Síndrome do pôr do sol aumenta agitação em idosos com Alzheimer
Pessoas com Alzheimer e outras formas de demência podem apresentar episódios de agitação, ansiedade e confusão mental no fim da tarde e início da noite. Conhecido como síndrome do pôr do sol, o fenômeno afeta a rotina dos pacientes e exige atenção dos familiares e cuidadores. O assunto foi abordado no programa A Força do Agro , apresentado por Joice Maffezzolli, com a participação da geriatra Lorena Vidal e do colunista Valderson de Souza.
Segundo a especialista, a condição não está restrita aos pacientes com Alzheimer. Pessoas com demência vascular, frontotemporal e por corpos de Lewy também podem apresentar alterações de comportamento nesse período. Entre os sinais mais comuns estão inquietação, desorientação, vontade de sair de casa e dificuldade para reconhecer o ambiente.
Em alguns casos, o idoso acredita que está em outro lugar ou procura familiares que já morreram. Sono e rotina influenciam a síndrome do pôr do sol A síndrome não tem uma causa única. Alterações no ciclo circadiano, sono desregulado, alimentação, medicamentos e mudanças na rotina podem contribuir para os episódios.
A redução da luz natural também interfere na percepção do horário e na organização do relógio biológico. Lorena recomenda estabelecer horários regulares para dormir e acordar, permitir a entrada de luz natural pela manhã e manter os ambientes bem iluminados no fim da tarde. Música, fotografias e conversas também podem ajudar a tranquilizar o paciente.
Outra orientação é evitar confrontos durante os momentos de confusão. Se o idoso afirma que precisa voltar para casa, por exemplo, discutir ou tentar convencê-lo à força pode aumentar a irritação. A médica recomenda acolher a situação, conversar e desviar a atenção para outra atividade.
As medidas não medicamentosas são a primeira abordagem. Quando não apresentam resultados suficientes, o médico pode avaliar a necessidade de medicamentos e ajustes no tratamento. Família também precisa de cuidados A especialista ressalta que o acompanhamento não deve se limitar ao paciente.
O estresse de quem cuida de uma pessoa com demência também merece atenção, já que a sobrecarga emocional pode comprometer a qualidade da assistência. Durante a entrevista, Lorena também explicou que a evolução da demência varia de pessoa para pessoa. O diagnóstico precoce, o acompanhamento médico e o controle de doenças crônicas ajudam a preservar a funcionalidade por mais tempo.
A geriatra reforçou ainda a importância de hábitos saudáveis desde a juventude, como atividade física, controle da pressão arterial e do diabetes, além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. v=RURuShTypMA Leia mais notícias de Agronegócio em Oeste O post Síndrome do pôr do sol aumenta agitação em idosos com Alzheimer apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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