legal e ampla defesa.

    Comprovado o crime de responsabilidade, o impeachment de ministro é uma imposição”, completou Salles. Derrite e Salles criticam Marina e Tebet O debate também foi marcado por duras críticas às duas candidatas ao Senado na chapa liderada por Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do Estado: Simone Tebet e Marina Silva. Tebet criticou os resultados da política de segurança do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, que teve Derrite como secretário de Segurança Pública.

    “Quando se fala em segurança pública, só se fala de número e não se fala de gente. As mulheres aqui em São Paulo vivem com medo, dentro de casa, no transporte e quando saem na rua. A maior parte da população do Estado vive com medo.

    A segurança pública não faz o seu dever de casa”, afirmou a candidata do PSB. Derrite reagiu. “Além de São Paulo ter o menor indicador na área de homicídios por 100 mil habitantes, o número de roubos e furtos também caiu”, disse.

    “Porém, é óbvio que ainda é muito alto. A raiz do problema está na impunidade. Precisamos mudar as leis, defendo veementemente alterações legislativas.

    O sistema de justiça criminal precisa passar por uma reforma”, defendeu o candidato do PP. “A nossa preocupação é sempre com as pessoas. Os índices de violência no Brasil são alarmantes.

    A senhora se esquece de mencionar a postura do seu presidente da República e do seu candidato a governador, Fernando Haddad, que a senhora esconde durante a campanha”, ironizou Derrite, em resposta a Tebet. “A marca registrada da senhora é a incoerência. v=sU8I-MVyOiw Marina Silva pediu a palavra e entrou no debate sobre a questão da segurança em São Paulo.

    “O enfrentamento da violência com discurso político e frase de efeito muitos sabem fazer. Difícil é fazer o combate ao feminicídio. Essa discussão tem de ser levada a sério”, afirmou a candidata da Rede.

    “Uma coisa é propaganda de que está tudo resolvido, mas não está. Temos de fazer esse combate envolvendo o Estado e o governo federal. Infelizmente, o governo Tarcísio tem dificuldade de entender que precisa conversar com quem está no governo federal, que foi eleito pelo povo”, criticou.

    Derrite associou Tebet e Marina ao governo Lula, do qual ambas foram ministras, e apontou o que chamou de “incoerência” das candidatas, principalmente de Simone Tebet. “O governo Lula foi um governo corrupto, e a Simone Tebet fez parte do governo. Simone e Marina estão querendo ganhar o voto do paulista e do eleitor de centro, mas as palavras não condizem com a postura deles”, disse Derrite.

    “Foi nesse solo fertil, com Geraldo Alckmin governador por quatro vezes e Lula presidente, que o crime organizado tomou proporções de organizações criminosas transnacionais”, completou. Leia também: "Tarcísio venceria Haddad já no 1° turno, diz Real Time Big Data" Impeachment de ministros do STF e reajuste do Bolsa Família Em outro momento do debate, Marina foi cobrada por uma posição mais enfática em defesa do impeachment de ministros do STF. “Eu fui a primeira a pedir que o ministro [Alexandre de Moraes] se afastasse para responder às acusações fora da posição que ocupa”, rebateu.

    ” A ex-senadora e ex-ministra disse ainda ser favorável a uma “reforma do Judiciário”, para que “o próprio Poder Judiciário tenha mecanismos de autocorreção para evitar essa vergonha que estamos passando”. “O impeachment de ministros do Supremo é assegurado pela Constituição. ” Tebet, por sua vez, foi criticada pela irresponsabilidade fiscal do governo Lula na economia – ela comandou o Ministério do Planejamento e Orçamento.

    A ex-ministra defendeu o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado por Lula na semana passada, às vésperas da eleição . “O reajuste do Bolsa Família está previsto em lei. Três anos sem reajuste, foi reajustado agora, com o aval do Judiciário”, disse Tebet.

    “Acho que o Bolsa Família tem que continuar reajustando e, para compensar, temos de tirar daqueles que não pagam impostos. ” A disputa em São Paulo Ao todo, 15 candidaturas foram homologadas para a eleição ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo. Neste ano, serão duas vagas em disputa – os senadores Giordano (Podemos) e Mara Gabrilli (PSD) encerrarão seus mandatos no início de 2027.

    Eleito em 2022, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL) tem mandato até 2031. Apesar da profusão de candidaturas, há cinco nomes considerados mais competitivos na corrida eleitoral em São Paulo – dois pela esquerda e três pela direita. São eles: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo).

    As ex-senadoras e ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva integram a chapa de Fernando Haddad ao governo do Estado, com apoio do presidente Lula. André do Prado e Derrite, por sua vez, compõem a coligação do governador Tarcísio de Freitas, com apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Correndo por fora, sem apoio formal de Tarcísio, aparece o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo), também fortemente ligado ao campo conservador.

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