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    Sete alvos de operação contra revenda de celulares viram réus em SP
    CNN Brasil·24 de set., 11:16

    Sete alvos de operação contra revenda de celulares viram réus em SP

    A Justiça de São Paulo tornou sete alvos da Operação Frankmobile , que mirou um esquema de roubo, furto e revenda de celulares, réus pelos crimes de organização criminosa nesta quarta-feira (23). O MPSP (Ministério Público de São Paulo), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), responsável pela denúncia acatada pela Justiça, também solicitou que os investigados paguem uma indenização no valor aproximado de R$ 90 milhões por danos morais coletivos . O Gaeco considerou que os criminosos possuíam uma cadeia econômica organizada e hierarquizada para as práticas de furto, roubo, receptação e venda ilegal tanto dos aparelhos eletrônicos, quanto das peças dos celulares.

    Além disso, eles acessavam as contas bancárias das vítimas e transferiam os valores para o grupo. Leia Mais Operação do MP mira esquema de roubo e receptação de celulares em SP Operação prende quatro suspeitos por envolvimento em golpe do falso boleto Polícia flagra esquema de roubo de celulares e prende quatro pessoas no Rio Os sete alvos tiveram suas prisões preventivas decretadas, sendo que dois também são processados por falsidade ideológica e dois por receptação. A Operação Frankmobile foi deflagrada no dia 10 de setembro após dois anos de investigações.

    Cerca de 10 mil aparelhos foram apreendidos em São Paulo e em Goiás , 18 empresas foram alvos e 15 pessoas foram presas. Entenda megaoperação que mira esquema de roubo e furto de celulares em SP Funcionamento do crime De acordo com o MPSP, a organização criminosa atuava em quatro núcleos : furto e roubos, desbloqueio e fraudes, alteração e revenda e desmontagem dos celulares. No primeiro núcleo, os promotores identificaram que os criminosos utilizavam principalmente a estratégia da quebra de vidros de veículos para realizar os roubos e furtos dos aparelhos.

    Após essa etapa, os celulares eram encaminhados aos receptadores e aos chamados “Icloudeiros” entre 20 e 25 minutos após o crime. Esse segundo núcleo atuava no desbloqueio dos aparelhos e também em fraudes bancárias. Os criminosos acessavam contas das vítimas, transferiam valores para contas de terceiros e obtinham dados pessoais.

    O dinheiro desviado era dividido em três partes: 30% para o titular da conta usada como “laranja”, 35% para o responsável pelo furto ou roubo e 35% para o desbloqueador. As ruas Guaianases, Aurora e Timbiras, no centro da capital paulista, eram os principais endereços onde ficavam localizados os polos de receptação e depósitos temporários dessa fase. Segundo os autos, mais de 500 boletins de ocorrência foram registrados nesses locais em pouco mais de dois anos.

    “Central” de celulares roubados é encontrada em São Paulo | CNN 360º O terceiro núcleo atuava na modificação do IMEI (International Mobile Equipment Identity), número que identifica cada aparelho. Os criminosos removiam bloqueios técnicos e realizavam a troca de componentes para dificultar a identificação da origem dos equipamentos e para montar um “novo” celular. Segundo o Ministério Público, operadores contábeis produziam notas fiscais ideologicamente falsas para simular compras em grandes varejistas ou alterar datas de documentos.

    O quarto e último núcleo era responsável por desmembrar os aparelhos para comercializar as peças separadamente. ⁠Furtos de celular superam roubos; saiba os horários de maior risco *Sob supervisão de Carolina Figueiredo ]]>

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