Setembro Amarelo: busca online sobre saúde mental sobe 31.037%
Durante a campanha Setembro Amarelo, um novo levantamento mostrou um aumento expressivo na procura por canais de ajuda, profissionais de saúde mental e redes de suporte . 037% nos últimos 45 dias, somando mais de 203 mil visualizaçoes na página. 600% , enquanto “apoio psicológico” cresceu 198%.
O termo “saúde mental” também registrou crescente de 113%, alcançando 439 mil visualizações de páginas e associado a debates sobre ansiedade, estresse, carreira e impacto das redes sociais. O próprio nome da campanha, “setembro amarelo”, registrou um salto de 100% em interesse (8,3 mil pageviews), enquanto o termo geral “psicologia” teve o maior volume absoluto de leitura, com 24 milhões de visualizações e avanço de 53%. Leia Mais Saúde mental hoje têm desafios muito diferentes do que há 30 anos IA x saúde mental: algoritmos dificultam a desconexão digital?
SP registra aumento de 25% em prisões por violência doméstica em 2026 Eficácia do Setembro Amarelo O aumento do interesse pelos termos pode ser associado ao debate da prevenção de suicídio no Brasil, ampliado pela campanha Setembro Amarelo. No entanto, não há evidências de que tenha contribuído para reduzir as taxas de mortalidade desde sua criação. É a partir desse alerta que o Instituto Vita Alere lançou a cartilha “Para Além do Setembro Amarelo”, voltada a psicólogos e outros profissionais que atuam na prevenção do suicídio e na promoção da saúde mental.
747 suicídios em 2024. A taxa nacional cresceu 50,6% entre 2010 e 2024 , com o aumento mais expressivo entre jovens de 20 a 29 anos. Para Scavacini, psicóloga, doutora pela USP e fundadora do Instituto Vita Alere, a criação da cartilha parte de uma constatação que preocupa quem trabalha com prevenção do suicídio durante todo o ano.
“Esta não é uma cartilha celebratória do Setembro Amarelo. As evidências científicas disponíveis não encontraram redução nas taxas de suicídio associada à campanha desde sua criação, em 2015. Campanhas ampliam o conhecimento sobre o tema e facilitam a busca por ajuda, mas isso não é o mesmo que reduzir mortalidade, e a visibilidade, isoladamente, pode até mobilizar sofrimento em pessoas mais vulneráveis, como quem já tentou suicídio ou perdeu alguém dessa forma”, diz.
A cartilha chama atenção para o chamado “paradoxo da visibilidade” : quanto mais um tema ganha espaço no debate público, maior pode ser a demanda por atendimento que ele revela. Se o sistema de saúde não tem estrutura para responder a essa procura, a exposição pode acabar gerando frustração. Nesse contexto, parte do material orienta psicólogos a avaliar se as ações do Setembro Amarelo estão acompanhadas de medidas concretas de cuidado ou se permanecem apenas no discurso.
Como procurar e oferecer ajuda Identificar os sinais de alerta de transtornos psiquiátricos é o primeiro passo para buscar ajuda, seja para um parente ou amigo que esteja passando pela situação, ou para si próprio. Para quem deseja oferecer apoio, o importante é demonstrar empatia e ter escuta ativa às angústias da pessoa , sem julgamentos. Também é fundamental buscar o atendimento psiquiátrica e psicológico –– mesmo quando há recusa em buscar ajuda por parte da pessoa depressiva.
No caso de pessoas que possuem ideação suicida, é possível b uscar centros de referência que possam oferecer acolhimento e apoio emocional à pessoa. O Centro de Valorização da Vida (CVV), por exemplo, oferece, gratuitamente, apoio emocional e serviço de prevenção do suicídio para pessoas que querem e precisam conversar, sob sigilo e anonimato. O atendimento pode ser feito através do telefone 188, disponível 24 horas e sem custo de ligação, pelo chat, e-mail ou pessoalmente, direto nos postos do CVV (consulte o site para mais informações).
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