Soja fecha em leve alta em Chicago à espera de detalhes do acordo EUA-China
A soja fechou a sessão desta sexta-feira (25) em leve alta na Bolsa de Chicago, após passar boa parte do pregão no campo negativo. O contrato para entrega em novembro avançou 0,11%, a US$ 13,19 por bushel. Segundo a Granar, os preços tiveram comportamento volátil, com ganhos nos contratos mais próximos e perdas nos demais, mas terminaram a semana com saldo positivo.
O mercado segue atento aos desdobramentos das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Apesar do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, não foram divulgados detalhes concretos sobre eventuais compromissos para a compra de produtos agrícolas americanos, o que manteve os investidores cautelosos na formação de novas posições em soja. Leia Mais Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA Soja fecha em alta de 1,10% em Chicago com piora na safra dos EUA Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana Os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que exportadores privados reportaram nesta quinta-feira (24) uma venda de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
Foi a única operação anunciada para o país nesta semana até o momento. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta sexta-feira que Washington e Pequim chegaram a acordos sobre um conjunto de produtos que poderão ser comercializados em condições mais favoráveis. Entre os setores citados estão produtos agrícolas, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre quais mercadorias serão contempladas.
Segundo Greer, o governo americano deve apresentar mais informações na segunda-feira (28). A possibilidade de avanços nas relações comerciais ajudou a limitar a pressão sobre os preços da soja nesta sexta-feira. Ao mesmo tempo, a ausência de informações detalhadas sobre eventuais compromissos de compras chinesas mantém o mercado dependente dos próximos anúncios para avaliar os efeitos do acordo sobre a demanda pela oleaginosa americana.
Milho O contrato futuro do milho para entrega em dezembro fechou o pregão com alta de 0,14%, a US$ 5,28 por bushel na Bolsa de Chicago. Segundo a Granar, o milho, assim como a soja, recuperou as perdas registradas ao longo da sessão e encerrou o dia com leve valorização, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas em Chicago. Na semana, porém, os preços praticamente não apresentaram variação.
A recuperação foi sustentada pela expectativa em torno de possíveis anúncios da Casa Branca na segunda-feira sobre o acordo firmado entre Estados Unidos e China durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping. A perspectiva de novos detalhes sobre o entendimento comercial ajudou a dar algum suporte aos preços dos grãos. Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos limitou o movimento de alta.
A produção da segunda safra consecutiva é estimada em mais de 400 milhões de toneladas, enquanto produtores seguem comercializando parte dos estoques para liberar espaço para a entrada dos novos grãos e aproveitar os níveis atuais de preços. Com a oferta elevada e o avanço da colheita, o mercado segue atento ao ritmo das vendas dos produtores americanos e aos próximos desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China. Trigo O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro fechou em queda de 0,53% na Bolsa de Chicago, a US$ 7,03 por bushel.
Na semana, o cereal também acumulou desvalorização, pressionado pelo movimento de liquidação de posições por fundos de investimento. Segundo a Granar, o trigo teve desempenho negativo nos mercados americanos, diferentemente de outros cereais. O comportamento dos fundos ocorreu em um cenário de expectativa por avanços diplomáticos relacionados à guerra entre Rússia e Ucrânia e à segurança do comércio pelo Mar Negro, tema que ganhou espaço nas discussões internacionais ao longo dos últimos dias.
Apesar das expectativas de negociação, a Granar destaca que permanecem incertezas sobre o transporte de cargas pela região do Mar Negro. Rússia e Ucrânia seguem envolvidas no conflito, o que mantém riscos para a logística e para o abastecimento de produtos agrícolas comercializados por uma das principais regiões exportadoras de grãos do mundo. O movimento dos contratos futuros, portanto, refletiu tanto a atuação dos fundos quanto as expectativas do mercado em relação à evolução do conflito e às condições de oferta e logística no Mar Negro.
Como o agronegócio enfrenta o risco climático que muda a cada safra ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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